Aeronaves como da companhia American Airlines estão proibidas de sobrevoar o Iraque e o Irã. (Foto meramente ilustrativa de Nicolas Economou / NurPhoto)

A Administração Federal de Aviação (Federal Aviation Administration – FAA) emitiu três NOTAMs que proíbem as operações de aeronaves de empresas americanas, aeronaves registradas nos EUA ou aviadores licenciados norte americanos de sobrevoarem o Irã, Iraque, Golfo Pérsico e Golfo de Omã. Outros países estão seguindo a mesma linha.

Não é a primeira vez que a FAA emite um NOTAM proibindo ou alertando as tripulações e as operações de aeronaves de empresas americanas que sobrevoem o Irã, Iraque, Golfo Pérsico e Golfo de Omã. A medida é cautelar e vem de encontro ao crescente conflito entre os EUA e o Irã.

“A FAA emitiu avisos aos pilotos esta noite explicando as restrições de voo (…) no espaço aéreo sobre Iraque, Irã e as águas do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã. A FAA continuará monitorando de perto os eventos no Oriente Médio”, disse o comunicado.

A medida é a primeira reação concreta após ataques de mísseis iranianos a bases americanas no Iraque.

Em 2018, as transportadoras americanas haviam sido proibidas de voar a altitudes inferiores a 26 mil pés sobre o Iraque, sob orientação da FAA, em razão de preocupações constantes com ameaças a civis dos Estados Unidos em todo o país.

As companhias também estavam proibidas de voar em uma área do espaço aéreo iraniano acima do Golfo Pérsico e do Golfo de Omã desde que o Irã derrubou um drone americano de alta altitude em junho passado. Atualmente, nenhuma das principais companhias aéreas dos EUA sobrevoa o Irã.

A Singapore Airlines disse após o ataque às bases americanas no Iraque que todos os seus vôos seriam desviados do espaço aéreo iraniano.

A China Airlines de Taiwan também disse que não sobrevoará o Irã ou o Iraque devido a tensões regionais, informou a Reuters.

A maior companhia aérea de Taiwan, a China Airlines, disse em comunicado à Reuters que continuará monitorando a situação e ajustando as rotas de acordo.

Outra companhia aérea de Taiwan, a EVA Air e a Malaysia Airlines também disseram que estão evitando voar sobre o espaço aéreo do Irã, informou a Reuters.

Uma equipe de aviação internacional foi ativada para apoiar a “coordenação e comunicação eficazes” entre companhias aéreas e países, à medida que as tensões aumentaram no Oriente Médio.

A escalada de tensão ocorre após a morte do General Soleimani, ocorrida num ataque de drones norte americanos. Como resposta, o Irã intensificou a patrulha aérea de suas fronteiras com seus caças F-14.

O caça Grumman F-14 “AliCat” continua voando com a Força Aérea Iraniana sendo a “ponta de lança” da IRIAF. Imagem meramente ilustrativa.

A Associação Internacional de Transporte Aéreo (IATA) também emitiu uma declaração lembrando os países de sua obrigação de comunicar riscos potenciais à aviação civil.

“É fundamental que os estados cumpram essa obrigação, à medida que as tensões no Oriente Médio aumentam”, disse o grupo, dias após o assassinato de Suleimani na sexta-feira, que mergulhou a região em uma nova crise.

Mas o que é um NOTAM? A sigla NOTAM significa Notice to Airman e é uma mensagem  que tem por finalidade divulgar alterações e restrições temporárias que possam ter impacto nas operações aéreas, como, por exemplo, a indisponibilidade de um determinado auxílio à navegação aérea, uma pista que esteja interditada,  o fechamento de uma porção do espaço aéreo, etc.

No Brasil, a divulgação dos NOTAM é feita pelo Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA), por meio do sistema AISWEB (http://www.aisweb.aer.mil.br/).

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