O atual Boeing 767 da FAB, designado C-767, visto em Curitiba. (Foto: Rosvalmir Afonso Delagassa)

Em publicação no site da Comissão Brasileira de Aeronáutica em Washington (BACW), a abertura de uma licitação prevê a aquisição de uma aeronave Boeing 767-300ER para Força Aérea Brasileira.

De acordo com a publicação, foi notificado o Grupamento de Apoio Logístico (GAL) junto a Base Aérea do Galeão sobre uma aquisição da aeronave para FAB através de leilão, com escolha do menor preço, para um “regime de execução indireta da compra da aeronave além de suporte logítisco e uma modernização de meia-vida na aeronave (MLU) por um período de 36 meses.

O prazo final para recebimento dos envelopes com as propostas será no dia 8 de maio, às 10 horas, no Galeão.

Embora a publicação não especifique qual a finalidade de utilização da aeronave que será comprada, acredita-se que seja para função de reabastecimento em voo, função esta que era desempenhada pelos veneráveis KC-137 (Boeing 707) que foram tirados de operação em

A Força Aérea Brasileira já opera um Boeing 767, na forma de leasing aeronáutico com a empresa Colt Aviation, e este contrato deve ser finalizado em breve. Designado C-767 na FAB, o Boeing 767 “FAB 2900” está amplamente sendo utilizado pelo Esquadrão Corsário no transporte de militares e civis, como recentemente no transporte de venezuelanos que estavam em Roraima.

Em 2012, a FAB chegou a criar um programa chamado KC-X para aquisição de duas aeronaves de reabastecimento aéreo, onde duas aeronaves 767-300ER foram declaradas vencedoras e seriam convertidas pela IAI para versão MRTT (Multi-Role Transporter and Tanker). Em 2015 a FAB cancelou o projeto e as aeronaves que estavam reservadas para o Brasil foram para uma empresa canadense.

Segue nota da BACW:

O Chefe da Comissão Aeronáutica Brasileira (“BACW”), notifica, a quem possa interessar, que o GRUPO LOGISTICS SUPPORT, localizado na Estrada do Galeão, n. 3300 – Ilha do Governador 21941-352 – Rio de Janeiro, RJ – Brasil, deverá realizar licitação internacional do tipo Menor Preço em regime de execução indireta e preço global para aquisição de aeronave pesada, Boeing 767-300ER, com logística e Suporte de MLU para a aeronave e seus equipamentos por um período de 36 (trinta e seis) meses, conforme Anúncio.

A reunião para recebimento dos envelopes será realizada no dia 08 de maio de 2018, às 10h00 (horário de Brasília), na Sala de Reuniões do GRUPO DE APOIO LOGÍSTICO, localizado na Estrada do Galeão, n. 3300 – Ilha do Governador 21941-352 – Rio de Janeiro, RJ – Brasil.

O Edital da Licitação e qualquer informação adicional referente a esta Proposta poderão ser obtidos junto ao GRUPO DE APOIO LOGÍSTICA, no endereço mencionado acima, de segunda a sexta-feira, entre as 08:30 e as 15:30 (horário de Brasília), ou no e-mail licitacoes.gal@fab.mil.br

Coronel LEONARDO GUEDES
Chefe da BACW

18 COMENTÁRIOS

  1. A dúvida é se essa outra aeronave virá para substituir o atual C-767. Será alugada ou comprada? A FAB tem a opção de comprar o atual C-767? Acho que com o uso constante da aeronave nos últimos meses a FAB percebeu que quem tem um não tem nenhum, se parar para manutenção não tem outro no lugar. Espero que no fim fiquem as 2 e que sejam convertidas para o padrão MRTT.

    • O KC-390 e o 767 são aeronaves diferentes com propósitos diferentes. Um país de dimensões continentais como o Brasil, a FAB não pode depender apenas de um tipo de aeronave para transporte de tropas. O certo mesmo seria o C-17, mas…

      • Eu me pergunto qual seria a dificuldade e se seria simples como eu estou imaginando de fazer um KC-390 (ou KC-780 rsrs) "bombado" do tamanho de um C-17 por exemplo. Não seria o caso de apenas aumentar a escala do projeto? E usar 4 ao invés de 2 motores? Não deve ser tão simples assim como eu tô falando.

      • Apesar do KC-767 ter capacidade de reabastecimento maior, ele é totalmente dispensável com 28 KC-390.
        Com o recebimento dos KC-390 a FAB precisa mesmo é de Boeing 767 de passageiros e de preferencia com primeira classe para poder servir ocasionalmente ao Pres. em viagens longas.

        • O KC-767 é necessário, principalmente se vier equipado com a lança telescópica na parte traseira da aeronave, pois estaremos aptos a operar com jatos e outros aparelhos dotados de receptáculo, estando melhor guarnecida quando em operações e exercícios com forças estrangeiras, seria interessante também uma terceira unidade de mangueira e cesta próximo a lança, assim teríamos a capacidade de reabastecimento de aeronaves de grande porte, não sendo necessária a adaptação do cesto na lança…

    • Independentemente do governo em que estivesse sendo feita a compra a aeronave está sendo adquirida para aturar como reabastecedor em vôo e não como avião presidencial. Ou seja, seria uma noticia com pouca repercussão.

      Outrossim trata de um blog de avião e não de recalque político, e tampouco sobre corruptos condenados e já cumprindo pena…

        • Reitero: Estamos a discutir aqui a compra de uma aeronave que irá servir a FAB como reabastecedor em vôo e não recalque político, e tampouco o cumprimento de pena por criminosos condenados por corrupção e lavagem de dinheiro.

          Para a discussão do presente assunto existem espaços destinados a isso como, por exemplo, o Brasil247, o Diário do C* do Mundo e outros, que por sinal são mídias brasileiras baixo nível demais……

  2. Se a FAB vai comprar mesmo essa aeronave deve deixar isso bem claro! Se não, se for mais um leasing, também deve deixar isso bem entendido para que não haja dúvidas do que se pretende realmente. Temos dinheiro pra financiar obras faraônicas lá fora, de outros países e aceitar o risco (e a realidade) do calote deles. Não temos dinheiro para comprar um avião estratégico para nossas operações? Tanto de transporte de pessoal, quanto de carga e mesmo abastecimento, o KC-767 tem maior capacidade e alcance que o KC-390 em todos os quesitos.

  3. O B767 também teria a função de transporte presidencial, mas para isso teríamos que ter, pelo menos, mais uns dois outros, para que isso não interferisse nas operações cotidianas da força. Espero que voltemos com o nosso esquadrão Corsário a toda com umas 3 aeronaves, como tínhamos nossos 3 B707.

  4. A vocação histórica do Corsário é o transporte, a atividade de reabastecimento foi por causa dos 4 B707 convertidos em KC-137, mas mesmo neste periodo a atividade principal dele foi o transporte.
    Eu também gostaria de ver com mais aeronaves, mas ser fazer REVO, deixem isso para os KC-390.
    1968 a 1975: C-118(DC-6 militar)
    1975 a 1978: C-91 Avro
    1978 a 1986: C-95A
    1986 a 2013: KC-137
    2013 a 2016: Inativo
    2016 até hoje: C-767.