Avião de patrulha P-3AM é operado pelo Esquadrão Orungan, sediado em Salvador (BA).

A aeronave P-3AM Orion, do Esquadrão Orungan, sediado em Salvador (BA), realizou nesta terça-feira (21/11), a primeira missão de busca ao submarino ARA San Juan que está desaparecido desde a última quarta-feira (15/11), com 44 tripulantes.

O avião – um quadrimotor de patrulha marítima de longa distância – aguardava em Porto Alegre (RS) o engajamento nas buscas e decolou às 20h diretamente para a área designada pela Marinha Argentina, realizando oito horas de operação.

“O P-3 é plenamente equipado para fazer busca e guerra antissubmarino. Como estamos tratando da busca de um submarino, nada mais lógico do que colocarmos uma aeronave equipada para a localização desses meios”, explica o Comandante do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), Tenente-Brigadeiro do Ar Carlos Vuyk de Aquino.

Os dados coletados pelos tripulantes do P-3AM estão em análise e a aeronave deve ser empregada novamente na noite de hoje (22/11), com decolagem prevista para 21h a partir de Mar del Plata. Cada missão está envolvendo 19 militares a bordo da aeronave.

O P-3AM possui um dos mais modernos sistemas para identificação por radar e dispõe do mecanismo Forward Looking Infra-Red (FLIR), que complementa as informações dos tráfegos marítimos, fornecendo imagens nítidas e claras mesmo no período noturno.

Também nesta quarta-feira, a outra aeronave da FAB disponibilizada para a missão, o SC-105 Amazonas, realiza o terceiro dia de buscas, com decolagem às 13h e previsão de oito horas de operação.


Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Emília Maria

12 COMENTÁRIOS

    • O fato é , para localizar uma fragata , um Destroier ou um Porta Avioes os meios disponiveis hoje são os ideais . Agora para achar um alvo a 300mts de profundidade no oceano ….simplismente não existe um meio realmente eficaz (ainda) , podem falar o que for mas é como achar uma agulha em um palheiro . Se este estiver sinistrado com a possibilidade de estar a mais de 500mts como falam por ai , olha é coisa para decadas …

  1. Justamente POR ISSO é importantíssimo militarmente se ter uma Força de Submarinos e principalmente deter a tecnologia e CONSTRUIR submarinos convencionais e NUCLEARES…

    É tremendamente DIFÍCIL encontrar um submarino submerso e imóvel na vastidão do OCEANO.

  2. Não é bem assim, os U-boats foram caçados um a um na segunda guerra e poucos sobreviveram. No caso do San Juan não procurem por um submarino de 100m mas uma kombi de 3m, seu tamanho atual a 1000m de profundidade. Esqueçam esses caras foram condenados nas primeiras horas. Fato, com mar grosso o translado era feito submerso. Algo aconteceu que o levou ao fundo. O submarino não estava na superficie com vagas de 6 metros. Seria muito complicado, logo minha bola cristal diz que ocorreu um acidente na superficie e mesmo assim o comandante decidiu devido ao tempo e condições submergir e dai o pior aconteceu. Lembram da história do San Luis durante a Guerra das Malvinas que quase foi a pique da mesma forma. Não é a primeira vez. Ou se investe e mantém uma Marinha de verdade ou não desça pro Play Pra brincar.

    • Esses "U-boats" que participaram de grande parte das ações alemãs eram submersíveis e não submarinos.
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      Os alemães só podiam atacar efetivamente na superfície ou a poucos metros de profundidade. Esses navios passavam boa parte de sua vida na Superfície. Por isso agiam majoritariamente a noite. Uma vez submerso, esses U-boats ficavam praticamente fora de combate.
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      A técnica que os ingleses empregaram, durante a escolta de comboios era justamente fazer um U-boat localizado submergir, para que os navios pudessem passar em segurança, já que o submersível pouco poderia fazer para atacar o comboio.
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      Submarino mesmo, eles operaram dos Type XXI pra frente. Mas foram irrelevantes em conflito.

  3. É uma pena, o tempo está passando e parece que o pior vai se confirmando. Pelo menos não vi ninguém falando, pelo menos nos lugares aonde eu li, que o San Juan possa ter sido afundado por um Sub Inglês ou que possa ter desertado. Não vi ninguém cogitando estas hipóteses, que mesmo que distantes, são hipóteses.