Helicópteros Black Hawk da Força Aérea Brasileira. (Foto: Fernando Valduga / Cavok)

Distribuídos em oito esquadrões, os helicópteros da Força Aérea Brasileira são capazes de cumprir variados tipos de missões. Em reconhecimento ao legado de todos os que participam de operações destas máquinas com capacidade de voo vertical e pairado, a FAB comemora, em 3 de fevereiro, o Dia da Aviação de Asas Rotativas.

A data foi marcada pelos feitos heroicos, no ano de 1964, dos Tenentes Ércio Braga e Milton Naranjo e dos Sargentos João Martins Capela Junior e Wilibaldo Moreira Santos. Naquele dia, esses combatentes, que cumpriam missão de paz da ONU na República do Congo, resgataram, com um helicóptero H-19, tripulantes e missionários prestes a serem capturados por rebeldes fortemente armados.

Formação de Pilotos

Após a formação na Academia da Força Aérea (AFA), os aspirantes a oficial designados à Aviação de Asas Rotativas passam por uma instrução específica no Esquadrão Gavião (1º/11º GAV), sediado na Ala 10, em Parnamirim (RN), por meio do Curso de Especialização Operacional da Aviação de Asas Rotativas (CEO-AR).

Bell H-1H. (Foto: Sargento Johnson Barros)
Sikorsky H-60L Black Hawk. (Foto: Sargento Rezende)
Helibras H-36 Caracal. (Foto: Sgt. Johnson Barros)
Mil Mi-35 (AH-2) Sabre. (Foto: Sgt. Batista)

No curso, os estagiários aprendem instruções voltadas à operação do helicóptero H-50 Esquilo e desenvolvem capacidades psicomotoras e afetivas que os habilitam ao emprego eficiente e seguro nas missões de adaptação diurna e noturna, instrumento básico e avançado, rapel, gancho e guincho, formatura básica e tática, heliponto elevado, Navegação entre Obstáculos (NOE), busca, emprego ar-solo (armamento frontal), ataque e escolta. “Todas essas atividades são planejadas e executadas dentro do cenário atual de doutrina da FAB e, em especial, voltadas para fortalecer valores de liderança, excelência no conhecimento, comprometimento, prontidão operacional e valorização do homem nos futuros pilotos da Aviação de Asas Rotativas”, afirma o Major Aviador Éverson Lousano Galvão, Chefe da Seção de Operações do 1º/11º GAV.

Além do H-50 Esquilo, a FAB opera o H-60 Black Hawk, o H-1H, também conhecido por “Sapão”, e o H-36 Caracal, que são aeronaves multimissões, utilizadas nas operações de busca e salvamento, busca e salvamento em combate, evacuação aeromédica, transporte aéreo logístico, além de defesa aérea. Já para o transporte de autoridades, operam o VH-35 e o VH-36, uma versão adaptada do Caracal. Completa a lista de vetores com asas rotativas da FAB o helicóptero de ataque AH-2 Sabre.

A Capitão Déborah de Mendonça Gonçalves é Chefe da Seção de Apoio do Esquadrão Harpia, sediado na Ala 8, em Manaus (AM). Ela destaca a importância das missões na região. “Na Amazônia o acesso é muito difícil, quase não há pistas e muito menos estradas. Com o helicóptero conseguimos chegar a qualquer localidade por menor que seja o espaço para pousar”, afirma.

Fonte: Agência Força Aérea, Tenente Cristiane dos Santos – Edição: Ten Emília Maria

6 COMENTÁRIOS

  1. Muito legal o vídeo promocional. Mas…infelizmente sou obrigado a dizer duas coisas que me chateou:

    Dos 26s àos 33s vejo o desperdício dos cartuchos da minigun 762mm ao invés de se recolhe-los em um saco coletor. Também a falta que faz um sistema de pontaria mais adequado para os SBAT 70mm, vejam a dispersão dos disparos e nenhum acertou o alvo!

    CM

    • Não tem sistema de pontaria que salve o 70 mm, ele é um foguete de saturação para ser disparado em quantidade e como dizia o Brig. Ar Drummond, vai cada um para onde quer.
      Por isso a importancia de se migrar para os 70 mm/2,75 pol. guiados.

  2. Chega a ser demagogo esta comemoração. Não pela aviação em si e sua renovação, mas pela diminuição de sua atuação pelo território nacional. A retirada do 1°/8° de Belém para Natal deixou uma lacuna imensa no litoral do Ceará ao Amapá, afora uma concentração muito grande de responsabilidade ao Harpia, em fazer sozinho todo o alerta SAR. em toda a região Norte (50% do território nacional a cargo de apenas seis helicópteros Black Hawks).

  3. Wellington, boa noite.

    A MB criará o 6º Esquadrão de Helicópteros (HU-6) em Natal.

    Vale ressaltar que o processo será relativamente rápido pois se baseará na transferência de helicópteros (UH-15).

    • Olá Manuel!

      Em Natal ou em Belém?

      No mais, não muda o fato da diminuição na atuação da FAB na área que é sua responsabilidade. Ela não remunerou nenhum esquadrão do Rio de Janeiro, de Manaus, ou do Rio Grande do Sul, só porque a MB tem esquadrões de helicópteros por lá.

      Reafirmo a minha posição de que essa reestruturação da FAB é uma piada de mau gosto.

      • O 6º Esquadrão de Helicópteros da MB será criado em Belém, Wellington.

        Bom, na minha opinião precisaria ter tanto em Natal quanto em Belém um esquadrão que fizesse também esse serviço de busca e salvamento (podendo ser de qq uma das 2 Forças).

        Como futuramente será expandido o Corpo de Fuzileiros Navais em Belém, acredito que tenha sido boa a ideia de se criar o 6ª HU lá.

        A FAB terá uma demanda cara para reequipamento nos próximos 10 anos, pois envolve a substituição da aviação de caça à reação e os Hércules. E não acredito que a situação orçamentária melhorará significativamente nos próximos anos. Não sei se a FAB teria dinheiro para a aquisição de helis sejam de mais H225M, sejam de Black Hawks, enfim, aeronaves do tipo.

        Abraços

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