Boeing 767-300ER, Foto - Fabrizio Capenti
Boeing 767-300ER / © Fabrizio Capenti, em caráter ilustrativo

O Comandante da Aeronáutica, Tenente-Brigadeiro do Ar Nivaldo Luiz Rossato, confirmou a assinatura do contrato de locação de uma aeronave Boeing 767-300ER.

i166917390052767O anúncio foi feito nesta quinta-feira (09/06) durante a solenidade de comemoração do Dia do Correio Aéreo Nacional (CAN) e do Dia da Aviação de Transporte, realizada na Base Aérea dos Afonsos (BAAF), no Rio de Janeiro.

O contrato de locação foi assinado na quarta-feira (08/06), em Washington DC, Estados Unidos. A empresa vencedora da licitação foi a Colt Transporte S.A. O contrato, no valor U$ 19,777 milhões, tem duração de três anos, prorrogável por mais um, e inclui a manutenção e o seguro da aeronave.

A estimativa é de que a aeronave chegue ao Brasil em julho e será operada pelo Esquadrão Corsário (2º/2º GT), sediado no Rio de Janeiro. A intenção é utilizar o novo avião já durante os Jogos Olímpicos.

O processo de licitação foi iniciado em abril e realizado pela Diretoria de Material Aeronáutico e Bélico (DIRMAB) em conjunto com o Centro Logístico da Aeronáutica (CELOG) e a Comissão Aeronáutica Brasileira (CABW) nos Estados Unidos.

A locação é emergencial e provisória, sendo considerada neste momento, a modalidade mais vantajosa para o país. O processo obedeceu aos preceitos da Lei 8.666 e foi realizado nos Estados Unidos porque lá existe maior oferta de aeronaves deste tipo. É um projeto importante para a FAB e para o Brasil”, afirmou o Brigadeiro André Luiz Fonseca e Silva, chefe do CELOG.

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Transporte de longo alcance – O Boeing 767-300ER permitirá à FAB cumprir, com mais eficiência, as diversas atividades determinadas pelo Ministério da Defesa, tais como a troca do contingente militar brasileiro que atua nas missões de paz no Haiti e no Líbano, o eventual transporte de delegações e contingentes militares nos Jogos Olímpicos Rio 2016, resgate de nacionais em áreas de conflito, atividades científicas e humanitárias, além de outras missões que exijam o apoio das Forças Armadas.

“Essa é uma aeronave estratégica para a FAB. Ela vai ampliar a liberdade e a autonomia de transporte intercontinental de pessoal e carga, com menor custo e maior rapidez, de acordo com os interesses da nação brasileira”, afirmou o Brigadeiro Fonseca.

O Boeing 767-300ER tem capacidade para 254 passageiros e 43,8 toneladas de carga (payload). Com custo de manutenção mais baixo que o C -130 Hércules, o 767 pode voar, por exemplo, de Tóquio a Brasília com apenas uma escala.

A nova aeronave vai substituir os KC-137 (Boeing 707), desativados em junho de 2013, após 27 anos de operação na FAB.

RELEMBRE:

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FONTE: Força Aérea Brasileira

EDIÇÃO: Cavok

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5 COMENTÁRIOS

  1. E o famigerado KC-X2?
    Cadê os 767 que seriam modernizados pela IAI?
    A assessoria de imprensa da FAB só divulga o que lhe cabe, mas o comandante poderia aproveitar para dar um tapa de luvas nos políticos: "Estamos precisando dos 767, com pilotos e equipe técnica preparada, mas devido a indefinição sobre o KC-X2, tivemos que alugar um para manter a doutrina."

  2. Interessante como a FAB poucas vezes faz menção ao Exército Brasileiro, criador do Correio Aéreo Militar e Marinha, criadora do Correio Aéreo Naval. Origens do CAN.
    Esta semana fiquei surpreso ao ver a FAB citando a Aviação Militar e Naval. Nos anos 80/90 nunca era citado.
    Quando era Cadete no início dos anos 80 foi lida uma recomendação do Min. da Aeronautica que o assunto Asas Fixas para o EB e MB era assunto que não deveria ser nem discutido pela FAB.
    A gente vê todos os países da costa oeste da América do Sul com seus aviões do Exército e Armada e aqui esta exclusividade da FAB, com exceção do A-4 embarcado, pelo menos na teoria por falta do PA.

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