Os caças F-5EM da Base Aérea de Canoas, Rio Grande do Sul, estão participando da Operação Ágata 5. (Foto: Agência Força Aérea)

Sob um frio de 6ºC, na manhã desta segunda-feira (6/8), a Força Aérea Brasileira deu início às suas atividades na Operação Ágata 5, na Base Aérea de Canoas, região metropolitana de Porto Alegre. A operação foi lançada pelo Ministério da Defesa, com a participação de diversos órgãos governamentais, para combater atividades ilegais e aumentar a presença do Estado na região de fronteira do Brasil com a Bolívia, Paraguai, Argentina e Uruguai. Em sua 5ª edição, a operação Ágata conta com 434 militares da Força Aérea Brasileira diretamente envolvidos e mais 7159 prestando apoio indireto. Ao todo são cerca de 25. aeronaves que irão cumprir missões como reconhecimento, policiamento do espaço aéreo, transporte e busca e salvamento.

O comandante da FAB na Ágata 5 considera que a operação vai trazer mais segurança para a região de fronteira . “Nosso objetivo principal é impedir que o espaço aéreo seja utilizado para atividades ilegais como narcotráfico e contrabando” afirma o Major Brigadeiro do Ar José Geraldo Ferreira Malta. Segundo ele, a Aeronáutica vai ter muita atividade na operação Ágata 5. “Estamos atuando em três frentes: nas ações diretas da FAB contra o crime, no apoio aos demais órgãos governamentais que precisam atuar na região e no apoio à população que vive na região com ações de saúde e culturais” revela.

Para a operação Ágata 5 a FAB mobilizou aviões, helicópteros e aeronaves remotamente pilotadas (ARP), também conhecidas como veículos aéreos não tripulados (VANT). Unidades de apoio e de segurança e defesa vão atuar a partir de diversas cidades da região. Militares e máquinas permanecerão prontos para missões de apoio a tropas terrestres, reconhecimento de áreas de interesse e identificação de suspeitos, reabastecimento de aeronaves em voo, interceptação de voos ilícitos e vigilância.

As aeronaves da Força Aérea vão atuar a partir das cidades de Campo Grande (MS), Dourados (MS), Maringá (PR), Cascavel (PR), Santa Maria (RS) e Santa Rosa (RS). O quartel-general da FAB na Ágata 5 fica na Base Aérea de Canoas (RS).

Além disso, a FAB está trabalhando em conjunto com a Agência Nacional de Aviação Civil fiscalizando aeroportos, aeronaves, empresas de táxi aéreo e pilotos que atuam na região.

Fonte: Agência Força Aérea

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15 COMENTÁRIOS

  1. Belos caça da nossa força aerea, mas o que falta são os missil cade ?
    Sobrevoar só com as balas , nao derruba nem um passaro.
    Acorda FAB , façam bonito na defesa.

    • Um canhão de 20 mm é pouco pra ti.O país não está em conflito contra outra força aérea.Tu já viu o que um canhão 20 mm faz? Parte no meio qualquer avião civil que queira se meter a besta.

  2. as aeronaves estão sendo usadas para reconhecimento e não para abate, pra que usar misseis contra uma AK-47? Os traficantes quase não tem poderio belico

  3. Eu nem sei se estão previstos mísseis nos caças da FAB, sequer para fotos no chão… Existem? Devem estar estocados num baú. Antigamente, diziam que os AIM-9B serviam de estabilizadores aerodinâmicos para a ponta das asas do F-5E, mas agora, depois da estréia da versão "Eagle M", não vi tal máquina sequer com inertes num treinamento…

  4. A gama de mísseis para o F5T II M é muito grande, claro que não há necessidade nenhuma de usá-los em algo deste gênero, mas caso precise pode ter certeza será usado e os estragos são imensos, ainda mais que os aviônicos dos F5T II M estão em sua maioria atualizados com novos sensores, radares, telas de LEDs, sistema de navegação, datalink criptografados,reforço em toda estrutura como : asas, motores, cockpit, bico da ave e outros, sistemas flare para despistar mísseis e são ainda considerados como caças letais, mesmo tendo características de avião de 3ª geração !

    • Caro Rick, sabemos que os F-5EM/FM tem sim seus mísseis escondidos em algum lugar FAB adentro… Mas observe que não parece nem um pouco inteligente treinar, sempre, sem simular as limitações aerodinâmicas e de peso que uma aeronave carregada (armada) enfrenta e enfrentará em situação real. Ô, Fabizinha…

      • Caro Armand,a palavra sempre não é cabível. Eu vejo por diversas vezes os bicudos do 14 armados. Claro que são poucas as vezes em que vejo os cabides internos portando um armamento,mas creio que o pessoal de planejamento de exercícios também procura não judiar muito do aparelho,poupando a estrutura do F-5 M que é um velhinho bombado.

  5. Para pegar bandido este ai tá ótimo. Alias, um A-29 já daria conta do recado e mandaria muito bem. Só acho que combate a narcotrafico deveria ser rotina, não uma operação especial a cada tantos meses.

  6. Embora sejam caças de 3ºgeração o F-5M da Fab. possuem aviônicos ( datalink, telas de led, sistema hotas, hud, radares, etc)de 4°geraçao, o ano passado na operação cruzex. Nossos pilotos "abateram" ate os Rafales franceses e F-16 dos EUA. Para America do Sul ainda são maquinas letais.

    • "Para America do Sul ainda são maquinas letais."

      Se vc excluir o Chile (F-16 Block 50/52 e MLU), Venezuela (Su-30 MKV) e talvez o Peru (Mig 29), aí, talvez, eu até concorde.

  7. O que ja deveria ser feito é destinar as instalações de um Esq de AMX de Santa Maria para um esq de A-29, o 4º/3º , e despachar o Esq de AMX para o norte.

    Por outro lado não acho que seja problema das Forças Armadas este tipo de operação terrestre de fronteira, revistando porta malas de carros, isto é para operação de Polícia Federal e Militar.

    Estas operações terrestres deveriam ser coordenadas pelo Min. da Justiça, não tem nada a ver com o Min. da Defesa, a não ser um eventual apoio de helicopteros. As operações de interceptação aérea é claro que tem que ser feitas pela FAB.

  8. Falando em mísseis , alguém pode responder (???????) qual a capacidade desse F-5M contra navios.

    • Nenhuma, não tinha e não foi solicitada esta capacidade na modernização, a destinação do f-5M é Ar/Ar com mísseis e canhão e Ar/Solo com bombas burras e guiadas e foguetes.

  9. Caro Casemiro, concordo que os “véinhos” nacionais F-5 devem ser preservados, mas a FAB tem exagerado na dose. Alguns sairão de cena em breve, então, que os usem bem! E não tenho visto fotos recentes dos caças com mísseis, sejam nos trilhos das pontas das asas sejam nos cabides internos (como você bem observou). Peso por peso, só vejo fotos dos Tigers carregando um tanque ventral — mesmo que só para emocionantes fotos no solo…

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