Dando continuidade ao Processo de Reestruturação da FAB, 1º/7º GAV atuará na Ala 12.

O 1º/7º Grupo de Aviação (Esquadrão Orungan) realizou a passagem de comando e despedida da Ala 14, em Salvador (BA). O Tenente-Coronel Aviador Allan Davis Cabral da Costa passou o comando do Esquadrão ao Tenente-Coronel Aviador Erivando Pereira Souza. O 1º/7º GAV será transferido para a Ala 12, no Rio de Janeiro (RJ). A cerimônia aconteceu no dia 11/01 e foi presidida pelo Comandante da Ala 14, Coronel Aviador José Henrique Kaipper.

O General da Força Aérea Portuguesa, Antonio José Frias Vasques Osório, prestigiou o evento, que também contou com a presença de veteranos e pracinhas da Segunda Guerra Mundial. Uma tropa de 41 militares da Marinha do Brasil, sob o comando do Capitão de Fragata Robson de Macedo Nascimento, Comandante do Grupamento de Patrulha Marinha do Leste, também esteve presente.

Em seu discurso de despedida, o Tenente-Coronel Allan agradeceu a equipe e as missões no Esquadrão Orungan. “Não esquecerei jamais do grande esforço de todos, seja nas longas horas de preparação da aeronave pela equipe de manutenção, seja no cumprimento de longas horas de voo”, afirmou.

Passagem de Comando do Esquadrão Orungan

O Tenente-Coronel Erivando, ao receber o comando do Esquadrão, destacou a honra e a alegria de poder estar à frente da Unidade Aérea. “É um grande desafio na minha carreira gerenciar a transferência desta Unidade e seu efetivo em apoio à Reestruturação da Força Aérea”, declarou.

Durante a cerimônia de despedida, alguns feitos do Esquadrão Orungan foram lembrados, dentre eles, as missões de Busca e Salvamento, o pioneirismo no Brasil no domínio da Guerra Eletrônica, a surpresa dos americanos e ingleses quando o Esquadrão alcançou o segundo lugar na missão da OTAN, Joint Warrior, e a operação do Projeto do P-3AM.


Fonte: Ten Lina Pérsia de Souza Andrade – Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Cristiane dos Santos

56 COMENTÁRIOS

  1. Bom dia Senhores!

    Passou da hora, para que a FAB entregue as tarefas de vigilância marítima e relacionadas à MB. Quem melhor para caçar um submarino que alguém que já vive no meio? Que vigia melhor que não o marinheiro?

    Parece que existem planos para isto mas até que tal ocorra, os parcos orçamentos da FAB não sendo sugados para um ralo que não é o seu!

    CM

    • É verdade, " os oficiais da Força Aérea do Brasileira (FAB) vem examinando com a Marinha do Brasil (MB) a possibilidade de, na metade final da década de 2020, a Força Aeronaval assumir a operação de aviões de patrulha baseados em terra, sem a necessidade de essas aeronaves serem orgânicas de meios navais – para o quê haveria, inclusive, a necessidade de mudança na legislação vigente. O controle do patrulhamento aéreo sobre o mar é um sonho antigo de muitos chefes navais brasileiros, e, do ponto de vista da FAB, se encaixa como uma luva na série de transformações administrativas e operacionais como essas relacionados na matéria acima que a corporação vem processando."

      Talvez essa transferência para o Rio de Janeiro, seja também uma forma inicial de começar esse processo de transferência desses meios para a MB.

    • É verdade, " os oficiais da Força Aérea do Brasileira (FAB) vem examinando com a Marinha do Brasil (MB) a possibilidade de, na metade final da década de 2020, a Força Aeronaval assumir a operação de aviões de patrulha baseados em terra, sem a necessidade de essas aeronaves serem orgânicas de meios navais – para o quê haveria, inclusive, a necessidade de mudança na legislação vigente. O controle do patrulhamento aéreo sobre o mar é um sonho antigo de muitos chefes navais brasileiros, e, do ponto de vista da FAB, se encaixa como uma luva na série de transformações administrativas e operacionais como essas relacionados na matéria acima que a corporação vem processando."

      • – Pois é, a FAB trouxe os P-95 do "Phoenix" de Florianópolis aqui pra ALA 3 em Canoas, distante 95km do litoral. Agora tirou os P-3 do "Orungan" de Salvador e os levou para o Rio de Janeiro, ficando uma enorme faixa de litoral até os P-95 do "Netuno" em Belém. Não enxerguei sentido nisso.
        – Está concentrando mais e mais (além do que já tem) suas unidades no Rio de Janeiro. São esquadrões da FAB, ALAS, AMRJ, Base de submarinos, entre outros .. Isso já esbarra em outra situação, que é a falta de um "guarda-chuva long range and high altitude" na forma de um S-300/400 ou Patriot PAC-2/3.

    • Nao é só a FAB. O nordeste possui vastas extensoes com solo plano e duro que permitem rapidas locomoçoes de blindados e artilharia pesada mas estes meios estao todos no sul e sudeste. Se uma coalizao quiser tomar a amazonia, basta invadir o nordeste e criar um cinturao de isolamento.

  2. " Os brigadeiros estimam que seus quadrimotores P-3 ainda possam sobrevoar as águas jurisdicionais brasileiras por uns bons dez anos, e, nesse prazo, quem promete novidades nos bastidores da FAB é a Embraer, por meio do lançamento de uma versão de patrulha marítima e guerra naval do jato E-190E2.
    A ideia, contudo, é interessante, porque se afigura como a opção mais próxima do P-8 Poseidon, o Boeing 737 de guerra naval da US Navy que só é vendido a parceiros de primeira linha do governo dos Estados Unidos – tanto por seu valor tecnológico quanto por seu preço unitário, que começa em 150 milhões de dólares. "

    Agora, vamos ver se realmente essa ideia se concretizará, após a fusão, parceria (Joint Venture) ou seja lá o que for ou algo próximo a isso entre a Embraer e a Boeing. Na minha humilde opinião não, pois a Boeing irá fazer um lobby pesado para " impor " seu P-8, que é muito caro naturalmente e por tabela tirar um possível futuro concorrente do mercado.

  3. " Os brigadeiros estimam que seus quadrimotores P-3 ainda possam sobrevoar as águas jurisdicionais brasileiras por uns bons dez anos, e, nesse prazo, quem promete novidades nos bastidores da FAB é a Embraer, por meio do lançamento de uma versão de patrulha marítima e guerra naval do jato E-190E2.

        • O Endurance do Persuader é de 11 horas.

          Aeronave regional é projetada com dois objetivos: boa relação combustível com km percorrido e pousos e decolagens sucessivos com pouco apoio em terra.

          Um patrulha marítimo não tem que ser rápido, mas se manter no ar pelo maior tempo possível quando chega a área de patrulha.

          Por isso, tanto o C295 quanto o ATR 42 possuem variantes MPA em operação.

          • Não tem que ser rápido?

            ASW is the core mission set of the community. The Orion can transit to an area at high-speed and get sensors in the water quickly. While the P-3 is not as capable as a submarine's sonar array or SOSUS, the ability to reposition quickly is key. ASW is all about the time from the last known position of the sub in question. Geometry rules everything. A P-3C can quickly get on-station and get sonobuoys in the water, increasing the chance of catching a submarine by minimizing the time from its last point of detection.
            https://foxtrotalpha.jalopnik.com/confessions-of-

              • Você está tentando justificar um problema que não existe em uma aeronave que não existe. E eu que estou falando bobagens?
                .
                Patrulha supersônico não existe e nunca vai existir, mas existe ASROC e demais armamentos deste nicho, que tentam reduzir a janela de tempo entre a localização e o engajamento de um submarino.

          • Cara, E-190 tem um "endurance" de 6 horas em que velocidade e levando que quantidade de carga?
            Na versão P-190, seria o mesmo pacote?
            Mesmo envelope de voo?

            Persuader tem um "endurance" de 11 horas em que velocidade e levando que quantidade de carga?

            Aliás, qual seria a suíte de sensores desse P-190? Pq eu não faço ideia de quais sejam as capacidades dessa aeronave que sequer existe…

                • Sim, aumentar tanques aumenta o endurance, mas o custo fica no mesmo.

                  Ao longo do tempo se gasta mais. São uns 30 anos de operação.

              • Tais tirando essas conclusões baseadas em que? Wiki? Bola de cristal?

                Só Embraer e FAB devem saber as capacidade que um "P-190" viria a ter. Desempenho, custos, suite eletrônica e etc… Qualquer coisa que supomos é pura viagem a muito mágico do achismo.
                .
                Esse seu E-190 de "só 6 horas de voo"… Cobre quanto chão? Isso voando a mais de 700 km/h? Com qual carga? Levando qual suíte eletrônica?
                .
                E o C295, com suas mágicas 11 horas, cobre quanto chão? Isso voando a 400 km/h? E levando o que?Nada no compartimento de carga? Versão MPA também tem 11 horas de endurance?
                .
                P-3 tem 16 horas de endurance. E isso não impediu os americanos de desenvolver o Poseidon… Erram feio???

                • 1) Basta olhar o manual da aeronave onde há um gráfico peso x range.

                  2) Não, basta olhar o manual do E-190. O que varia apenas é o peso.

                  3) Não é meu. O chão não importa, aeronave de patrulha deve ter endurance. A variação de peso está no gráfico.

                  4) Justamente, por voar mais lento tem maior endurance, que é mais importante em um patrulha.

                  5) Por isso o Poseidon tem custo estratosférico e está além de qualquer possibilidade do Brasil. A discussão é sobre custo e os americanos tem dinheiro.

            • Se a intensão é gerar um P-190, baseado em um E-190, pq raios se trocaria motor ou qualquer outra coisa?

              Pra vender uma dúzia de aeronaves para FAB ou MB. E daí?
              Se não for isso vamos fazer o que? Comprar ATR-72MP, que fizeram para vender "uma dúzia"?

              Persuader?

              O P-3AM ainda da uma surra de pau mole em qualquer Persuader da vida…

              E a FAB comprou Persuader, só não foi alocado para patrulha… Se chama SC-105 AMAZONAS. Só faltam os dentes.

              Embraer tentar vender "145" é do jogo. Estranho seria se não tivesse tentado…
              Certo fez a FAB em não entrar nessa canoa furada.

              • 1) Para resolver o problema do consumo.

                2) Fizeram uma dúzia na mesma plataforma, pois não tinham o problema de consumo. Por isso é melhor e mais barato.

                3) Basta colocar o P3 em uma máquina do tempo e voltar algumas décadas no passado.

                Aí, ele fica novinho e a Fab pode usar.

                4) Beleza, vamos colocá-los. Nem todo mundo na Fab é burro.

                5) Confirma-se a hipótese 4.

  4. A manutenção dos P-3AM era feita na BASV, só as grandes revisões são feitas no PAMA-GL, não teria motivo transferir os Orion para o RJ por isso.
    Inclusive tem outro detalhe, a manutenção nível Parque é no RJ, mas a manutenção nível Parque dos eletrônicos de todos os aviões de Patrulha era feita no ESM de Salvador, estrutura que vai ter que ser removida para o RJ.
    O único motivo de transferirem o Orungan para o RJ foi economia de recursos, pois não valia a pena manterem uma ala só para um Esq..
    Ainda tem a questão do Simulador do sistema FITS do P-3AM que existe em Salvador e vai custar caro transferir para Santa Cruz, vai ter que ser contratado o fabricante para desmontar e instalar em local a ser definido em Santa Cruz.
    .
    E tambem não existe qualquer questão operacional que indicasse a mudança, vai ficar como era, a região Sul continua com o 2°/7° de Canoas, a face leste do litoral de SP até RN continua com o 1°/7° agora em Santa Cruz e a face Norte do litoras do Amapá ao Ceará continua com o 3°/7° de Belém.

    • Estão monitorando o desgaste dos que apresentam fadiga e não trazem risco ao voo, se a fadiga passar do permitido a aeronave para e conforme a necessidade do avião voando ou de suprimento, pode ser reparado pela LM ou virar suprimento, subir prateleira como dizem.