Caça F-5E é reabastecido em voo por um KC-130 da Ala 11, operada pelo Esquadrão Cascavel (1º/2º GTT). (Foto: Soldado Moreira / Ala 2)

Três esquadrões da Força Aérea Brasileira (FAB) participaram de um treinamento de Reabastecimento em Voo (REVO), entre os dias 15 e 21 de outubro, na Ala 2, em Anápolis (GO). O exercício ocorreu com a aeronave tanque KC-130 da Ala 11, operada pelo Esquadrão Cascavel (1º/2º GTT), e as aeronaves recebedoras F-5M do Esquadrão Jaguar (1° GDA) e do Esquadrão Pacau (1º/4º GAV).

Esquadrões de caças F-5 realizam treinamento de Reabastecimento em Voo em Anápolis. (Foto: Soldado Moreira / Ala 2)

O treinamento de missões de REVO consiste em adestrar pilotos e equipagens às peculiaridades de um reabastecimento em voo. Nessa missão, a aeronave KC-130 Hércules distende mangueiras a partir de um pod embaixo da asa. No final da mangueira, situa-se o drogue, acoplador com forma afunilada, que é estabilizado por uma cesta. A aeronave recebedora possui um probe que acopla o drogue e permite a transferência de combustível em voo.

Além de servir como treinamento para os pilotos de caça, a campanha também serviu para formar e treinar as equipagens do KC-130 nessa atividade. Durante o exercício foram formados novos observadores de REVO e Comandante de REVO (COMREVO), militares que, a bordo do KC-130, operam equipamentos e supervisionam as aeronaves de caça para um reabastecimento seguro.

O 1º GDA e o 1º/4º GAV aproveitaram a presença do reabastecedor KC-130 e a disponibilidade de aeronaves de ambos os esquadrões para intensificar o adestramento no combate BVR (do inglês Beyond Visual Range, além do alcance visual) em arenas mais complexas. Nesse exercício, foram envolvidos também o Esquadrão Guardião (2°/6° GAV) e o Primeiro Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (CINDACTA I), localizado em Brasília (DF). Nesse treinamento, as esquadrilhas executam o reabastecimento em voo antes de prosseguir para a área de combate simulado.

A capacitação potencializa as características de alcance e penetração nas diversas ações de Força Aérea. (Foto: Soldado Moreira / Ala 2)

“A capacitação das equipagens em missões de reabastecimento em voo permite potencializar as características de alcance e penetração nas diversas ações de Força Aérea que podem ser atribuídas aos esquadrões de caça, ampliando o poder de combate da Força Aérea Brasileira’’, explica o Comandante do 1° Grupo de Defesa Aérea, Tenente-Coronel Paulo Cezar Fischer da Silva.


Fonte: Ala 2, por Capitão Rafael Borba – Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias

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4 COMENTÁRIOS

  1. Pois é, o F-5EM só consegue entrar em combate fazendo REVO antes. Ele já está mais do que na hora de aposentar-se do fardo de proteger o espaço aéreo.

  2. Esquadrão Cascavel , originalmente do Campo dos Afonsos. Foi pioneiro nas missões de REVO e da Antártida na FAB. Na verdade é o 2/1 GTT. O texto veio com essa incorreção.

  3. Quantos minutos são necessários para abastecer um F-5 por exemplo ? Alguém sabe ? E um Gripen ?

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