Operação Ostium combate voos irregulares ligados ao narcotráfico.

A Força Aérea Brasileira (FAB) iniciou nesta semana a Operação Ostium, que irá reforçar a vigilância no espaço aéreo sobre a região de fronteira do Brasil com a Bolívia e o Paraguai. O objetivo é coibir voos irregulares que possam estar ligados a crimes como o narcotráfico.

Devem participar da Operação aeronaves de caça A-29 Super Tucano, helicópteros H-60 Black Hawk e AH-2, aviões-radar E-99, aeronaves de reconhecimento R-35A e RA-1 e Aeronaves Remotamente Pilotadas (ARP) RQ-450.

As operações devem prosseguir até o fim do ano e envolvem a instalação temporária de radares móveis em cidades próximas às fronteiras, como Chapecó (SC) e Corumbá (MS); reforço das atividades aéreas nas bases da Força Aérea Brasileira; e deslocamento de aeronaves militares para cidades como Cascavel (PR), Foz do Iguaçu (PR) e Dourados (MS). Em todas essas cidades, haverá tropas para promover a segurança de equipamentos e aeronaves.

Helicópteros Black Hawk do Esquadrão Pantera. (Foto: Luis André Werlang / Cavok)

As ações serão coordenadas a partir do Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE), localizado em Brasília (DF), e fazem parte do Programa de Proteção Integrada de Fronteiras (PPIF), do Ministério da Defesa.

De acordo com o Major-Brigadeiro do Ar Ricardo Cesar Mangrich, Chefe do Estado-Maior Conjunto do COMAE, a ação da FAB nesta Operação Ostium é especial e extraordinária. “Queremos, durante todo o período, impedir a ocorrência de ilícitos pelo meio aéreo. É uma resposta a uma questão de extrema importância para todo o país!”, declara.

Defesa aérea é atribuição da FAB

A Força Aérea Brasileira (FAB) mantém o serviço de alerta de defesa aérea 24 horas, durante o ano inteiro com o objetivo de reprimir tráfegos aéreos desconhecidos. O objetivo é manter a soberania do espaço aéreo brasileiro.

Aeronave E-99. (Foto: Ten Enilton / Agência Força Aérea)

O serviço é exercido por uma equipe, composta por piloto, mecânico da aeronave de alerta, mecânico para a operação do armamento e auxiliar. Os militares permanecem de prontidão para o acionamento, caso os radares de Defesa Aérea do país identifiquem um tráfego aéreo desconhecido ou ilícito.

Ao soar a sirene, o piloto de defesa aérea corre para a aeronave, já pronta e armada, tendo um curto espaço de tempo para decolar. Somente em voo, ele é informado dos detalhes da missão.

O piloto passa, então, a seguir as orientações do Centro Integrado de Defesa Aérea a que estiver subordinado, cumprindo, de modo progressivo, as Medidas de Policiamento do Espaço Aéreo (MPEA) que vão desde a averiguação até o tiro de detenção.

Quem inicia o processo é o Controlador de Defesa Aérea, o responsável por conduzir o piloto em direção à aeronave suspeita. Esse controlador tem formação diferenciada e altamente especializada e usa a detecção de radares estrategicamente posicionados ao longo do território nacional.

Policiamento do espaço aéreo

Definida em lei, há uma sequência de procedimentos que deve ser seguida pelo piloto de defesa aérea durante a interceptação de uma aeronave suspeita. Ele vai avançando na escala à medida que o outro piloto descumpre as abordagens.

O piloto da FAB decola para realizar medidas de averiguação (reconhecimento a distância, acompanhamento, interrogação). Se forem descumpridas, é preciso aplicar medidas de intervenção (exigir a modificação de rota e pouso obrigatório). No caso de o piloto da aeronave suspeita ignorar esta terceira ordem, é preciso executar a medida de persuasão (tiro de aviso). Se ainda assim o piloto insistir em prosseguir seu voo ilícito, a aeronave passa a ser considerada hostil. O armamento do caça da FAB será acionado, ocorrendo a chamada medida de detenção. O tiro tem o objetivo de forçar o pouso da aeronave hostil.

Para executar a medida de detenção, é preciso escolher o momento do sobrevoo em área não densamente povoada. Além disso, as comunicações e as imagens precisam ser gravadas, a aeronave tem de ser considerada hostil e precisa haver autorização expressa do Comandante da Aeronáutica.

O Código Brasileiro de Aeronáutica (CBA) estabelece, em seu artigo 303, a possibilidade de aplicação da medida de destruição de aeronaves voando no espaço aéreo brasileiro classificadas como hostis, após esgotadas as medidas coercitivas, para obrigá-la a efetuar o pouso no aeródromo que lhe for indicado.

Fonte: Agência Força Aérea

15 COMENTÁRIOS

  1. Divulgar a operação faz a FAB se colocar na mesma situação daquele zé mané que ao ver uma blitz da PRF na estrada passa sinal de luz pra quem vem vindo na direção contrária…kkkkk…DANGERRR!!! Você aí com um tablete de pasta de cocaína, cuidado! kkk que piada!

    Em tempo: não fazem mais do que a obrigação e o que determina a CF, resguardar as fronteiras!

    • Nem pode, ja foi definido pela FAB que o abate deve ser feito com as metralhadoras .50 com o ST ou canhão 20mm no caso do F-5 e canhão 30mm no caso do A-1.
      Míssil não pode ser usado contra aeronave desarmada em operações cobertas pela Lei do Abate, só para combate.
      ….
      Por outro lado a FAB sabe que estas operações contra traficantes são "operações enxuga gelo" sem nenhum resultado na redução da oferta do produto no mercado.
      Faz de vez em quando para gerar matérias na imprensa e dar uma satisfação a sociedade.
      ….
      Tenho um conhecido na PF que passou muitas noites frias na represa da hidroelétrica de Itaipu apreendendo cigarro contrabandeado, sabendo que para cada carga apreendida passaram muitas, mas tem que fazer estas operações e mostrar a imprensa o material apreendido para incineração.

  2. A FAB deveria comprar mais tucanos e AH-2 sabre e colocar fixo nos seguintes aeroportos:

    Chapecó 3 Tucanos e 2 AH 2
    Corumbá 3 Tucanos e 2 AH 2 sabre
    Macapá 6 Tucanos e 4 AH 2 + BH

    Os tucanos serviriam pra interceptação e os Sabres seriam pra chegar fuzilando caso os meliantes tentassem fugir. Mas nada que um BH com mini Gun a lá Bradock não resolvesse

      • Não é não, meu amigo, é falta de vontade de mexer aonde tem que mexer.

        Não é falta de pessoal e nem de equipamento. Você sabe muito bem que até ST estocado a FAB (ou tinha).

        A atual crise é pano de fundo para manter as coisas acomodadas como estão. Poucos querem sair dos grandes centros e regiões praianas para irem às fronteiras.

      • Negativo

        A FAB tem que mudar o pensamento
        Colocar 5 aeronaves em Chapecó com no máximo 60 militares não seria difícil.
        O problema é que nosso sistema burocrático não permitiria, pois precisaria de um gerente administrativo, auxiliar administrativo, secretário, gerente de compras, médico, capelão, enfermeiro, segundo enfermeiro, técnico de segurança do trabalho e por aí vai…

        Coloca 5 aeronaves e faça a manutenção nos centros principais dá FAB. Seria como um posto simples, apenas com os pilotos necessários, alguns mecânicos é soldados.

  3. Prezados, creio que o maior problema é que não deixam a FAB – e as outras armas – atuarem no contrabando ou no tráfico de drogas!! Simplesmente porque a grana deste lixo sustenta governos, políticos, os filhinhos viciados desta corja e da alta sociedade, com os seus "formadores de opinião"!!

    Droga é poder!! E este poder é uma droga!!

    • A FAB e as outras forças não fazem mais com o dinheiro que têm disponível, porque preferem bancar outros privilégios.

      Concordo contigo com relação ao financiamento de políticos, magistrados e juristas que o tráfico financia, mas eles não têm esse poder de barrar iniciativas das FFAA quando elas querem fazer.