Helicóptero HM-4 Jaguar (H225M) do Exército Brasileiro passa a ter integrado o sistema de comunicação Link BR-1.

O Comando de Operações Aeroespaciais (COMAE) completou a integração dos helicópteros HM-4 Jaguar do 1º Batalhão de Aviação do Exército (1ºBAVEX), sediado em Taubaté (SP), ao Link BR-1. Na última semana (de 05 a 09/06), o processo iniciado em abril deste ano foi concluído para viabilizar a comunicação das aeronaves de forma segura com unidades das três forças armadas do Brasil.

Testes preliminares de integração foram realizados com uma aeronave do esquadrão nas dependências da Ala 12. Esta etapa também foi conduzida por uma equipe da Célula de Comunicação e Enlace de Dados (CCED) da Divisão de Comunicações e Sistemas de Informação (DIVCSI) do COMAE.

Ainda na última semana, a equipe representativa da DIVCSI, liderada pelo Capitão de Mar e Guerra Olivé, inseriu o sistema de comunicação segura (SECOS 2/12), atinente ao Link BR-1 da Força Aérea Brasileira (FAB), em cinco aeronaves do 1ºBAVEX e conduziram testes de comunicação por voz criptografada em diversas condições. Foram elas: entre rádios de uma aeronave HM-4 em solo; entre dois HM-4 em solo; entre dois HM-4 em voo e solo; entre um HM-4 e um H-36 Caracal do 3º/8ª GAV da Ala 12, em Santa Cruz em solo; entre um HM-4 e um H-36 Caracal em voo e solo; e entre um HM-4 e a Estação Remota de Datalink (DLRS) de Santa Cruz.

Os testes ainda permitiram que a equipe do COMAE inserisse o sistema SECOS 2/12 em quatro aeronaves H-36 Caracal do 3º/8ª GAV, expandindo a própria capacidade de emprego operacional do Sistema de Comunicações por Enlaces Digitais da Aeronáutica (SISCENDA).

COMAE conclui inclusão de helicópteros do EB em sistema de comunicação Link BR.

Como última etapa do processo, na última sexta-feira (09/06), a equipe representativa do COMAE entregou ao Comandante do 1ºBAVEX, com a presença de representantes da Seção de Projetos Especiais do Comando de Aviação do Exército (CAVEX), a tabela de PRESET que marca extraoficialmente a conclusão do processo de integração do referido Esquadrão do EB ao Link BR-1 da FAB, aumentando significativamente a interoperabilidade e integração das Aviações da FAB e do Exército Brasileiro.


Fonte: COMAE – Edição: Agência Força Aérea, por Tenente Felipe Bueno

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12 COMENTÁRIOS

  1. Alguém sabe informar se aquilo na última foto (em cima da cabeça do Michael Jackson, lado esquerdo) é uma ventoinha? É isso mesmo Arnaldo? E desculpe a falta de conhecimento.. abç

  2. Ótima notícia!!!!

    Infelizmente não se sabe como está caminhando o Link BR2, que realmente irá dotar as forças armadas de interoperabilidade no enlace de dados, mas já com o Link BR1, é o aprendizado neste setor, será um passo natural. Isto aumentará sobremaneira a consciência situacional das forças no TOs moderno, de guerra centrada em rede.

    Até mais!!!!

    • Como a Empresa contratada para desenvolver o BR-2 é a Mectron-Odebrecht, e a Odebrecht não conseguiu se livrar da Mectron….
      E por ultimo a COPAC está anulando os contratos com a Mectron……
      Pode considerar o BR-2 na geladeira até que a FAB desista dele ou depois do tramite legal com a Mectron contrate outra empresa.

        • A Embraer foi a primeira contratada em 2006 e passou para a Mectron, a AEL iria comprar a Mectron, o negócio estava até autorizado pelo CADE, mais pulou fora e o negócio não saiu.
          O melhor mesmo é parar de inventar e ficsr com o BR-1 mesmo.

          • Discordo quando a "parar de inventar e ficar com o Link BR1". Este é um passo, o Link BR2 é o passo seguinte. Senão não faz sentido investir tanto na modernização de aeronaves com Glass Cockpit e ficarmos apenas com link de voz. A guerra centrada em rede é o futuro da nova arena de combate, abdicar disso é ficar pra trás de vez. Já basta todo o atraso na decisão de um caça de 4ª geração, quando o mundo já caminha para os da 5ª e já tem país iniciando os trabalhos para os de 6ª geração.

            Repito, o Link BR2 é o próximo passo, talvez não agora, mas não podemos deixar passar muito tempo. É o que eu penso.

            Até mais!!!

            • Depois de 10 anos após sua idealização e sem resultados concretos ja vai nascer desatualizado, se é para fazer algo atual então começa de novo com um BR-3 a partir do zero, com conceitos atualizados.
              Em 2006 a FAB assinou o BR-2 com a Embraer, em 2012 com a Mectron, imagino em 2018 com uma terceira empresa, e o tempo vai passando.

              • Não existe esse negócio de "nascer defasado". Não estamos falando de comunicações analógicas, mas digitais, transmitidas por rádios baseados em software. Tratam-se de algoritmos e linhas de código em software, que pode ser modificado e aperfeiçoado. O comentário do Wellignton está correto. Não faz sentido parar no Link BR1, garantindo comunicações criptografaras. O próximo passo é o Link BR 2, garantindo a transmissão de dados também.

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