Em seis anos de operação, o esquadrão realizou diversos exercícios e empregos com a aeronave P-3AM.

O Esquadrão Orungan (1º/7° GAV), localizado em Salvador (BA), compartilhou técnicas e conhecimentos em ações de Patrulha Marítima, por meio da aeronave P-3, com oficiais da Marinha Alemã (Marinefliegergeschwader 3, Esquadrão “Graf Zeppelin”), que visitaram a unidade na última sexta-feira (27/10) e sábado (28/10). A aeronave é operada por ambos os países; diferença está na versão: o Brasil utiliza o P-3AM e a Alemanha, o P-3C.

Os tripulantes alemães puderam acompanhar a rotina de planejamento das missões no MT-TAT (Mission Trainner – Tactical Aircrew Trainner), ou seja, simulador de missão do sistema tático da aeronave P-3AM, e participaram de reuniões e palestras em que as diversas capacidades dos sensores embarcados nas aeronaves P-3AM e P-3C foram apresentadas.

“Esse intercâmbio operacional foi uma atividade importante para troca de informações e experiências visando ao aprimoramento da doutrina de emprego aeronave P-3”, afirmou o Chefe da Seção de Doutrina e primeiro piloto de patrulha da aeronave P-3AM, Capitão Aviador Marcello Sardinha dos Santos.

Os militares alemães também conheceram o funcionamento da estrutura logística de manutenção da Ala 14 e as atividades no MSC (Mission Support Center), local onde as missões são planejadas pelos tripulantes do Esquadrão Orungan.

Para o Tenente Aviador Diego Sabença de Barros, a troca de experiências foi um contato enriquecedor. “Apesar de ter iniciado a operação com o P-3C apenas em 2005, a Alemanha é um país de notória tradição bélica e atualmente participa de diversas operações como membro da OTAN. Devido a isso, as informações operacionais e logísticas obtidas serão, sem dúvida, de grande valia para aprimorar nossa capacidade de emprego, bem como maneiras de maximizar a eficiência da operação”, disse.

Em seis anos de operação, o Esquadrão Orungan realizou diversos exercícios e empregos com a aeronave P-3AM em Ações de Guerra Antissubmarino, Busca e Salvamento, Reconhecimento Aéreo e Patrulha Marítima nos 22 milhões de quilômetros quadrados nos quais a FAB tem o compromisso de controlar, defender e integrar. Também realizou missões no exterior, por meio de intercâmbio e exercícios conjuntos com a OTAN, a exemplo da Operação Joint Warrior, ocorrida na Escócia em 2013; a BRAPOR, ocorrida em Portugal em 2013 e a Operação Fraterno, ocorrida na Argentina em 2014.


Fonte: Ala 14, por Capitão Falcão – Edição: Agência Força Aérea, por Tenente João Elias

2 COMENTÁRIOS

  1. Interessante! Mas as células dos nossos P3 não tem comprometimento grave nas asas?

  2. Esses intercâmbios são de iniciativa desses países ou da FAB? Por exemplo, porque os Alemães pensariam assim: "vamos lá em Salvador no Brasil e conversar com os Brasileiros como operar o P-3".

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