A aeronave SC-105 Amazonas SAR sobrevoou durante seis horas na busca pelo submarino.

A aeronave SC-105 Amazonas SAR decolou nesta segunda-feira (20/11), às 11:35 da manhã (horário de Brasília) do Aeroporto Comandante Espora, na Bahia Blanca, na busca pelo Submarino ARA San Juan que está desaparecido desde a última quarta-feira (15/11), com 44 tripulantes.

A aeronave, equipada especialmente para busca e salvamento, sobrevoou uma área de 24.300 quilômetros quadrados durante seis horas, pousando às 18:05 (horário de Brasília). Essa é a primeira missão de busca real da aeronave desde que foi incorporada, em agosto deste ano, ao Esquadrão Pelicano (2º/10º GAV), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS).

Além da SC-105 SAR, a aeronave P-3AM Orion, quadrimotor de patrulha marítima de longa distância, também foi disponibilizado pelo Comando da Aeronáutica para operar nas buscas.


Fonte: Agência Força Aérea, por Ten Raquel Alves

13 COMENTÁRIOS

  1. Qual razão da demora?

    Quanta burocracia, quanta teoria!

    Esse avião saiu do Brasil sábado e só hoje fez o primeiro voo?

    É brincadeira isso?

    Linhas aéreas vem e vão em questão de horas de Buenos Aires a São Paulo diariamente e a FAB precisa de quatro dias para fazer uma pernada "meia-boca"?

    Os EUA já mandaram uma série de meios, já chegaram, instalaram-se e já operam enquanto a FAB demorou quatro dias!

    Isso é a prontidão da nossa força de resgate?

    Arrego!!!

    Espero que possamos encontrar os marinheiros ainda vivos.

    • A resposta a este acidente demonstra a capacidade atual das forças que operam na região. Tudo muito confuso e lento, sem direção ou foco desde o começo. Com esse time de busca, a tripulação do submarino não teria a menor chance. Sem querer magoar ou ofender a ninguém, mas uma falha catrastrófica como incêndio deve ter levado este submarino para o fundo. Sem chances de haver sobrevivente devido a profundidade da área em que este deu seu último aviso. Lamentável, mas que o MB deve aprender que Marinha de Guerra não é para desfilar em dias comemorativos. Os meios de salvamento disponíveis aqui no Brasil para este tipo de evento são muito deficientes.

      • Se o submarino estivesse na superfície e mesmo com o mau tempo e vagas de 6 metros, ele emitiria sinais diversos de sinalização. Hoje qualquer GPS de 100 dolares tem um sinal de socorro. Está no fundo do mar, e o que resta é localizar os destroços que devem estar do tamanho de um ônibus escolar. Infelizmente tudo mais é sensacionalismo da mídia. Não tem como existir sobrevivente após um desastre naquela região e profundidade.

    • Amigo, o Persuader saiu do Aeroporto Salgado Filho entorno das 14h40min (horário de Brasília) do DOMINGO dia 19. Chegando em Bahía Blanca as 19h:15 (horário de Brasília). Foram 5h35min de voo. Foi uma perna cansativa, levando em consideração a velocidade do avião, ruído e altitude. Por lá nesses dias começa a anoitecer entorno das 21h00min. O que daria cerca de 1h45min apenas, para preparo da aeronave após um voo longo, preparo da tripulação e preparo da missão. Durante a noite iria ser limitado o contato visual a olho nu da superfície do oceano. O Persuader da FAB decolou as 11h35min do dia seguinte, segunda-feira dia 20. O que deu algum tempo para a recomposição da tripulação e preparo da aeronave. Vamos dar um desconto, o tempo de operação está adequado. Além do mais, os EUA com a US NAVY ofereceram ajuda e deslocaram os meios antes do Brasil.
      Aviões de Linhas Aéreas não possuem sensores que devem ser calibrados e ajustados e não voam lento, baixo e em círculos, simplesmente voam alto, em velocidade de cruzeiro seguindo rotas. São coisas bem diferentes. Novamente, dê um desconto nesse caso. Fique satisfeito por termos meios para esse tipo de situação.

      • Olha, essa unidade é dedicada para SAR, já teria de estar de prontidão ou ter algum esquema de revezamento de tripulações para poder operar mais rapidamente. Para um acidente no mar uma janela de 48 horas para começar as buscas é demais para quem esta na agua.
        Depois de toda essa demora estão procurando os destroços e não mais sobreviventes.
        O negócio é torcer para, se você se acidentar no mar, quem fizer o SAR seja a USCG e não a FAB, rs.

    • Acho que não é bem assim, chega e sai voando, tem muita aeronave lá já e deve levar um tempo até organizar toda a missão de uma equipe de busca, caso a coisa não seja bem planejada corre o risco da busca não ser bem sucedida e também corre o risco de uma aeronave atrapalhar outra…

      Tem muita aeronave parada mas sempre a disposição, creio que eles devem estar priorizando as equipes mais experientes em um determinado período ou local, e reservando algum outro grupo de forma a manter as buscas sempre em andamento e de forma ininterrupta… Vale lembrar que houve voos de outras aeronaves da FAB para a Argentina, elas devem ter transportado outras equipes o que deve maximizar a operacionalidade das nossas aeronaves (P-3AM e SC-105).

  2. Parabéns para a FAB! Mais ainda questiono o nosso Governo Federal que disponibiliza esses meios aéreos e mais alguns navios para o feito. Enquanto isso, o Itamarati alegava que não poderia trazer o corpo de uma cidadã brasileira que foi morta em Portugal pela polícia lisboeta por falta de recursos…

  3. A resposta ao desaparecimento foi lenta. Deve-se ter protocolos já formatados e prontos de como proceder nestes casos e não levar a aeronave para região e depois discutir procedimentos e descanço da tripulação, uma aeronave como esta deve voar 24/24 e parar somente para troca da equipe e reabastecimento.

  4. Rapaz, tem um ditado que diz: explica, mas não justifica!

    Olha o que diz o site da FAB sobre o novo avião:

    “O novo avião FAB 6550, conhecido como SC-105 SAR, sigla do inglês Search and Rescue, será operado pelo Esquadrão Pelicano (2º/10º Grupo de Aviação), sediado na Ala 5, em Campo Grande (MS), de onde poderá deslocar para qualquer parte do território nacional”.

    Eu não sou especialista na área, mas a distância entre Campo Grande/MS e Bahía Blanca é mais ou menos a mesma distância entre Campo Grande/MS e Aracaju/SE.

    Então em uma situação de emergência em nosso território iríamos esperar mais de 24h para um avião desses chegar ao Nordeste?

    É isso?

    Tá de brincadeira né?

    Calibrar sensores?

    “Com um sistema eletro-óptico de busca de imagem e por espectro infra-vermelho, o novo avião permitirá realizar buscar pelo calor, podendo detectar, por exemplo, uma aeronave encoberta pela vegetação ou uma pessoa no mar. ‘Isto vai ampliar muito a capacidade de ver o objeto da busca. Com todos estes sistemas associados temos a expectativa que diminua bastante o tempo de busca de uma aeronave’, relata o Tenente-Coronel Jorge Marcelo Martins da Silva, Comandante do Esquadrão Pelicano.”

    Olhe francamente não dá para aceitar certas explicações.

    É um momento duro, mas estamos assistindo em tempo real uma tragédia anunciada.

    Mais uma vez insisto.

    Não é por estarmos analisando os fatos que seremos mesquinhos ou insensíveis ao caso, mas estamos assistindo a uma sequência impronunciável de falhas tanto por parte dos argentinos (já que nos propusemos a participar, uma obrigação moral e solidária) como da nossa parte.

    1º) Submarinos sem condições de uso indo ao mar, numa loteria para a vida seus tripulantes;

    2º) Protocolos de segurança (se é que existe) sem o menor nível de confiabilidade;

    3º) Letargia e indolência das autoridades em pedir socorro;

    E do nosso lado, não se justifica!!!

    O Brasil tem um dos 10 maiores orçamentos militares do mundo para bancar mordomias?

    Como se pode conceber que uma força cuja missão precípua é prestar socorro em emergências precise de tempo para se preparar? Como assim?

    Fui militar de carreira do EB e lá não tem disso não.

    Em pouquíssimas horas a tropa está reunida e preparada para a missão.

    Um colega postou aí: “o pessuader (sic) da FAB decolou as 11h35min do dia seguinte…”

    Só pode ser uma piada de stand up!

    Cadê a “endurance” desse pessoal?

    Só podem viajar de primeira classe?

    Arrego!

    Quer dizer que se houver uma contingência em nosso país ouviremos a desculpa: “ah, nós não tivemos tempo de nos preparar”!

    Não amigos, não é assim não!

    Quando esta tormenta acabar, com qualquer resultado vier, teremos de sentar e repensar o papel das Forças Armadas.

    Uma força de resgate não pode se valer do argumento de não estar preparada!

    Mas aqui tudo se justifica né:

    Afundam submarino no porto;

    Bases "polares" pegam fogo;

    Alugam aviões para fazer transporte de pessoal;

    Destroem aviões e ninguém é responsabilizado, exceto a neve, o vento, a neblina…

    Talvez saísse mais barato contratar a Draken.

    • Concordo contigo, um avião dedicado a SAR não deveria demorar tanto tempo a operar.

      Se falassem que o problema é a desorganização da argentina vai lá.

      Mas alegar que tem de calibrar os sensores ou falta de tripulação é o fim da picada.

  5. Wolfpack, Super_Hornet,

    Pelo que sei, dentre os procedimentos a serem adotados antes de se declarar uma emergência SAR desse tipo, normalmente se procede primeiramente ao contato por rádio e, salvo engano, uma busca preliminar. Se não houver contato e o vaso não for localizado na superfície, então aciona-se o SAR submarino…

    Na verdade, é possível dizer que a ARA até agiu rápido, declarando o SAR já no sábado, cerca de 60 horas do sinistro. E a FAB, ao contrário, também respondeu bastante rápido, com seu 'Persuader' a decolar NESSE MESMO DIA e fazendo-o chegar já no domingo a noite.

    E uma vez lá, não é chegar e já ir operando… Deve-se "brifar" sobre a situação, coordenar com as equipes já atuando, decidir áreas de exploração, estabelecer rotas, estabelecer uma escala para os voos, estabelecer-se na infraestrutura local para a manutenção das máquinas, e por aí vai… E o fato é que já há aeronaves demais, entre argentinas, do Chile, EUA, Uruguai, além do que foi disponibilizado por outros países e está em reserva… Óbvio, portanto, que a FAB irá agir de acordo com o que for decidido em conjunto. Fosse o caso, e certamente a FAB já estaria no ar na entre a tarde de segunda ( considerando um briefing de manhã ) ou na manhã da terça-feira.

    No mais, o melhor sempre é coordenar entre as várias aeronaves disponíveis, decolando-as alternadamente para minimizar o estresse das máquinas e tripulantes. Então, não tem esse negócio de uma aeronave voar 24/24 ( eu, pelo menos, desconheço essa prática… ).

    Os americanos foram os primeiros a chegar a zona por já estarem mobilizados lá… Recordo-os de que já havia um P-3 da NASA operando em Ushuaia. Já os P-8, estes chegaram quase ao mesmo tempo que o 'Persuader' da FAB. E os meios específicos de resgate também chegaram lá no domingo, a bordo de cargueiros C-17, sendo levados a bordo dos navios do time de resgate na segunda.

  6. Quanto besteirol….
    Ja trabalhei na BASV e um avião de Patrulha decola menos de duas horas depois de acionado, o tempo maior gasto é para buscar a tripulação, com a Kombi do 1°/7° GAv, que mora em Itapuã, Rio Vermelho e Ondina, leva uma hora para buscar a tripulação.
    Ja tirei serviço de Oficial de Dia e tive que mandar buscar tripulação várias vezes, depois o Esq. recebeu uma Kombi para buscar tripulações em casa e levar de volta depois da missão.
    Só fica equipe completa no Esq. se houver um alerta, em tempo normal não é necessário ficar pessoal de sobreaviso dentro da Base, agora Ala.
    Este caso da Argentina é um caso a parte, pois é uma missão internacional que pode se estender por tempo indeterminado, por isso fizeram uma revisão no avião, mantendo a aeronave de sobreaviso para acionamentos locais, e mesmo depois de chegar lá, existe um coordenador das buscas que divide as tarefas entre as aeronaves disponíveis, determinando um local de busca e horário para cada avião.

  7. Para verem como funciona um alerta, na Austrália existe um orgão coordenador, a Australian Maritime Safety Authority (AMSA) e o SAR Maritmo é terceirizado, regido por contrato.
    Em uma determinada época do ano com mais probabilidade de acionamento a decolagem tem que ser feita com 30 min. após o acionamento e no resto do ano em uma hora.
    O orgão fiscalizador em uma vistoria a Cobham Aviation advertiu a empresa, pois se estavam em periodo de decolagem em 30 minutos, como é que o pessoal dormindo em casa poderia ser acionado e decolar no prazo se a tripulação levava mais do que isso para chegar no hangar da empresa no aeroporto, ficou decidido que nos meses com decolagem prevista em 30 minutos uma tripulação ficaria no hangar em alojamento a ser construído.
    É assim que funciona, o normal é manter tripulação na sede da empresa ou esquadrão só em periodos especiais ou alertas específicos.
    No Brasil os acionamentos de SAR marítimo são poucos e não justificam se manter tripulações 24 horas dentro do esquadrão.
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    Bombardier Challenger 604 SAR da Cobham: http://www.bfound.net/Company/267-20141127214105.jpg
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    Dornier Do-328 SAR da Cobham: http://www.aviationwa.org.au/wp-content/uploads/2016/08/...