Um novo leilão está sendo realizado pela FAB para tentar vender seus desativados Mirage 2000 que estão desativados em duas bases aéreas.

O Chefe da Comissão Aeronáutica Brasileira em Washington D.C. (BACW) notificou no dia 4 de outubro sobre a abertura de um Processo de Licitação na forma de um leilão para venda de um pacote de 11 (onze) aeronaves Mirage 2000 que pertenciam a Força Aérea Brasileira (FAB).

De acordo com o pacote, as 11 aeronaves que serão vendidas estão sem condições de voo. Três aeronaves estão na ALA 1, em Brasília (FAB 4932, FAB 4933 e FAB 4397) e outras 8 estão na ALA 2 em Anápolis, Goiás (FAB 4949, FAB 4940, FAB 4941, FAB 4942, FAB 4943, FAB 4944, FAB 4945 e FAB 4946). Dentre estas, nove são monoplaces F-2000C e duas biplaces F-2000D.

A sessão aberta para o recebimento dos Documentos de Qualificação e Propostas de Preços será realizada no 6 de novembro de 2018. A França terá que autorizar a venda das aeronaves para o cliente que der o maior valor pelo lote, seja pessoa física ou jurídica.

O lote de 11 aeronaves está avaliado em US$ 508,6 mil, com valores unitários variando entre US$ 7,3 mil e US$ 62,6 mil.

Das 12 aeronaves que foram originalmente adquiridas pela FAB, e operadas pelo Primeiro Grupo de Defesa Aérea (1º GDA) – Esquadrão Jaguar, uma será preservada, que está no Museu Aeroespacial no Rio de Janeiro. Os caças atuaram na defesa aérea do país desde 2006 e completaram mais de 10 mil horas de voo.

O F-2000C “FAB 4948” preservado no Museu Aeroespacial, no Rio de Janeiro. (Foto: Mauro Lins de Barros / Cavok)

Os 12 Mirage foram adquiridos da França já usados como uma solução temporária para a aviação de caça de alta performance no Brasil. Pelo plano inicial os jatos iriam parar no final de 2011, mas com ajustes seis aeronaves foram poupadas e permaneceram em voo até 2013, quando em setembro foram oficialmente tiradas da linha de voo. Até a chegada dos novos caças Saab Gripen, os caças F-5EM/FM estão sendo usados pelo esquadrão em Anápolis.

26 COMENTÁRIOS

  1. FAB quer vender carcaças dos Mirage 2000 que podia durar mais em serviço Melhor que o F-5 é que a FAB os desativou para pressionar Dilma 171 Roussef escolher o caça do FX-2.

  2. Quando o Brasil ainda era um membro de VERDADE do grupo BRICS a solução da substituição dos Mirage 2000, a solução de sua substituição ou destinação me parecia muito clara e simples de negociar…
    A Índia maior operadora do modelo fora da França estava iniciando o seu programa de atualização de sua frota de Mirage 2000 e bastava um pouco de inteligência e menos arrogância dos miliares brasileiros e fazer um acordo com os indianos para colocar os Mirage 2000 no programa de atualização indiano e os dois países dividiriam meio a meio as despesas da atualização.
    Deste modo os Mirages modernizados serviriam ao Brasil até a entrega dos Gripen E.
    Após a chegada dos Gripens os Mirage 2000 seriam inspecionados pelos indianos e se estivessem de acordo receberiam as aeronaves sem custo e com o agradecimento da FAB e do governo brasileiro.
    Se não desejassem recebe-las indenizaríamos os indianos da metade do custo da modernização das aeronaves que eles financiaram se assim desejassem.
    As resposta a proposta foram silêncio, risos ou responderam que antes que os indianos conseguissem atualizar seus Mirages 2000 os "Gripens E estariam voando no Brasil"…
    Mantenho minha opinião até hoje e os Mirage 2000 indianos, apesar de todas as dificuldades com a HAL, continuam sendo atualizados para o padrão Mirage 2000-5…
    PODERIA ter sido esta a solução…
    E a SAAB sequer voou o seu segundo protótipo do Gripen E sueco…

    • Hoje tava relendo sobre o M2000C, valores gastos com a modernização do F-5E, compra de mais F-5E, compra dos M2000C E finalmente a compra do gripen. Só de modernização do F5, foram quase 500 milhões de USD, só essa modernização seria plenamente suficiente adquirir um número alto de 2000C, mais o gasto no gripen, com menos certamente seria possível operar um 2000-5, mas não, a força aérea é tão mesquinha, tão esdrúxula que foi uma farra com dinheiro público, gastou um monte na modernização do F5 que por mais que a eletrônica seja ok, o vetor é velho, o índice de prontidão dele é ridiculo, caça que só da partida com LPU, é o fim da picada. Como tudo nesse país, o mal gerenciamento corrói o pouco que se tem.

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