A Fuerza Aérea Uruguaya retirou de serviço seu FMA IA-58 Pucará.

A FAU recebeu o seu primeiro Pucará no dia 2 de junho de 1981, ficando o bimotor 35 em atividade. O avião, de fabricação argentina, foi designado para o Escuadrón Aéreo N°1 de la Brigada Aérea II “Tte. 2° Mario W. Parallada”.

A chegada do Pucará deu a FAU uma capacidade de ataque ao solo. A frota atingiu 23 000 horas de operação. O ultimo Pucará foi o matricula de cauda nº 222. Apenas a Argentina mantém o Pucará voando.

(Imagem: Fabian Gacia Corrales)

Infelizmente o que determinou a retirada do Pucará da FAU foi a falta de apoio por parte da fabricante, outrora Fabrica Militar de Aviones, (atual FAdeA após a reestatização), deixando a desejar no fornecimento de peças e a incapacidade da Argentina em tocar o projeto de remotorização. O Pucara mostrou o melhor e o pior da experiência Argentina na construção de aeronaves. O IA-58 tem bom desenho e mostrou-se uma aeronave apreciada por todas as forças que o operaram, porém, a total falta de uma política de comercialização, vendas, financiamentos e pós-vendas (sendo classificado como ‘deplorável’) ajudou a matar este projeto.

Para se ter uma ideia, o Sri Lanka retirou seus Pucarás simplesmente porque os argentinos não foram capazes de fornecer mais unidades e pior, peças de reposição! Agora a FAU tomou a mesma decisão devido à falta de peças de reposição, principalmente relacionadas aos motores.


FONTE: Fuerza Aérea Uruguaya; Fuerzas de Defensa Argentinas


Saiba a história deste avião clicando aqui.

 

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12 COMENTÁRIOS

  1. Que situação deplorável, e o presidente atual tbm se mostrou um incompetente, já que poderia apoiar a industria local para que a mesma pudesse manter seus poucos clientes.

  2. Que vergonha…Los Hermanos talvez não sejam apenas uns pobres fudidos em economia e sociedade, talvez sejam burros mesmo

  3. Fizeram bem.
    Isso e nada é a mesma coisa. Com a diferença que essa trapizonga ainda gastava dinheiro do contribuinte para voar.
    Mais ou menos como fizeram aqui no Brasil com o Nae "São Paulo".
    Acredito que uns 8 ou 10 ST, serviriam para interceptar avião de traficante, talvez a única serventia da FAU.
    Claro, se eles ainda desejarem ter alguma coisa voando nesta "Força Aérea".

  4. Em tempo: Em relação aos argentinos, sem novidades.
    É só mais uma amostra do quanto são #@%$*& e devemos manter a maior distância em todos os sentidos desse povo..

  5. Nosso país irmão tem tanta empáfia quanto desorganização.
    Ruim pra eles.
    Bom pra gente.

  6. Bruno, aFAU prescisa de mais que um ST.
    A poucos anos detectaram um avião alto e rápido, com o perfil de um jato executivo que poderia estar traficando, voando sobre seu território sem plano de voo e a única coisa que puderam fazer foi avisar a Argentina.
    Não tem nada que possa interceptar um simples jato executivo ou comercial que sobrevoe seu território.
    O ST seria muito util para substituir o Pucara, mas não intercepta aviões rápidos. A Venezuela derrubou a uns anos um jato executivo fazendo trafico sobre seu território.

  7. Vamos se mexer EMBRAER, ofertem alguns ST para o Uruguai, pelo menos uns 10 né………..ja ajudava eles e nós……….

  8. Pessoal…

    ST, só se for de esquadrões da FAB, pois duvido que tenham condições de pagar por novos…

    O melhor possível seria os americanos e seu FMS, na compra de aeronaves como o 'Wolverine'. É o que resta…

    A FAU também tem outras urgências, tais como uma força de helitransporte totalmente obsoleta…

  9. Se a Embraer ainda tivesse o T-27 para instrução e o AT-27 para ataque leve com motor mais potente de 950 a 1100 shp e cockpit analógico poderia concorrer com o Beech T-6 ou Kai KT-1, mas abandonou esta linha.
    A FAU ja disse que vai comprar um avião na faixa de 4 a 7 milhões de dólares para instrução e ataque leve, o que exclui o ST, justamente ficando o T-6C e o KT-1/KA-1.
    O AT-6 Wolverine é da faixa do ST com P&W de 1600 shp e não caberia neste orçamento da FAU, a não ser que repensem e aumentem a verba para comprar ST ou Wolverine para COIN e depois KT-1 ou T-6 II para instrução.

    A Pilatus está fora das versões COIN por pressão dos pacifistas da Suiça e fez a besteira de abandonar versões armadas de seus produtos depois que o PC-7 foi usado para atacar índios separatistas do México.
    Ficou ridículo para a Pilatus, vendeu o PC-7 para o México em duas versões, uma amarela desarmada para instrução e uma verde armada para COIN, depois foram a imprensa dizer que estavam arrependidos, pois não sabiam que seus aviões seriam usados contra pessoas….. Acho que pensaram que seriam usadas contra alienígenas.

    http://2.bp.blogspot.com/-F8uhDbHz-wY/VMsHs6eY4UI

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