O substituto do F/A-18C/D terá que enfrentar as mesmas condições climáticas adversas que o caça já enfrenta.

A Finlândia continua a analisar as respostas a um pedido de informações que emitiu no ano passado como parte do programa HX para substituir sua frota de caças Boeing F/A-18C/D Hornet.

O país antecipa o início do processo de seleção formal no início de 2018, quando enviará um pedido de cotação (RFQ) para cinco fabricantes. Estes são a Boeing, BAE Systems (representando Eurofighter), Dassault, Lockheed Martin e Saab, para seus respectivos caças F/A-18E/F, Typhoon, Rafale, F-35 e Gripen E.

Lauri Puranen, gerente de projetos do programa HX no Ministério da Defesa finlandês, diz que o país não será exageradamente prescritivo em seus requerimentos, permitindo que as empresas proponham uma série de soluções – tanto tripuladas como não tripuladas – para atender a uma série de cenários-chave.

O F/A-18E/F Super Hornet pode ser uma escolha natural para a substituição dos antigos Hornets.

Ainda é possível no RFQ que alguém forneça uma solução que poderia incluir um caça e uma aeronave de SIGINT [inteligência de sinais] juntos. Ainda está aberto“, diz ele.

No entanto, a Puranen salienta que a Finlândia não procura realmente por uma aeronave de SIGINT ou aviões não tripulados como parte da aquisição.

O Ministério da Defesa do país também não priorizou a baixa observabilidade de radar ou outras características de desempenho, mas ressalta que a aeronave deve ser capaz de se conectar com o sistema de comando e controle da Força Aérea e com as forças de defesa finlandesas, sem modificações.

O caça deve fortalecer nossas capacidades nacionais. Só as forças de defesa finlandesas cuidarão de nossa defesa“, diz ele, observando que o país não é membro da OTAN.

A Noruega, que possui condições climáticas similares à Finlândia, escolheu o F-35 como seu futuro caça.

No final de 2019 e no início de 2020, serão realizados ensaios no país de todas as cinco aeronaves propostas, a fim de demonstrar o seu desempenho em condições climáticas adversas.

A seleção da proposta preferida está prevista para 2021, com entregas entre 2025-2030.


FONTE: FlightGlobal

10 COMENTÁRIOS

  1. Tudo parece estar arranjado para o Gripen E. De data de testes a início das entregas.

  2. Em minha opinião, é a última oportunidade da Boeing tentar emplacar o SH Block 3.

    • Será que não rola na Suíca também não? O SH também está competindo lá.

  3. Ou SH ou F35 , melhor seria para a Finlandia operar os dois , uma quantidade maior de SH completados por um numero economicamente aceitavel de F35 , NG eh pra quem quer brincar de força aerea , otimo para a AS e Africa , mas insuficiente para a Eurasia , mas se forem utilizados em um sistema HI-LO a realidade serah outra !

    • Então a Suécia, o maior país nórdico, encravado entre OTAN e Rússia e um dos mais desenvolvidos do mundo, também brinca de ter Força Aérea desde a primeira guerra mundial? Tá "Serto"…

  4. SH + SHG ou o F35…

    Mais fácil e sem riscos.

    Com o F35 entrando em produção em grande escala as chances do GripenE ser vendido para outros que não sejam Brasil e Suécia. Digo o mesmo dos outros 4G que não tenham problemas com os americanos, talvez a USN ainda compre novos lotes do SH e do Growler, para substituir os H e SH mais velhuscos

  5. Não acho que sai F-35, apesar que uma de suas funções é EW. Assim tirando a necessidade de adquirir uma variante diferente como seria no caso do SH.

    Creio que está entre Super Hornet (Block III) e Gripen E. Se o F-35 fosse escolhido, eu ficaria muito surpreso, embora possam seguir o exemplo da Noruega.

  6. Suécia e Finlândia estão estreitando cada vez mais a cooperação entre suas forças de defesa. No meio naval a coisa está mais adiantada (Swedish-Finnish Naval Task Group). Creio que o Gripen E será escolhido por conta da intensão de aprofundar a cooperação na parte aérea.
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    Mas tem o caso da Noruega… Que não comprou Gripen para aprofundar as relações do NORDEFCO. Amigos, amigos… negócios à parte.
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    Mas a Noruega sempre foi o menos entrosada nessa relação por conta da OTAN.
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    Finlândia e Suécia não fazem parte da OTAN, o que facilita as negociações.

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