Jato IA-63 Pampa III durante cerimônia de entrega dos três primeiros exemplares para FAA.

Nesta quarta-feira, a Fábrica Argentina de Aviones (FAdeA) entregou os três aviões IA-63 Pampa III à Força Aérea Argentina. O presidente Mauricio Macri participou do ato que envolveu a primeira venda desse tipo em uma década.

Mauricio Macri compareceu na cerimônia de entrega dos jatos para FAA.

A aeronave IA-63 Pampa III é usada para missões de ataque leve e treinamento básico e avançado. Para missões de treinamento, o avião permite acrobacias aéreas e de transição para jatos, treinamento de combate virtual / real e testes de voo para aeronaves de combate. Possui um sistema integrado de Navegação, Comunicação e Ataque.

Além disso, permite patrulhas costeiras de longo alcance, interceptação de voos de baixa altitude e interdição para o combate às drogas – uma das principais razões pelas quais eles serão utilizados na Argentina.

O jato Pampa é fabricado na Argentina desde a década de 1980, mas a nova versão tem várias melhorias, incluindo o aumento de componentes de origem nacional, que subiu de 3% para 12%.

Isto permitiu “uma economia de US$ 650 mil por unidade, equivalente a 8% de todos os componentes, que custam cerca de US$ 9 milhões”, disse Federico Bima, gerente de operações da FADeA.

Sobre o total de 40 mil componentes que possuem a aeronave, eles conseguiram substituir sistemas no cockpit (transformando em digital componentes que eram analógicos) e atuadores que permitem a abertura e fechamento de cabines, entre outros.

O novo jato possui um novo motor turbofan de baixo consumo, um sistema de treinamento virtual EVA (Embedded Virtual Avionics) e um cockpit duplo no conceito glass.

“O grau de configuração da informação é mais amigável”, disse Bima, depois de detalhar que, de acordo com cada missão, o piloto pode configurar “e selecionar o que você quer ver, dependendo do que você deve fazer”. “O Pampa é uma das poucas aeronaves do gênero no mundo e agora tem um padrão atualizado”, acrescentou.

A partir deste trabalho, o objetivo do governo argentino e das autoridades da empresa é obter parceiros para fabricar mais unidades e também vendê-las no exterior. Nesse sentido, já houve negociações com o México e com o Grupo Paramount da África do Sul.

11 COMENTÁRIOS

  1. Não conseguiram nem "passar a conversa" no Uruguai, como fizeram na época do Pucará (argh)…

  2. a máfia Kirchner tentou falir a empresa como pT a Embraer. sorte ter sobrevivido e a FAB precisa de uns deles para fazer conversão do pilotos para o Gripen. o S. tucano não tem essa competência.

    • Acho muito improvável a compra de Pampas…
      Melhor seria entrar logo no programa T-X da Boeing/SAAB adquirindo know-how para construção dessas treinadores aqui na Embraer.
      A função dos tucanos (A29 e T-27) é diferente mesmo, e não devem ser confundidas com as funções de um caça a jato.

    • A conversão será feita em Gripens Bipostos mesmo. Não acredito que tenhamos um Lift por aqui…

    • Como o PT tentou falir a Embraer?
      Só no inútil KC-390 entubaram mais de um bilhãono desenvolvimento, se tivessem comprado KC-130 seria mais barato.

      • Segundo consta deu calote no KC390 e como todos sabemos quis suspender as linhas de financiamento do BNDES quando a empresa se recusou a receber o fanfarrão do Dimitri Rogozin

      • O PT encomendou e não pagou nos prazos. O programa quase virou particular da Embraer, que empregou dinheiro próprio desviando de outras linhas.

  3. A nacionalização era de apenas 3%. Agora subiu pra 12%. Quanto mais eu leio, mais ridículo fica.

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