Aeronave A-1 (AMX) da FAB continuarão recebendo apoio logístico da Leonardo no suporte de manutenção e peças. (Foto: Fernando Valduga / Cavok Brasil)

O Comando Geral de Apoio Logístico (COMGAP) da Força Aérea Brasileira (FAB) escolheu novamente a Leonardo para o fornecimento de serviços de apoio logístico de longo prazo para a frota de aeronaves A-1 (AMX) operadas pela FAB.

O acordo faz parte do programa da Força Aérea Brasileira para garantir a plena capacidade operacional da frota de aeronaves AMX nos próximos 5 anos.

O contrato, com validade de 58 meses, prevê a prestação de serviços como reparo e revisão de componentes, atividades de apoio logístico voltadas a garantir o gerenciamento de peças de reposição, o tratamento de obsolescência de aeronaves e suporte técnico, e engenharia na Força Aérea.

Todas as atividades serão coordenadas pelo Centro Logístico (CELOG) da Força Aérea Brasileira em colaboração com a Leonardo.

O diretor do Centro de Logística da Aeronáutica, Luiz Amedeo Iozzi da Silva, afirmou: “A FAB, graças ao apoio de Leonardo, garantirá a operação da frota AMX. Estamos convencidos de que a continuação da colaboração positiva com o Leonardo irá melhorar ainda mais a eficiência operacional da frota.

A colaboração com o Leonardo vem acontecendo com sucesso desde 2012 e queremos continuar até o final da vida operacional da aeronave. Sem o apoio logístico fornecido pela Leonardo, seria impensável apoiar esse programa de manutenção. Graças a esse acordo, a FAB gastará menos em atividades de suporte logístico do que o AMX, também graças a uma redução nos custos de gerenciamento”.

Placido De Maio, gerente de vendas da Leonardo para a América Latina, disse: “A Leonardo vem contribuindo há anos com o apoio logístico de AMXs brasileiros e italianos graças a décadas de experiência no programa. Estamos orgulhosos da confiança renovada da Força Aérea Brasileira que, graças a este novo acordo, continuará a operar a frota com altos níveis de eficiência”.

O AMX é uma aeronave de suporte tático desenvolvida na Itália nos anos 80 pela Aeritalia (46,5%) e pela Aermacchi (23,8%) e no Brasil pela Embraer (29,7%). O AMX entrou em serviço com as forças aéreas italianas e brasileiras no final dos anos 80.

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14 COMENTÁRIOS

  1. O caça "nacional" precisa de suporte da Leonardo. Isso é que é independência.

    • A parte brasileira é de 29%. As duas empresas originais se fundiram na Leonardo, que detém então 81% do projeto. É totalmente natural que tenham experiência no suporte. Nunca foi um projeto 100% nacional, então seu comentário é infeliz.

      • Engraçado, a Bae tem 0 porcento do F16 e realiza suporte dele.

        A participação brasileira no Gripen é pequena, logo estaremos amarrados a Saab eternamente.

        O tal Tot é uma mentira, como sempre disse.

        Infeliz é quem acredita nesse conto de fadas.

    • O SMS é apenas 30 % Nacional. Querer independência na manutenção é exigir demais.

    • A questão é custo, tem que ver se a Embraer apresentou proposta e seu custo.

  2. Em uma era na qual é o poder da indústria nacional que decide as guerras, o Brasil escolhe a dependência.

  3. Tinha que de desfazer desse troço aí. Pega uns Viper já que não tem Gripen disponível.

  4. Um dia talvez a Argentina vai herdar esses AMX, eu espero que não kkk
    Tem muita lenha pra tirar do AMX ainda, pena a modernização indefinida. É um avião provado em combate juntamente a AMI.

  5. A Itália tem AMX para desmontar no estoque e fazer peças. É inviável fabricar componentes novos e desviar o foco da Embraer do F-39.
    Simples assim.

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