Aeronave KC-390 entrará em operação com a FAB em setembro.

A Força Aérea Brasileira (FAB) deverá receber seu primeiro KC-390 no início de setembro e a Hungria informou que tem interesse no avião fabricado pela Embraer.

A data de 4 de setembro para entrega da primeira das 28 aeronaves encomendadas está prevista, mas ainda aguarda alguns fatores como a agenda do Presidente Bolsonaro. O evento será realizado na Ala 2, em Anápolis (GO) onde atualmente se encontra 1° Grupo de Transporte de Tropa (1° GTT) , transferido do Rio de Janeiro, que será o primeiro a operar o KC-390.

KC-390 sobrevoa na região sul juntamente com um A-1 de Santa Maria. (Foto: Igor Figueira)

“A campanha de ensaios em voo, focada nas funcionalidades militares, segue em ritmo acelerado, tendo ultrapassado a marca de 2.250 horas de voo”, relata a Embraer num comunicado de imprensa divulgado hoje. Os primeiros tripulantes da FAB estão em treinamento desde julho.

Atualmente uma aeronave KC-390 está no Rio Grande do Sul realizando exercício de reabastecimento em voo com diversas aeronaves da FAB, incluindo caças F-5M de Canoas e jatos A-1 de Santa Maria. O exercício conta com manobras de reabastecimento noturnas. Os contatos com os jatos de combate ocorrem em diversas altitudes e velocidades, numa clara demonstração da maturidade do programa.

INTERESSE INTERNACIONAL

Até o momento somente Portugal confirmou uma compra de cinco aeronaves. A entrada operacional do KC-390 pode abrir novos clientes para o avião.

O diplomata brasileiro José Luiz Machado e Costa disse hoje, ao ser aprovado para chefiar a embaixada do Brasil em Budapeste, “que encontra-se em estágio avançado as negociações para que a Força Aérea Húngara compre novos aviões KC-390 da Embraer, uma vez que o país vem renovando sua frota“. Costa ainda informou que a Hungria é favorável ao acordo entre Mercosul e União Europeia.

A Embraer também observa que, no segundo trimestre de 2018, a divisão Segurança e Defesa sofreu impacto das revisões da base de custos no contrato de desenvolvimento do jato militar KC-390 – o que levou a um ajuste negativo das receitas reconhecidas em períodos anteriores, já que os contratos de defesa são geralmente contabilizados pelo porcentual de conclusão.

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13 COMENTÁRIOS

  1. Que Deus abençoe esse processo e o KC-390 vença em Budapeste! Seria um início de negociações maravilhoso: Portugal e Hungria como clientes iniciais, logo nos primeiros meses de venda oficial.

    Go KC!
    P.S.: falta um nome para esse avião! Há alguma intenção de batismo, por parte do fabricante?

  2. Achei bacana a questão de sugestão de nome. Eu rememoro nos Catalinas. Seria bacana Arara II ou Pelicano II. Não é tão agressivo, mas… temos belas aves nativas que podem servir de exemplo. Siriema é bacana, mas não é sonoro. Tuiuiú é feio demais.

    • Amigo, existem 96 espécies de aves de rapina no Brasil. Com todo respeito mas esta coisa carnavalesca de querer nomear aviões militares com nomes de bichos coloridos e "fofinhos" que são presas de outros animais é muita frufruzice.
      É o mesmo que chamar um main battle tank de gazela,paca cutia.
      E esta sua sugestão de "Siriema" foi de lascar….
      Chegou a doer nos eggs…

  3. Lembro-me de um anúncio da Embraer na década de 80 (na revista Flap) do Xingu, onde um europeu comentava que para eles a palavra Xingu era impronunciável…
    Mas – a exemplo do Hércules, do Atlas e de outros – precisa mesmo de um nome "internacional", até por questão de marketing.

    Eu não sei se é a Hungria que tem também um presidente de direita (acho que até extrema) e poderia ter algum alinhamento com o nosso atual presidente. Bem, alinhando os interesses para o KC-390 começar bem sua carreira é o que importa no momento.

    E quanto ao Grippen E no dia 7 de setembro, lembrei-me de que aqui mesmo, no Cavok – no início do FX – ele era conhecido por "Gripinóquio" – o caça de mentira. Tá voando (mas só na Suécia)