Um caça F-15I da Força Aérea de Israel. (Foto: Xnir)

A Força Aérea de Israel (IAF) deve decidir em alguns meses entre a compra de um terceiro esquadrão de aviões de combate F-35 “Adir” ou do F-15I “Ra’am”, que, embora menos avançado, tem outras vantagens. A aquisição exige a aprovação do Estado-Maior Geral e um comitê ministerial, mas a recomendação da força aérea geralmente tem um peso maior.

Israel não tem certeza se adquirir mais caças F-35I traria benefícios.

O Comandante da IAF, o general de divisão Amikam Norkin, que supostamente se inclinou para o F-15, deve enviar uma recomendação em maio. Israel e os Estados Unidos concordaram no ano passado com a compra de 50 caças Lockheed Martin F-35, dois esquadrões, com entrega concluída até 2024.

Nove aviões foram entregues até agora, e a IAF anunciou recentemente que eles alcançaram a capacidade operacional inicial.

O rápido envelhecimento da frota atual da IAF torna necessárias as novas compras. A força aérea ainda está usando alguns aviões de combate comprados no final da década de 1970, e apesar de uma série de atualizações, a IAF os retirará.

Na margem da conferência econômica mundial em Davos na semana passada, o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu falou com o seu homólogo croata, Andrej Plenkovic, sobre a venda pela IAF de F-16 para a Força Aérea da Croácia. Israel encerrou o último esquadrão de F-16A/B no ano passado. A IAF está procurando por compradores para seus jatos F-16C/D e, eventualmente, também terá que se aposentar dos F-15.

O F-35, definido como uma aeronave de quinta geração, será o futuro avião de combate da IAF.

Oficiais superiores da IAF, incluindo o comandante anterior da força, o major-general Amir Eshel, elogiaram suas capacidades. Uma das suas capacidades operacionais mais importantes é a furtividade, a capacidade de não aparecer no radar inimigo.

Mas, para empregar suas habilidades de furtividade, o F-35 deve voar com suas armas em compartimentos internos do avião, o que limita sua capacidade de carga. Se as bombas são transportadas no exterior do avião, suas capacidades de furtividade são prejudicadas.

O F-15, embora antigo, tem duas vantagens sobre o F-35: um alcance de voo mais longo e a capacidade de transportar bombas maiores. Outro fator a seu favor é que ele é construído em uma plataforma diferente, o que significa que a força aérea teria uma mistura de aviões ao invés de confiar em um único modelo.

O F-15I também é mais barato para operar do que o F-35. Mas o avião está atualmente sendo atualizado pelo fabricante, a Boeing, e seu preço de compra deverá aumentar em qualquer negócio futuro. Assim, poderia acabar custando o mesmo que o F-35 na próxima vez.

O uso de armas em pontos externos tira bastante a furtividade do F-35I.

O argumento dentro da força aérea aparentemente não é sobre se um terceiro esquadrão F-35 é necessário, mas sobre o quanto ele é necessário.

Os defensores do F-15 preferem adiar a compra do terceiro esquadrão F-35 até o final da próxima década.

A decisão também é muito importante para os fabricantes americanos concorrentes, Lockheed Martin (F-35) e Boeing (F-15), e não só porque o negócio provavelmente valerá quase US$ 3 bilhões. A Boeing está considerando fechar sua linha de produção do F-15, mas uma ordem israelense manteria a linha aberta. Também poderia persuadir outros países a comprar o avião, uma vez que uma compra pela IAF é considerada um selo de aprovação da alta qualidade de um caça e sua relevância contínua.

O próximo esquadrão aparentemente será comprado como parte do próximo plano plurianual dos militares, que entrará em vigor após o plano atual terminar em 2020. Os aviões serão comprados usando ajuda militar americana (FMS). Os EUA e Israel assinaram um novo acordo de ajuda de 10 anos em 2016 que entrará em vigor no próximo ano.


Fonte: Haaretz

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21 COMENTÁRIOS

  1. Se a decisão fosse minha, optaria por comprar novos F-15. A compra de 50 jatos modelo F-35 já é bem expressiva. Dá para esperar uma década para adquirir mais stealths.

    • Faço minhas palavras…

      E até pegaria mais F16

      Para espancar os inimigos padrão de Israel os F16 são mais que suficientes para o dia a dia..

  2. Trata-se aqui da força obter um balanço entre furtividade e capacidade de carga. Enquanto o F-35 entrega a primeira o F-15 é melhor na segunda. E diante do envelhecimento dos F-15A/B/C/D originais talvez seja mais prudente adquirir mais F-15 nesse momento.

    • Gostei do contorcionismo para explicar a notícia. Com certeza a notícia não tem nada a ver sobre a capacidade do F 35 e seu custo de compra e manutenção a longo prazo.

      • Não tem contorcionismo aqui mas sim análise fria dos fatos visto que os primeiros F-15 chegaram a Israel há 42 anos.

        Já você e outros da trupe amestrada só servem para fazer trollagem vagabunda….

        • Trollagem?!?! Kkkkkkkk

          Com certeza os problemas enfrentados pelo Lightning II é fake news. Rsrsrs

          Até concordo contigo sobre a necessidade de substituição dos Eagles mais antigos, mas se o F-35 já pudesse (de fato) ser considerado plenamente operacional, com certeza a IAF. não estaria pensando em adquirir mais F-15. Detalhe, custando tanto ou mais que o caça de 5a geração.

  3. Na Guerra do Yon Kupur, o Egito colocou suas baterias de SAMs do outro lado do canal, e a força área irsaelense nada pode fazer. Isso provou ser um grande problema, especialmente se o exercito não tivesse a audácia de fazer o ataque com tanques e destruir os SAMs no solo. Será que um Steath não teria valor estratégico em possíveis combates futuros?

    • Claro que sim! Tanto é que a IDF já comprou 50 unidades do F-35, das quais 9 já foram entregues. O que se discute hoje é se não seria possível atrasar um pouco mais a aquisição de novos F-35, em detrimento de ter novos F-15, já que os atuais estão bastante castigados pelo tempo.

  4. A questão da furtividade hj parece a questão da visibilidade e agilidade nos anos 30.
    Lá muitos projetos foram "amputados" pois os aviões não poderiam ter cabine fechada por estragar a visibilidade e precisavam de duas asas para serem ageis e o mais leve possivel tirando armamento e outros itens para reduzir o peso da asa adicional. Fazer monoplanos com cockpit fechado e trem de pouso não fixo armados com canhões era mal visto pois afetava essas duas capacidades operacionais.
    Hj é essa tal furtividade. Já colocaram o desempenho em segundo plano e até mesmo o armamento nesse mesmo bonde. Se vc perde a invisibilidade ao radar ao levar armamento ou qualquer coisa externa, vale a pena um avião de fraco armamento? Pode-se fazer um jato invisivel para apenas caça e superioridade? Sim, mas até onde valerá a pena ter apenas isso? Alguns ja estão vendo que não.

    • Tem algum avião sendo projetado que não seja furtivo e com pouco armamento interno?

      Quando stealth não for necessário, F-35 pode levar mais 8 AIM-120 do lado de fora, em um total de 14 AMRAAMs mais 2 sidewinders.

    • Pedroca você está fazendo confusão, apenas não sei se isso é deliberado ou não! O debate que se deu nos anos 30 foi justamente o inverso do que você coloca! Naquele tempo a evolução tecnológica apontava para aviões monoplanos, com revestimento metálico, que em troca de um maior desempenho e poder de fogo sacrificavam a agilidade e a visibilidade.

      Contudo muitos pilotos, notadamente os italianos, mostraram-se absolutamente refratários a esse avanço preferindo os biplanos de carlinga aberta. E mesmo os primeiros caças monoplanos da Regia Aeronautica como os Macchi Mc.200 possuíam canopies abertos. E o resultado dos combates no Mediterrâneo foi o esperado ou seja, ao enfrentar os Hurricanes e Spitfires da RAF (monoplanos de canopie fechado e revestimento metálico) os caças italianos estavam em profunda desvantagem agravada pela falta de um motor mais potente. E praticamente o mesmo se deu no Pacífico onde após a surpresa e superioridade inicial o A6M Zero e o Ki-43 terminaram sendo superados por aparelhos como o F-6F Hellcat e o F-4U Corsair que embora menos ágeis eram bem mais potentes (usavam o esplêndido P&W R-2800) e muito melhor armados (8 metralhadoras).

      Como se vê, o que fica bem claro é que a resistência ao avanço tecnológico se mostra geralmente muito desastrosa. Se nos anos 30 resistir aos monoplanos de revestimento metálico mostrou-se catastrófico o mesmo pode-se dizer de fazer o mesmo quanto à furtividade. E a julgar pelo que vimos na Síria, onde os F-22 lograram aproximar-se de aviões de ataque russos antes das escoltas de Su-35 pudessem fazer algo, o resultado será o mesmo.

  5. Porque não fazemos uma oferta pelo F-16 C/D (24) e F-15 (16), na situação que nos encontramos seria bem vindo.
    não acho que o preço seria alto, e os israelense possuem boas atualizações, poderiamos pegar um pacote avançado.

  6. Gastaram trilhões num sistema que pode ser parcialmente substituído por outro sistema criado nos anos 70…que piada…só de estarem discutindo isso comprova o absoluto fracasso do programa F-35.

    • Chegam a ser desonestas essas interpretações.

      Não entendeu que são aeronaves de tamanhos, funções e categorias diferentes?
      Não entende que pode ser ruim depender apenas de um modelo de avião?

      Russófilo é soda…

    • Também não foram gastos trilhões. 1,5 trilhões é custo até 2070 de 2400 aviões. Sei que já explicaram isso várias vezes e são vocês que não se importam de repetir os mesmos erros sempre.

  7. A vovó águia já vai completar 50 anos de uso e ainda mostra que aguenta o tranco

  8. Eu entendo que o F-35 poderia entrar num espaço aereo negado e incapacitar os sistemas de radar abrindo para os F-15 fazerem o ataque principal.

    • Correto amigo , você não precisa basear sua força aérea com aviões stealth , basta usa-los como ponta de lança para conquistar a superioridade aérea e deixar o resto com outras aeronaves.

  9. E tem gente que acha que os 4,5ª geração vão simplesmente desaparecer do mercado e das diversas forças aéreas do mundo

    negativo

    os 4,5ª G ainda tem um loooooongo caminho pela frente

    Dai a França investir no Rafale… a Suecia investir no Gripen… etc

    Está certa a Mikoyan quando lançou o Mig-35

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