Caça F-35I Adir da Força Aérea de Israel.

Os militares israelenses negaram que uma delegação militar dos Emirados Árabes Unidos (EAU) tenha sido hospedada recentemente pela Força Aérea de Israel (IAF) para avaliar os caças furtivos F-35.

De acordo com uma reportagem do canal i24news, a delegação visitou a Base Aérea de Nevatim, no sul de Israel, acompanhada por uma delegação americana para conhecer detalhes do jato de combate mais avançado do mundo.

Israel é a única força aérea no Oriente Médio a ter o jato. Em maio, o comandante da IAF Amikam Norkin anunciou que a Força Aérea havia usado o F-35I Adir em operações de combate pela primeira vez – em duas missões operacionais em diferentes frentes no Oriente Médio, mostrando uma fotografia do jato sobre a capital libanesa Beirute.

A força aérea de Israel recebeu mais três jatos da Lockheed Martin em meados de junho, elevando o total de aeronaves israelenses para 12. Espera-se receber um total de 50 aviões até 2024, o suficiente para completar dois esquadrões completos.

O Ministro de Defesa da Israel Moshe Ya recebe informações sobre o F-35I.

O F-35I Adir, de Israel, é pesadamente feito sob medida para as especificações de Israel e está preparado com pods de guerra eletrônica feitas por Israel, assim como armamentos israelenses, todos instalados quando os aviões pousarem em Israel. Os jatos também têm um sistema exclusivo C4 (Comando, Controle, Comunicações e Computação), construído por Israel, que funciona “no topo” do sistema operacional integrado da Lockheed.

Os F-35Is israelenses também têm componentes construídos por várias empresas locais de defesa, incluindo a Israel Aerospace Industries, que produz partes das asas; a Elbit System-Cyclone que constrói os componentes compostos da fuselagem central; e a Elbit Systems Ltd., que fabrica os capacetes usados ??pelos pilotos.

Israel também é a única nação parceira a obter permissão dos EUA para realizar manutenção em nível de depósito, incluindo a revisão de motores e componentes de fuselagem dentro de suas fronteiras.

Embora Israel e os EAU não tenham relações oficiais, o declínio da importância do conflito palestino como uma questão importante entre Israel e o Conselho de Cooperação do Golfo e a crescente ameaça representada pela expansão iraniana na região levaram algumas monarquias do Golfo a se envolver com Jerusalém.

Em 2011, os Emirados Árabes Unidos compraram cerca de US$ 300 milhões em tecnologia militar e em 2015 o estado judeu foi autorizado a abrir uma missão permanente credenciada à Agência Internacional de Energia Renovável em Abu Dhabi.

Pilotos israelenses também voaram ao lado de pilotos dos Emirados Árabes Unidos em vários exercícios da força aérea, incluindo os dois últimos exercícios Iniohos na Grécia; Em agosto do ano passado, a IAF participou dos exercícios Red Flag nos Estados Unidos, que incluíam aeronaves dos Emirados Árabes Unidos e do Paquistão – que também não tem nenhuma relação formal com Israel.

Os Estados Unidos há muito permitem que Israel retenha uma vantagem militar qualitativa no Oriente Médio. Os pedidos dos países do Golfo para que Washington lhes forneça F-35s foram repetidamente negados.

Os EAU, que estão entre os maiores gastadores de defesa do mundo, estão atualmente no processo de construção de suas forças armadas; e sua força aérea não tem segredo algum de que está interessada em comprar o jato de combate de quinta geração.

De acordo com o site de notícias Arabian Aerospace, o vice-comandante da Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos Brigadeiro-General Rashed Al Shamsi afirmou que Washington “poderia agora estar disposto a vender” o F-35 para os Emirados Árabes Unidos.

A Força Aérea dos Emirados Árabes Unidos, disse ele, “estaria requerendo plataformas multiroles conectadas com a capacidade de compartilhar dados, que melhoravam as capacidades de coleta e distribuição de inteligência, e que seja capaz de direcionar dinamicamente e reagir” e “ter uma capacidade de quinta geração é algo de interesse para a Força Aérea e Defesa Aérea dos Emirados Árabes Unidos.”


Fonte: The Jerusalem Post

9 COMENTÁRIOS

  1. Dada a configuração da geopolítica nos dias de hoje, duvido que os EUA queiram perder 'clientes' no Oriente Médio, a despeito de não mais dependerem do ouro negro da região. Em termos militares, se algum país da região for esnobado pelos bloco ocidental, encomenda com o tio Putin uma bateria de S-400 e uma esquadrilha de Su-35. Simples…a Turquia já ensinou o caminho das pedras, kkkkk

  2. Trata-de daquela negativa que, ao que parece, se mostra mais como uma confirmação da notícia original

  3. Normal. Se o representante Ferrari no Brasil quer vender seus carros, não tem nenhum disponível para showroom e não quer ter o trabalho de levar o cliente (ou nem isso, o visitante) até Maranello, não é por isso que vai levá-lo à minha casa ("temos um cliente que mora perto dos senhores, vamos tentar mostrar o que vendemos a eles lá na garagem deles").

    Não. Cada um no seu quadrado. 🙂

    • Mas pode ser feito mediante acordo, o C-295 SAR brasileiro foi exibido pelos espanhois no sudeste asiático antes de ser entregue aqui.
      As Filipinas foram conhecer de perto os KAI T-50 na Indonésia antes de decidir fechar a concorrencia e ir a Coreia do Sul comprar o FA-50.

      • Caro WRStrobel, certamente por acordo. Os israelenses parecem não querer mostrar nem o avião nem as instalações onde ele está abrigado. Se é preciosismo (excesso de zelo por questões de segurança ou somente implicância), só os israelenses saberão… 🙂

  4. Alguém poderia comprar uma bússola para Bibi?
    O sujeito está torrando o programa de milhagens dele todo e não adianta nada.

    • Ele está no rumo certo, e os seus fascistas de estimação estão sendo mortos na Síria…

      Quem manda você ser antissemita? Outra bola fora sua….

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