Portugal decidiu investir em novos helicópteros leves para substituir seus Alouettes III.

O Ministro da Defesa Nacional de Portugal, José Alberto Azeredo Lopes, autorizou nessa sexta-feira a aquisição de cinco helicópteros monomotores leves, os quais substituirão os atuais seis Alouette III, que representam um atraso tecnológico para a Força Aérea Portuguesa (FAP).

Os seis helicópteros Sud Aviation SE 3160 Alouette III, existentes no Esquadrão 552 ‘Zangões’ da Base Aérea de Beja, estão em operação na FAP há mais de 50 anos serão agora vendidos.

Portugal vai investir cerca de 20,5 milhões de Euros (US$ 22 milhões) para modernização e capacitação da frota de helicópteros leves da Força Aérea Portuguesa, através de uma Lei de Programação Militar. O investimento deve ocorrer entre 2018 e 2020, e não poderá exceder o valor proposto na lei.

A autorizou prevê a aquisição de cinco helicópteros (permitindo a opcional aquisição adicional de duas unidades), incluindo treinamento, peças sobresselentes e material de apoio para garantir a continuidade das atuais missões efetuadas pelos helicópteros Alouette III como: instrução de pilotos de helicópteros, busca e salvamento e evacuação médica militar.

Os Alouettes III atualmente apoiam também missões de interesse público, como o caso do combate a incêndios.

De acordo com a nota divulgada pelo ministério, “a súbita escassez de componentes no mercado, associada à inexistência de uma entidade reparadora de motores, assim como de centros autorizados para efetuar grandes inspeções destas aeronaves inviabilizam a sua operação além de 2018”, forçando o governo a efetuar esta aquisição.

17 COMENTÁRIOS

  1. O melhor é "A súbita escassez de de componentes no mercado…"

    O Alouette III já deveria ter dado baixa a no mínimo uma década, é um vetor que custa muito para ser mantido em operação e com um nível de disponibilidade aceitável. Portugal tem um histórico de uso das suas aeronaves até o osso ou além se deixarem e este é mais um dos casos.

    Não vejo problema algum em utilizar uma aeronave por longos períodos, mas que a mesma tenha no mínimo uma ree de suporte que de ao vetor a possibilidade de operar com segurança e eficiência.

  2. A verdade é que Portugal não gosta de gastar, na instrução primária e básica alem do reboque de planadores na AFA usam o DHC-1 Chipmunk fabricado de 1947 a 1956, o deles foi fabricado na OGMA e depois foi remotorizado onde trocaram seu velho motor invertido de seis cilindros em linha com 145 hp, o mesmo do nosso PT-19, por um Continental 4 cilindros lado a lado de 180 hp.
    https://encrypted-tbn3.gstatic.com/images?q=tbn:A

    https://lh6.googleusercontent.com/proxy/hOP1LYLhx

  3. O Alouette III já era para ter sido substituído em 2002 pelo EC635, que Portugal chegou a pagar e rejeitou com bases técnicas muito duvidosas – na realidade foi por falta de vontade política. Esses EC635 foram depois para a Jordânia.

    Portugal chegou a operar 140 Alouette III, na Guerra Colonial, mas apesar da fama, já há muito que estava prevista a sua substituição.

    Nos contratos rasgados, do EC635 e do NH90, Portugal gastou 120 milhões de euros, sem ter recebido nenhum helicóptero e continua com um grupo de aviação ligeira do Exército que tem pilotos, mas não tem helicópteros.

    Por outro lado, o companheiro WRStrobel está equivocado, e está equivocando outros.

    A) O principal avião utilizado na instrução básica na FAP é o Epsilon TB-30, comprados em 89, apenas existem seis unidades do Chipmunk, e unicamente como complemento.

    B) O C-130H já foram alvo de modernizações, e está previsto na actual lei de programação receberem as necessárias para poderem operar sem restrições no espaço aéreo europeu.

    Eles não estão proibidos de voar nalguns países como afirmou, eles têm limitações de operação ao nível dos corredores aéreos, velocidades e altitudes.

    C) O T-38 Tallon operou poucos anos na FAP porque a Alemanha ofereceu 50 Alpha Jet A a Portugal como forma de pagamento da utilização da Base de Beja pela Luftwaffe. Como deverá compreender economicamente, e logísticamente, é muito mais lógico operar 50 unidades do Alpha Jet do que 12 unidades do T-38 Tallon, por isso foram retirados.

    Antes de falar das proezas dos outros convém saber antes do que fala.

    • Portugal nos anos 50 tinha 76 DHC-1 Chipmunk, nos anos 90 sobravam 30 e escolheram os 6 melhores para remotorizar, usando até hoje na instrução primária, onde realmente se voa pouco, mas não tem como negar que é o avião mais antigo do mundo na instrução militar. Nada mais natural que tenham concentrado a instrução no TB-30 francês, que tambem não é novo, tendo 28 anos de uso.

      Realmente está prevista a modernização, pelo menos parcial da aviônica dos C-130H, mas ter chegado ao ponto de só operarem com restrições em corredores espéciais, destinados a aeronaves antigas e mal equipadas é um grave descaso do Governo para com a Força Aérea.

      Comprar um avião da qualidade de um T-38, que é usado até hoje nos EUA com modernização disponível e o retirar da instrução com poucas horas de uso para economizar recursos é uma falta de planejamento.

      No mais não torço pelo mal da Força Aérea Portuguesa, muito pelo contrário, espero que receba mais atenção de seu Governo e tenha dias melhores para se manter no padrão elevado dos países da Europa.

      • Você não sabe do que estava a falar a continua apostando no mesmo tom, para não perder a face.

        A) Contar a história do Chipmunk não o desculpa de ter afirmado que a instrução primária da FAP é feita no Chipmunk, um avião da década de 1950, que era essa a sua intenção. Quando não é. Em 1989, o governo português assinou a compra do TB-30 para substituir do Chipmunk, sobraram uns poucos que valeram a pena serem remotorizados, para complementar a instrução. i.e. Trem fixo bom para testar touch and go.

        B) Parece que afinal reconhece novamente o seu desconhecimento. Afinal ao contrário do que disse,o C130H não está proibido de voar em nenhum país, apenas limitado nos corredores que pode utilizar.
        Agora, tu quer mesmo atirar a pedra do "descaso do Governo com as FA's" ao telhado do vizinho? Não me parece que queira.

        C)Novamente, a oferta da Luftwaffe criou um problema bom. Eles deram 50 unidades do Alpha Jet. Não fazia sentido manter 50 aviões de treino de um tipo e 12 unidades de outro (há 16 anos em serviço), com características semelhantes. Penso que é fácil entender, mesmo para quem quer desmerecer.

        A FAP mantém-se nos mais altos padrões dos membros NATO/OTAN, obrigado pela preocupação.
        A elevação para o padrão F.16 MLU foi feito pela própria FAP, com os seus técnicos, e não por empresas privadas, o que demonstra o nível de conhecimentos interno da força.

          • Assim, como com as OGMA, a Lockheed Martin, a P&W, etc. Na medida em que são vários os fabricantes a fornecerem os vários componentes. E onde quer chegar com isso?.
            Os recentes F-16MLU da Roménia foram montados pela FAP com assistência das OGMA, o que demonstra as suas capacidades, ao nível dos melhores. Desiste, não vai conseguir desmerecer.