Dois caças F-16 voam em formação com suas pinturas Artic Flankers durante um voo em direção a Base Aérea de Eielson, no Alaska. (Foto: Staff Sgt. Eric T. Sheler / U.S. Air Force)
Dois caças F-16 voam em formação com suas pinturas Artic Flankers durante um voo em direção a Base Aérea de Eielson, no Alaska. (Foto: Staff Sgt. Eric T. Sheler / U.S. Air Force)

A Força Aérea dos EUA espera poder atualizar sua frota de caças Lockheed Martin F-16 Fighting Falcon “Aggressors”, para que os jatos possam melhor replicar os caças inimigos, informou o Comando de Combate Aéreo (ACC) do serviço.

“Até à data, em geral, considera-se que os caças “agressores” replicam abaixo do esperado as ameaças atuais”, disse o major Gary Barker, o gerente de treinamento realista e da área funcional de F-16s da divisão de operações de treinamento do ACC. “É muito difícil para os agressores oferecer a imagem de ameaças que pensamos enxergar nos atuais encontros de combate.”

Em um esforço para corrigir o problema, a esperança do ACC é para atualizar os mais antigos F-16 Block 30 e 32 usados ??pelos 18° e 64° Esquadrões Aggressor para a configuração de Atualização de Recursos do Sistema-8 (UCG-8), disse Barker. A UCG-8 vai permitir que a USAF possa incorporar um HMCS (helmet-mounted cueing system) e uma nova unidade de exibição central, que Barker descreve como tendo a funcionalidade semelhante a um iPad da Apple.

“Com isso, você pode simular mísseis WEZs [zonas de emprego de armas] e fornecer acuracidade mais precisa em tempo real, que pode ajudar a resolver a remoção e avaliação de armas em voo”, disse Barker.

Atualmente a USAF utiliza caças F-16 e F-15 nas tarefas de simulação de caças inimigos, ou agressores. (Foto: Master Sgt. Kevin J. Gruenwald / U.S. Air Force)
Atualmente a USAF utiliza caças F-16 e F-15 nas tarefas de simulação de caças inimigos, ou agressores. (Foto: Master Sgt. Kevin J. Gruenwald / U.S. Air Force)

Agora, quando um F-16 agressor está replicando um caça inimigo como um Sukhoi Su-30 Flanker, ele não tem um sistema de bordo para simular uma arma como o Vympel R-73 (NATO: AA-11 Archer). “Nós não temos uma arma IR [infravermelho] na aeronave que é semelhante a um Archer,” disse Barker. “Portanto, o piloto do F-16 usará referências visuais que ele memorizou para determinar quando o avião adversário está no alcance e dentro do ângulo visual apropriado.”

Usando a configuração atual, não há um sistema eletrônico que informe ao piloto agressor se ele está dentro dos parâmetros corretos para um tiro válido de míssil. Os tiros têm que ser revistos no solo para garantir que eles são válidos – mesmo se eles forem acionados em tempo real durante a surtida de treinamento. Mas o sistema atual não funciona bem. “Sem capacete – ou pelo menos um 9X CATM [Captive Air Training Missile] – os pilotos têm basicamente disparado armas com menor efeito contra a ameaça WEZ e que são altamente imprecisas”, disse um altamente experiente piloto da USAF: “Tão imprecisas que o feedback para o treinamento é inútil a maior parte do tempo.”

A adição do display central e do Joint Helmet-Mounted Cueing System deverá permitir que os pilotos agressores possam avaliar com mais precisão os seus disparos de mísseis em voo, disse Barker.

A USAF também está esperando a incorporação de pods com maior qualidade de treinamento para os agressores que proporcionam um melhor ataque eletrônico na replicação da ameaça, disse Barker. “Os aviões de caça avançados que estão lá fora, com suas armas e sua suíte de guerra eletrônica continuam sendo um problema em fazer isso com precisão”, disse ele.

O problema para a USAF está no financiando, especialmente nestes tempos fiscais difíceis. “Isso, o que eu falei anteriormente, é o plano”, disse Barker. “Garantir o financiamento para ser capaz de executar esse plano é um tópico separado. Nada está garantido no momento.”

Enquanto as aeronaves agressoras atuais, os F-16 e os F-15 estão bem adequadas para replicar as ameaças de caças de quarta geração como o Sukhoi Su-30MKK Flanker-G, eles provavelmente não vão ser capazes de fornecer uma apresentação realistas de futuras ameaças adversárias, como o chinês Chengdu J-20 e o Shenyang J-31 ou o Sukhoi russo PAK-FA. No entanto, não é um problema a USAF estar imediatamente preocupado com isso.

Caças F-35 poderão ser no futuro a única opção disponível para replicar com exatidão as novas aeronaves de quinta geração. (Foto: Lockheed Martin)
Caças F-35 poderão ser no futuro a única opção disponível para replicar com exatidão as novas aeronaves de quinta geração. (Foto: Lockheed Martin)

“Neste momento, pouco ainda se sabe sobre as capacidades e o cronograma operacional para as ameaças stealths adversárias”, disse Barker. “Portanto, não é apropriado para os agressores replicar as ameaças que não estão em operação ou perto de operar.”

Barker diz que não tem certeza de como a USAF vai resolver o problema da replicação de caças stealths inimigos de quinta geração. “Muito provavelmente isso será um problema”, disse ele. “Mas determinar o alcance desse problema, para avaliar o quanto de recursos que devemos colocar para replicá-los, isso simplesmente não existe ainda.”

No futuro, Barker diz que é provável que o treinamento realista para os caças Lockheed Martin F-22 e F-35 terá que ser fornecido em simuladores. Mas ainda deverá existir o treinamento real com variedade de níveis de dificuldade, que serão reajustados de forma significativa. “Nós ainda estamos trabalhando com o melhor equilíbrio entre os voos reais e eventos de treinamento simulado”, disse Barker.

Outra possibilidade é o treinamento construtivo virtual real onde os alvos geradas por computador são alimentados nos aviônicos da aeronave real, voando sobre áreas do mundo real. No entanto, Barker observa, que uma série amplas de questões de segurança e gestão do tráfego aéreo precisam ser resolvidas antes que tal sistema possa ser usado para treinamento operacional de rotina. “Devido a inúmeras razões de segurança de vôo, não é ainda um conceito maduro”, disse ele.

A única opção real para um futuro avião agressor real é, e provavelmente vai ser, o F-35. Mas usando o F-35 como um adversário pode ser problemático. “O F-35 seria capaz de replicar apenas poucos adversários”, disse Barker. “É muito difícil de replicar um avião não-furtivo com um avião furtivo, embora provavelmente não seria a única plataforma se alguma vez chegar a esse ponto.”

Fonte: Flightglobal – Tradução: Cavok

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1 COMENTÁRIO

  1. Enquanto isso aqui no bananão a gente quebra a cabeça para comprar 3 dúzias de caças de 4.5 G

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