A Força Aérea da Índia assinou o contrato com a Pilatus para compra de 75 aeronaves de treinamento PC-7 MkII. (Foto: Pilatus Aircraft)

A Pilatus Aircraft anunciou hoje que a Força Aérea da Índia fechou um contrato para adquirir uma frota de 75 aeronaves turboélices PC-7 MkII, juntamente com um sistema integrado de formação baseado no solo e um pacote de apoio logístico. O contrato está avaliado em mais de US$ 523 milhões.

O contrato também contém uma cláusula de opção para ampliar o presente contrato, dentro de três anos a partir da assinatura inicial, e a fabricante está otimista de que isso vai realmente ocorrer.

A Força Aérea da Índia junta-se a mais de 30 outros países que buscam modernizar sua linha de treinamento com o sistema mais moderno, capaz e rentável de formação de vôo básico atualmente disponível no mercado. A Força Aérea Indiana é a quarta maior força aérea do mundo, com cerca de 170.000 pessoas e 1.500 aeronaves operacionais em mais de 60 bases aéreas. Este contrato vai elevar a frota de treinadores turboélice Pilatus operacionais para mais de 900 em todo o mundo.

A entrega da aeronave e do sistema completo de formação está prevista para começar no quarto trimestre de 2012. A decisão de escolher o sistema de treinamento PC-7 MkII foi feita após uma avaliação minuciosa pela Força Aérea Indiana, que analisou todas as opções disponíveis: Airbus Military PZL-130 Orlik, Alenia Aermacchi M-311, Embraer EMB-314 Super Tucano, Grob G120TP, Korea Aerospace Industries (KAI) KT-1 e Raytheon T-6 Texan II. O processo foi demorado porque a KAI entrou com um protesto contra a seleção do modelo suíço, mas que acabou perdendo no final de abril.

A Pilatus Aircraft vê este contrato para a Força Aérea da Índia como um grande sucesso e acredita que vai incentivar outras forças a dar uma olhada na solução suíça de treinamento de pilotos.

Juntamente com este contrato será criada uma capacidade de manutenção de nível de depósito na Índia, que inclui a transferência de tecnologia necessária para a Hindustan Aeronautics Limited (HAL), permitindo que o país possa realizar a manutenção da plataforma ao longo de sua vida útil de mais de 30 anos. A Hindustan Aeronautics Limited (HAL) foi criado em 1940 com o Governo da Índia como principal acionista, com cerca de 35.000 funcionários com base em oito locais em toda a Índia.

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13 COMENTÁRIOS

  1. Deve ter festa na Pilatus, não é toda semana que se vende 55 PC-21 e 75 PC-7Mk2.

    • faz tempo que a Embraer não acerta um pedidão, será que perderam o jeitão da coisa ou os socios não gostam mais de dinheiro?

  2. A Embraer tem que investir na contratação urgente de um padre exorcista (Quevedo e Karras foram vetados)…

  3. Se a Embraer ainda fabricasse o T-27 Tucano, levava essa fácil!

  4. Está ai um motivo para o Brasil pensar duas vezes essa coisa de BRICs, a India deveria ter comprado os nossos ST, é assim que eles querem parceria? O mesmo ocorre com a Rússia, quer vender os SU 30 e 35 mas não quer abrir seu mercado para a EMBRAER, só quer comprar carne brasileira e ainda botando barreiras sanitárias, assim não dá, estão precisando levar um pé na bunda do Brasil.

      • Piada gaudéria, Francisco AMX? Tu e o Giordani RS insistem em não ligar o SAP… 😀

        • he he, explico, este P.B. é um "narrador" "horrível" que a RBS insiste em manter trabalhando… mas acaba criando um motivo para a gente aqui do sul rir bastante…

    • Que avião o Brasil venderia para instrução primária da Índia? Que eu saiba não tem nenhum, o T-27 já está fora de linha e o Novaer não passa de um projeto sem protótipo.

  5. Caro W.Strobel, a crítica que todos fazem aqui é sobre a Embraer não ter (mais) um produto a apresentar nessa categoria exigida pelos indianos. O fato de ela perder com o Super Tucano, que sabemos ser mais caro e tais, nem merece comentários…

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