Itália implanta Typhoons no Kuwait para substituir aeronaves AMX na luta contra o Daesh. (Foto: AMI)

No dia 26 de março, a Aeronautica Militare (Força Aérea Italiana) oficializou a Transferência de Autoridade (TOA) dos jatos AMX para os Eurofighters na Base Aérea de Ahmed Al Jaber, no Kuwait.

A cerimônia de entrega foi liderada pelo chefe do Estado-Maior da Aeronáutica, general Fernando Giancotti. Desde 2016, os jatos italianos operam desde a base do Kuwait sob a operação “Prima Parthica” para apoiar as forças armadas da Coalizão Internacional na luta contra o Daesh no Iraque.

“Esta cerimônia presta homenagem ao trabalho árduo e grande feito pelo pessoal italiano. O pessoal do Grupo de Trabalho Black Cats conduziu as operações muito bem em conjunto com colegas de toda a Força-Tarefa Aérea, oferecendo um esforço concreto à Coalizão Internacional para o segurança da área”, disse Giancotti.

As tarefas das aeronaves italianas continuam as mesmas: os quatro Typhoons F-2000A realizarão missões de reconhecimento e vigilância aérea para continuar a apoiar a Coalizão no monitoramento e controle do teatro de guerra do céu. A atividade dos Eurofighters, que pela primeira vez são implantados fora das fronteiras nacionais para esse tipo de tarefa, fortalecerá aqueles que estão conduzindo os UAV Predator e o reabastecedor KC-767A.

O Grupo de Trabalho Black Cats, reconstituído na base aérea de Al Jaber em junho de 2016, após o compromisso operacional no Afeganistão, operou em conjunto com as outras unidades da Coalizão, fornecendo uma contribuição decisiva para as operações – realizando 6.000 horas de voo e fornecendo cerca de 17.000 pontos de interesse graças ao Pod de Reconhecimento Reccelite do AMX. Este resultado confirma a grande capacidade do jato de ataque italiano, que desde 1999 tem sido amplamente envolvido em operações reais.

A implantação no Kuwait marca um novo compromisso internacional para os Eurofighters italianos. Durante os últimos 8 anos, participaram em várias missões no estrangeiro com as operações “Unified Protector” e operações de Policiamento Aéreo da OTAN na Lituânia, Estônia, Bulgária e Islândia.

Os Eurofighters poderão fornecer à coalizão imagens de alta resolução de alvos terrestres, de dia e de noite, graças ao pod Reccelite. As informações coletadas serão enviadas ao pessoal de terra em tempo real e, em seguida, serão analisadas pelas unidades de inteligência. O Eurofighter obteve a certificação para operar com o Reccelite em junho de 2015 após os testes bem sucedidos realizados pelo Reparto Sperimentale Volo – RSV (Unidade de Teste de Voo).

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6 COMENTÁRIOS

  1. A Itália chama seus Typhoons de F-2000, assim como a FAB chamou seus Mirage 2000. O Gripadinho, aqui, será F-39.

    Como seriam chamados outros concorrentes do F-X/FX-2, sabendo que os F-16 e F/A-18 não precisam de "ajuda"?

    O Su-35BR seria (que hilário) F-35? O Rafale C seria o F3, devido à designação de fábrica? E um distante MiG-29, seria F-29? 😀

  2. Esse exemplo mostra que os nossos AMX ainda são válidos com esses PODS, que a FAB inclusive os opera. E com a modernização seriam ainda mais capazes.

  3. Bacana a imagem do AMX sobre as nuvens. Eu admiro esse caça. Por outro lado, com os Typhoons as missões de reconhecimento e vigilância ganham infinitamente mais qualidade. Eu também achei curioso a nomenclatura de F-2000 dos Typhoons italianos, eu estava acostumado com a denominação de EF-2000.

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