Dois caças F-22 Raptor durante voo de treinamento sobre o Novo México. (Foto: U.S. Air Force)

O fracasso dos chamados caças de “quinta geração”, como o F-22 e F-35, para ser entregue no prazo e dentro do orçamento, está tendo efeitos em cascata em todo os EUA e nas forças aéreas aliadas, que vão desde mudanças fundamentais na Força Aérea dos EUA para formação dos pilotos de F-22 com aceleração das atualizações e em esforços de prolongamento da vida para os F-16.

O treinamento do F-22 sofreu “uma mudança dramática”, recentemente, de acordo com o major-general Larry Wells, comandante da Nona Força Aérea dos EUA. Wells agora lidera a maioria dos caças F-22 em serviço ativo na USAF, com a transferência, em outubro, dos F-22 da “escola” do Comando de Treinamento e Educação Aérea da Base Aérea Tyndall para a Nona Força Aérea.

Uma das grandes mudanças é no sentido de realizar o treinamento conjunto com os F-15, F-16 e outros ativos não-furtivos. Este é o reconhecimento do fato de que atrasando as entregas do F-35 e o pequeno número de caças F-22 – que a Força Aérea cortou a produção em 2009 por causa de seu alto custo e para ajudar a financiar o JSF – significará que o serviço não terá uma força aérea tática na maioria sendo stealth antes de 2030.

Treinamento de pilotos de F-22 em simuladores.

Os pilotos dos F-22s estão agora treinando para operar em “sensores em formação,” espalhados 10-15 nm de distância, e atuando como “guias” para os caças Boeing F-15C/D. “Costumávamos operar os F-22 numa distância de 4 a 5 milhas, e quando ficávamos sem armas, o inimigo continuava chegando”, disse Wells na conferência internacional de caças da IQ Defence neste mês.

Um desafio nesta tarefa é que os F-22 “falam muito bem somente entre eles”, diz Wells. O caça possui uma conexão de dados em voo que somente se comunica com outros caças F-22″, o que vai ser assim por um longo tempo antes que tenhamos a plena interoperabilidade.” Outra apresentação na conferência mostra que o F-22 será capaz de receber dados no Link 16 em 2014, quando for colocado em serviço a atualização Incremento 3.2A, e enviar dados no Link 16 (identificação, localização e dados de trajeto) em 2015, através de um sistema de gateway não especificado. Até então, o único meio de comunicação do F-22 para outros ativos é a comunicação rádio.

Embora os testes do F-35 tenham avançado bastante, os atrasos na entrega e o alto custo do programa tem feito a USAF mudar o planejamento futuro das outras aeronaves da ativa. (Foto: Lockheed Martin)

Em outra mudança na formação, disse Wells, os pilotos de F-22 enfrentam rotineiramente um bloqueio simulado e outros problemas. “No início, nós voamos com os sistemas todos acionados todo o tempo. Hoje, é o contrário. Todos os dias, algo não está disponível, pode ser comunicação, pode ser GPS. ”

No lado positivo, disse Wells, as capacidades do F-22 estão melhorando, assim como as normas de formação. “Estamos voando o F-22 como um F-15”, disse ele. Ao mesmo tempo, medidas estão sendo tomadas para preparar melhor os pilotos para o F-22. Novos pilotos vindo de  jatos de treinamento T-38 voam surtidas de alto desempenho liderando oito aeronaves F-16 antes de assumir o Raptor, porque, diz Wells, “nós aprendemos que os pilotos saindo do T-38 para o F- 22 não se saiu bem. Isso é algo que os países que compram o F-35 devem considerar. ”

Jatos T-38 Talon estão sendo usados para treinar os pilotos dos F-22. (Foto: Senior Airman Brian Ybarbo / U.S. Air Force)

A Força Aérea dos EUA também acrescentou jatos T-38 para todas as unidades de F-22 como aeronaves adversárias. “Se você voar jatos stealth contra stealth, você não vai simular os cenários mais prováveis”, aponta Wells. Alguns novos pilotos nos esquadrões de F-22 podem voar nos T-38 por até um ano. “É algo que você precisa considerar sendo um cliente do F-35”, acrescenta Wells. “Se você tem somente caças stealth na ativa, com o que você treina contra?”

Os F-22 estão atualmente voando no sudoeste da Ásia, disse Wells. “Há três coisas necessárias para empregar o F-22 em combate. O comandante combatente tem que ter uma necessidade para a aeronave, o provedor de força tem de ser capaz de tornar as aeronaves disponíveis, e o secretário de defesa precisa aprovar o uso. Isso ainda não aconteceu.”

A USAF deu início a um estudo para ampliar a capacidade operacional dos seus caças F-16.

Com a data da capacidade operacional inicial (IOC) do F-35 ainda indefinida, a Força Aérea dos EUA lançou o programa de Extensão Programada de Aviônicos de Combate (CAPES) para o F-16, com a Lockheed Martin como concorrente único. O projeto CAPES, que será aplicado em 350 caças F-16 que permanecerão em serviço até 2030, implica uma redução correspondente nas compras de F-35 da USAF antes dessa data, em relação ao programa original.

O CAPES está atraindo a atenção de clientes de exportação, incluindo a Polônia. “Os atrasos do JSF são muito promissores porque pressiononam os EUA para iniciar um programa robusto de atualização dos F-16”, disse o coronel (aposentado) Tadeusz Pieciukiewicz, diretor do escritório de projeto F-16 da Polônia, durante a conferência. A Polônia tem 48 dos modernos e avançados caças F-16 Block 52 e quer tirar proveito das melhorias do CAPES, tais como um radar de matriz de varredura eletrônica ativa (AESA) e melhorados displays no cockpit.

A Polônia é uma das nações interessadas na atualização CAPES para os seus F-16 Block 52.

O programa CAPES foi objeto de uma importante mudança recentemente, de acordo com executivos presentes na conferência. A Força Aérea delegou uma decisão crucial para a Lockheed Martin: a escolha entre o Avançado Radar de Combate da Raytheon e o radar Scalable Agile Beam da Northrop. A solicitação de propostas é esperada em breve, com uma decisão antes do terceiro trimestre de 2013.

A mudança não agradou a Raytheon. A Northrop Grumman forneceu cada radar dos F-16, bem como os radares nos F-22 e F-35, e que agora está sendo colocada de lado. As motivações da Força Aérea não são claras. Alguns observadores dizem que isso pode ser uma tentativa de selecionar um fonte de alto valor “à prova de protesto” para o mercado total de atualização dos F-16, algo estimado em mais de 1.000 radares, considerada a última oportunidade desse tamanho à vista, ou simplesmente um reconhecimento de que ninguém do lado do governo dos EUA é experiente o suficiente para fazer essa escolha.

Entretanto, a Administração de Aquisição de Programas de Defesa da Coréia do Sul (DAPA), que escolheu a BAE Systems para liderar seu próprio programa de atualização de F-16 em julho, planeja escolher um radar AESA, possivelmente antes de fim de ano. A Coreia do Sul está sendo forçada a retardar a sua escolha e seguir o exemplo dos EUA, dizem fontes.

A Coreia do Sul escolheu a BAE Systems para atualizar seus KF-16.

A BAE Systems ganhou o negócio coreano com uma vantagem de preço substancial sobre a Lockheed Martin e agora está conversando com várias nações que demonstraram interesse em participar do programa CAPES. Assim como na Polônia, há um interesse ativo nas atualizações de F-16 em Cingapura, Portugal e Grécia.

No entanto, não existe uma linha de financiamento clara dentro do orçamento da Força Aérea dos EUA para o esforço, além dos estágios iniciais do projeto, o plano é formar um consórcio com os parceiros internacionais que compartilham o custo. Outra questão é em que medida o CAPES será uma solução única que vai resolver tudo, e como isso vai engrenar com as exigências locais. Por exemplo, alguns operadores de F-16, requerem um sistema de guerra electrônica ativa (não faz parte da linha de base do CAPES, que inclui apenas o sistema de gestãoALQ-213 da Terma) e outros não.

Fonte: Aviation Week / Bill Sweetman – Tradução: Cavok

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Desde já meu muito obrigado.

Fernando Valduga

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36 COMENTÁRIOS

  1. Chamar de fracasso é sacanagem né, convidem o Bill Sweetman pra conhecer a fab ahahahaha

    Quanto ao F16, o falcon é o "forevis-5" do mundo atual…

    • Do jeito que vai, logo a Usaf estará pegando de volta aqueles F16 no deserto de Nevada, reformando e recolocando na ativa…
      Aí eles poderão contar com o apoio especializado da Fab para reconstituição de patrimônios históricos…

  2. Quiseram parar a produção do F-22? Agora se virem. 🙂

    *O uso do F-22 como estações de controle para os F-15 já era conhecido, a famosa parceria Caracu.
    *Operadores do F-16 estão felizes com esse atraso no F-35….

    No mais, interessante a afirmação de que pilotos vindos dos T-38 não se dão bem no F-22…. me parece meio óbvio mas…. hehhehehe. Imaginem um piloto da FAB saindo do Super Tucano e indo direto para o F-35. Oo

    []'s

    • Vai acontecer na FAB de qualquer jeito, o salto do Super Tucano para o Super Hornet ou para o Rafale é quase tão difícil quanto do T-38 para o F-22 ou F-35…
      Seja qual for a aeronave vencedora do FX-2…

  3. Bom, eu acho que o artigo fala sobre coisas que seriam previsíveis sob o ponto de vista da introdução de um equipamento que opera de forma muito diferente do padrão anterior. Mas há conclusões bem interessantes sob meu ponto de vista:

    1 – Os procedimentos adotados no treinamento dos pilotos refletem tanto a dificuldade de operar novas técnologias quanto a influência da crise econômica, que não afeta só o desenvolvimento e produção de F 22 e F 35. São, aparentemente, muito caros de operar/manter e seus potenciais clientes não tem dinheiro pra isso, e nem terão nos próximos 10 anos;

    2 – O F 16 vai se tornar o MIG 21 do ocidente na próxima década. Vão modernizá-o até não poder mais, o que não depõe contra a aeronave, só mostra que o cobertor está curto para seus operadores. Não será surpresa se, na próxima década, os países mais pobres entre os operadores de F16 começarem a apresentar "sintomas" de problemas de manutenção como acidentes ou diminuição de voos do equipamento;

    3 – Eu pensava que os F 16 usados, desativados pelos EUA e oferecidos no mercado internacional, eram o grande problema para a adoção em maior escala de Rafale, Typhon e Gripen, com destaque para o primeiro. Como, aparentemente, vão esticar a vida útil do F 16 internamente, abre-se a possibilidade, principalmente ao Gripen, de se apresentarem como aternativa economicamente viável para forças aéreas de países menores. E claro, o Rafale e o Typhon vão ter de mehorar os preços;

    4 – Em 2030 a Rússia, segundo previsões, também estará com o PAK-FA completamente operacional, apesar de em menor escala. Isto significa que o gap operacional frente a F 22 e F 35 será menor do que agumas previsões atuais, se é que existirá, o que mexe de forma importante na geopolítica internacional. Se a Rússia conseguir equacionar/resolver questões referentes a suporte de seus produtos, tavez tenhamos um cenário de paridade tecnológica na aviação de caça bastante interessante;

    5 – A foto em que aparecem F 22 ao lado do T 38 nos dá uma boa idéia do tamanho do avião americano. E ele é bem grandinho. Fico pensando agora em várias observações que li pela internet aonde afirmaram que o PAK-FA teria o RCS de um planeta só por conta do tamanho. Essa semana apareceram reportagens sobre as condições especiais da tinta usada no avião como seu principal componente stealth, e não vi nenhuma crítica desfavorável. Então é bem razoável acreditar que os russos já dominem essa técnologia, que não é nova, ou nos "milagres" que eles anunciam usando plasma no revestimento dos aviões;

    Estou desconsiderando a China nesse cenário pois ela, ainda, não apresenta desenvolvimento orgânico significativo nesse jogo de forma a ser um "determinador" de procedimentos. Por enquanto.

    Era isso. Abs

    • RobertoCR,

      Na verdade, o F-16 já pode ser considerado o Mig-21 do ocidente…Salvo engano, sua produção já ultrapassou os 4500 exemplares…

  4. KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK !!!!!!!!!!!!!!!!

    E MAIS KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK !!!!!!!!!!!!!!

    eu faleeeeiiii, eu disse, eu disse, mas nããão, o vader e a turminha dele me massacraram…

    E AGORA ???

    TUDO ESTÁ CORRENDO EXATAMENTE CONFORME EU PREVI… AH AH AH AH AH !!!

    • falou o que? pelo que li na noticia os problemas continuam sendo os atrasos nas entregas, nada que todo mundo já nao soubesse que iria ocorrer, assim como aconteceu com o pak fa indiano e sei que vai acontecer com o pak fa russo, que pelo jeito nao fica pronto antes de 2020 e mal 5G vai ser, pois vai vir com motor reciclado e provavelmente sem recheio, ou seja vai ficar pronto só pra lá de 2020, os 5G chineses tambem vao demorar pra entrarem em operaçao, isso se nao forem demonstradores, e apesar dos atrazos os EUA nao tem intenção de reduzirem as encomendas do F35:
      http://www.flightglobal.com/news/articles/usaf-st

      “The US Air Force's top civilian leader says that the service will not be backing away from its requirement to buy 1,763 Lockheed Martin F-35 Joint Strike Fighters anytime soon.´´

  5. Vamos lá Symon, JPC, Afonso, Blackwidow…e Vader, é claro…

    Onde estão os 700 F 22 e os 1300 F 35 em 2015 que vcs tanto falaram ??

    Onde está a USAF 100% stealth ??

    Ora, reciclando avioes de 4ª geração ? Os norte americanos ? os deuses encarnados ? os perfeitos ?? os democraticos e avançados norte americanos, reciclando avioes de 20 anos ??????

    nãããoo, estou chocado…

    Como pdoem os deuses infaliveis falharem em algoo ???

    meu mundo desabou, senhores, nao tenho mais motivos para viver…

    KKKKKKKKKKKKKKKKK !!!!

    • E vc mãe dina, que adora a russia mas vive no BRASIL, anote ai: quando a russia estiver quase colocando o seu suposto 5 geração em funcionamento em 2030, USAmericanus estarão jah voando o Sexta Geração.. rsrs

    • "Onde estão os 700 F 22 e os 1300 F 35 em 2015 que vcs tanto falaram ??"____
      Quem disse isso? Quem sabe você para com essa briguinha infantil e começa a contribuir com alguma coisa! Ninggém acha graça nessa sua trolagem.

      • Vcs disseram isso.

        A sua classificação para meus comentarios é irrelevante…

        O problema é que vc toda vez que ve uma noticia anti-usa fica de nhe nhe nhé.

        Foram vcs quem fizeram essa trolagem de 1300 F35 em 2015 e ofenderam a todos que discordavam…

        E se eu acrescento algo ou não, nao cabe a vc avaliar…

    • kkkkkkkkkkkkkkk

      Wagner_FSB, até que vc pegou leve com a galera.

      Teve um em outro post que disse que sentia inveja até de coca-cola e big mac por serem dos EUA.

  6. Ninguém disse que ia ser fácil migrar da 4ª para a 5ª geração. Inicialmente cabe lembrar que esta última tem um pecado original visto ter sido concebida para o cenário da guerra fria. Uma vez mudando o cenário as coisas invariavelmente também mudaram., E cabe também ressaltar alguns erros do próprio contratante. Caso o JSF tivesse se mantido inicialmente como um avião austero onde os melhoramentos fosse adicionados depois não teria metade dos problemas de desenvolvimento e de orçamento que possui como talvez já tivesse entrado em serviço. Basta comparar com o que a USN fez com o Super Hornet, que entrou em serviço com muitos dos aviônicos dos legacy hornets mas que sucessivamente foi incorporando os melhoramentos já planejados.

    De toda sorte, imaginar que russos e chineses não vão experimentar os mesmos problemas que os americanos ou é ingenuidade ou desonestidade intelectual assim como acreditar que caças de 4.5 gerac'~ao possam ser superiores aos aparelhos de quinta geração

      • Virando salada de frutas ou não Broe o fato é que o desenvolvimento do SH seguiu sem problemas e os custos do mesmo sempre se mantiveram baixos. E isso incorporando com o tempo sistemas como o APG-79

    • Comentário perfeito, sem aquele blablabla paranóico.

      No mais, só acho que o F-22 deveria voltar para a linha de montagem para atender a USAF, devidamente atualizado com as novas tecnologias…

      [ ]

    • VOCÊ DISSE e várias vezes que era CERTO e os EUA eram o tal e o F-22 era super e o F-35 muito melhor em eletrônica e etc, etc e etc….

      Mas este post como diria o Pedro Ernesto Denardin …

      É DEEEEMAAAISSSSS…. (piada gaúcha)…

      • Como de costume você não entende, ou se faz de desentendido Giba. Eu não questiono a 5ª geração afinal a mesma veio para ficar. Retroceder, que é o que você sempre sugere, não é uma opção a menos que você queira ver sua força aérea ser dizimada. O que eu defendo é que o desenvolvimento dos caças deveria ser em separado das armas e sensores, embora já existindo neles a previsão de integração dos sistemas pretendidos ou seja, desvincular custos de plataforma com custos de sistema.

    • Não Tirelless, elea nao vao, pq a Russia nunca pretendeu substituir até os Manstay ou os Tu 160 por caças de 5ª geração, ESSE É O ERRO FUNDAMENTAL NORTE AMERICANO, QUE A REPORTAGEM ACIMA DEIXA BEM CLARO.

      NÃO É A CARACTERISTICA STEALTH EM SI QUE ESTÁ SENDO QUESTIONADA, É A SUA EXCLUSIVIDADE.

      COISA QUE RUSSIA E CHINA JAMAIS FARÃO, JÁ QUEM NÃO ESTÃO SOB O LOBBY INDUSTRIAL QUE A USAF ESTÁ…

  7. Acho que a história é mais ou menos assim…
    Lá nos anos 90, a URSS faliu… nessas alturas os EUA estavam com os bolsos cheios e pensaram…
    Agora sem adversário a altura, vamos dominar a todos com um caça invencível, invisível, que poderá destruir qq adversário em qq lugar do mundo… eis que surge o F22!
    Mas o tempo foi passando, o mundo foi mudando, os bolsos americanos se esvaziando, os aviões antigos foram ficando velhos sem reposição a altura, os pontos fracos aparecendo, e nada do F22 mostrar ao que veio, … a vergonha só não foi maior por que uma tal de UsNavy preferiu o obsoleto tijolão SH…

    Moral da história, "quem tudo quer, tudo p…"

    • "nada do F22 mostrar ao que veio"

      O único jeito do F-22 mostrar a que veio é havendo uma guerra, por enquanto o m´ximo que ele faz é esmagar os caças de caças de 4.5G nos exercícios.

      E como você não sabe a um dos motivos para a USnavy ter preferido o F-18 é pq suas necessecidades eram totalmente diferentes da USAF. E por mais que você não goste, o SH tem cumprido suas missões com execelência e a marinha americana estámuito satisfeita com ele.

      • É o que o Raptor costuma nos exercícios: esmagar os aparelhos de 4.5 geração. Aí vez por outra alguém apela e fico colocando fotinha mequetrefe na net para tentar justificar preços dignos de quinta geração.

      • Olá JPC3,
        Qdo me referi ao "obsoleto SH" fiz uma ironia dele em relação ao F22; pois o SH é um Sr. Caça tanto para uso naval como para as FAs.

        O F22 esmaga seus adversários em simuladores, videogames, filmes e no cambates aéreos do canal History, na vida real não se tem noticia que tenha abatido nenhum teco-teco inimigo…

        Caso os chineses espalhassem pelo mundo videos com efeitos especiais, divulgando as capacidades mágicas de seus 5G (que pra mim são só fachada) estariam ao mesmo nível de marketing do F22 e com os mesmos resultados em campo de batalha ou seja zero….

        Enquanto não colocarem o F22 em batalha, mesmo contra adversários inferiores, este será sempre duramente questionado…

        Abç.

    • Edson,

      O Raptor começou a ser pensado na década de 80, com a guerra fria a plena carga e as entregas de F-15 a pleno… A idéia era um caça para dominação aérea, para proteger a Europa e o Pacífico dos avançados caças que estavam entrando em serviço na então União Soviética. Em outras palavras, o propósito era ficar um passo a frente do adversário em termos de tecnologia e desenho. Esse era o desejo na época.

      Contudo, o que ocorreu é que os cenários anteriormente previstos, ou não mais existem, ou se degeneraram em modalidades assimétricas de se fazer guerra. Num ambiente assim, o Raptor, nascido para se opor a formas "convêncionais" de guerrear, perdeu parte da razão de ser… Não se espera no futuro previsível um embate direto entre grandes potências, e logo não há motivo para haverem tantas aeronaves de quinta geração operacionais; o custo de tantos exemplares se torna injustificável perante a inexistência de ameaças. Os principais debates nos EUA são basicamente acerca disso… Por isso os atrasos… Quanto ao F-22, ele foi concebido para a superioridade aérea como função primária, e isso ele faz muito bem desde que entrou em serviço…

      E quanto a USN, ela optou pelo F-18E/F basicamente porque o custo do Avenger ( uma aeronave stealth para a USN ) se mostraria inviável, sendo que o F-35C seria mais econônico a longo prazo. Como o F-35 ( em teoria ) demoraria mais que o Avenger de uma forma ou de outra, optou-se pelo "plano B", na forma do Super Hornet…

      • Perfeito RR… o cenário onde o F22 se encaixaria não mais existe… os americanos não preveram isso a tempo, e hoje tem nas mãos o equivalente a uma Ferrari para rodar em estradas de terra…
        Ironicamente um Super Tucano tem atualmente aplicação prática muito maior que qq caça 5G…
        O mesmo se aplica aos 4 e 4,5G como o SH…

        Abç.

        • Edson,

          De fato…

          A maioria dos cenários hoje não pedem por mais que aeronaves de quarta geração. Contudo, a quinta geração tem sim sua importância, principalmente como fator de dissuasão perante outros países. Esse, atualmente, é a razão de ser da quinta geração…

          • RR,
            Dissuasão… também pensava em tal justificativa para o F22…
            Mas para um pais como os EEUU, com grande arsenal nuclear, PAs e frotas navais incomparáveis, Subs Nucleares aramados até os dentes, …
            Será que é preciso algo mais para dissuadir qq nação inimiga no mundo de hj?

            No ambiente atual e num futuro previsível, as guerras tendem a ser cada vez mais assimétricas…onde F22, F35, Pak Fa, J20 e cia, são inúteis…

            As guerras entre nações hj são comerciais… o mundo esta ficando cada vez mais civil e menos militar…

            Ou será que uma nação poderá ameaçar bombardear alguma outra se esta não comprar seus produtos?

  8. 1) NOVA definição de rainha do Hangar:

    Em outra mudança na formação, disse Wells, os pilotos de F-22 enfrentam ROTINEIRAMENTE um bloqueio simulado e outros problemas. “No início, nós voamos com os sistemas todos acionados todo o tempo. Hoje, é o contrário. Todos os dias, algo não está disponível, pode ser comunicação, pode ser GPS. ”

    2) Eu sempre falei que o problema dos F-22 seria a VOLTA sem suas armas na configuração de missão stealth e pior ainda hipoteticamente para o F-35 que não tem grande superioridade de velocidade. Qual minha surpresa ao ler ISSO:

    “Costumávamos operar os F-22 numa distância de 4 a 5 milhas, e quando ficávamos sem armas, o inimigo continuava chegando”, disse Wells na conferência internacional de caças da IQ Defence neste mês.

    Meu camarada isso é na IDA da missão se houver oposição substantiva, não admira-se da decisão de suspensão da produção do F-22 a partir apenas desta ÚNICA análise tática de simulação e adestramento cotejada com o custo operacional da aeronave para QUALQUER gerente militar SÉRIO e com compromisso com a VERDADE…

    3) IMPRESSIONANTE o grau de subserviência da USAF a Lockheed Martin um típico caso do RABO que balança o cachorro… A empresa faz uma bulshit monumental com o JSF e é PREMIADA com um CAPES para 1000 F-16 !!!! com o REQUINTE de excluir a pobre da Northtrop deixando a RAPOSA (LM) ter a decisão (que certamente ela vai levar algum da Raytheon para decidir ao seu favor);

    4) os problemas de conversão de pilotos, "treinamento contra o que" aos que eventualmente se atirem na aventura de uma força 100% 5ª geração (como na Dinamarca) E MAIS os problemas levantados pelos militares americanos na operação das formações 100% 5ª geração REFORÇAM minha idéia que a tecnologia atual de armamento aeronáutico não possibilita a superioridade SUFICIENTE da concepção atual dos caças de 5ª geração sobre os da geração anterior. MANTENHO minha idéia que SOMENTE quando as aeronaves de caça disponham de uma arma de alta energia embarcada que possa disparar num número de vezes impossível de contrabalançar com armas convencionais (mesmo com um raio inferior de efetividade) este design poderá se IMPOR como ABSOLUTO.

    O primeiro caça STEALTH realmente com chances de mudar a história da aviação militar terá uma arma de alta energia principal de ataque de alcance visual e uma secundária de defesa capaz de neutralizar um enorme número de mísseis convencionais BVR que se oponha e procurará o o DOGFIGHT com as aeronaves inimigas no alcance visual com sua arma de energia de ataque "IN THE OLD FASHIONED WAY"….

    Uma arma de energia é um sistema com munição "infinita" ou virtualmente ilimitada em comparação com os armamentos atuais, isso alteraria SUBSTANTIVAMENTE as possibilidades de uso militar da aeronave (principalmente se a opção de REVO estiver disponível e SE IGUALMENTE for possível desenvolver um sistema de armas de alta energia com base numa fonte química líquida que TAMBÉM possibilitaria o REARVO (REabastecimento de Armamento em VOo) e assim sim varrer dos aeres TODAS as aeronaves com somente armamento com a nossa tecnologia atual…

    Sci-Fi 1.1

    • giltiger….

      Debatendo alguns de seus pontos…

      Segundo a matéria, os pilotos "enfrentam rotineiramente um bloqueio SIMULADO e outros problemas", o que certamente é parte de uma rotina de treinamento, e que antes não era feito… Ademais, não haveria lógia em manter uma aeronave sofisticada como essa voando sem GPS ou comunicações, sistemas cujos problemas são, em tese, simples e não muito custosos de serem resolvidos…

      Uma coisa é o inimigo aproximar-se. Outra é localizar o que está a sua frente com o radar. Só porque o inimigo se aproxima, não quer dizer que ele está acoplado no alvo… O F-22 pode levar 6 mísseis AIM-120 em suas baías internas. Atuando em conjunto com outros Raptores ( um F-22 jamais estará sózinho, sendo acompanhado por outros Raptores ), esse poder de fogo é mais que suficiente para destroçar ou fazer debandar uma formação de combate. Afinal de contas, o míssil não precisa acertar para causar pânico em uma formação de aeronaves, sendo sua presença o suficiente para desencadear a situação necessária para abortar um ataque ou fazer retornar uma patrulha.

      Atirar sem ser localizado ( ou garantir que não será localizado até o momento do ataque ) é o principal argumento para a tecnologia stealth. As tantas missões realizadas com sucesso pelos F-117 ( com uma única perda ) provam que o conceito funciona… Um stealth não atacará a baixa altura; não se arriscará a entrar no alcance de armamento de cano. Ele o fará com armamento de precisão e a distância segura de seus alvos. No que diz respeito a combates aéreos, o stealth aproveitará a sua vantagem em RCS para aproximar-se na menor distância segura possível para lançar seu armamento, evitando a todo o custo o combate a curta distância. E como disse acima, basta um míssil lançado para quebrar uma formação inimiga e encerrar a missão do atacante. Quem lançar primeiro, vence… Simples assim… E a tendência é o stealth lançar primeiro sempre…

      Os treinamentos com aeronaves de geração anterior são basicamente para simular cenários mais próximos da realidade, uma vez que não se espera que na maioria dos improváveis conflitos convencionais que venham a ocorrer os Raptores se desempenhem contra aeronaves stealth.

      Por fim, o uso do laser somente seria praticável com um sistema de geração de energia poderoso e que caiba no caça. Há também outro fator que é a precisão dos sistemas de detecção… Mesmo que se faça um laser que consiga fraturar alvos além do alcance visual, de nada ira adiantar se não houver um sistema que aponte com verdadeira precisão…

  9. NÃO É A VANTAGEM DO STEALTH QUE ESTÁ SENDO QUESTIONADA.

    É tentativa de dar exclusividade a ela em detrimento de tudo o mais, na Usaf.

    É a exclusividade, o lobby nojento e a propaganda da lockeed e dos AMERICANOFILOS DE PLANTAO QUE ESTÁ SENDO QUESTIONADA.

    • "É tentativa de dar exclusividade a ela em detrimento de tudo o mais, na Usaf"

      Mesmo sem o stealth o Raptor continua muito superior ao flanker, com melhor radar, ECM, supercruise e capacidade de manobra supewrsônica em grande altitude. Só para você os EUA contam apenas com Stealth.
      O F-35 vai pelo mesmo caminho, segundo os genarais russos o lightning possui eletrônica muito superrior aos flankers e possívelmente o pak, além de possuir melhores mísseis. S e você estudasse um pouco veria que não foi o dogfight que venceu a segunda guerra.
      No fundo todas essas críticas impensadas não passam de inveja dos americanos, acho que você queria ser mas não pode.

      • Não é não, o Flanker é muito mais manobravel.

        Não existe dados ou estatisticas que digam que o Flanker manobra menos que o Raptor, isso é pura torcida americanofila sua.

  10. KKKKKKKKKKKKKKKK !!

    meu filho, eu tenho o maior orgulho do mundo em não TER NADA A VER com os norte-americanos…

    Só tem uma coisa que eu invejo neles : a rapida taxa de produção de aeronaves…

    E nem venha com essa : Todo mundo dizia anos atras que os dois 5ª geração ( mais o b2) iriam jogar fora todos os F 15, F 16, F 18 e A10… Essa era a ideia. E teve cara falando que F 35 seria ate melhor que F 22 e ate mesmo substituiria os Sentry…

    O proprio relatorio disse isso… se vc lesse melhor, entenderia meu ponto.

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