As aeronaves Atlantiques ALT2 MPA da Marinha Francesa estão sendo modernizadas e voarão pelo menos até 2030.

A Alemanha e a França querem desenvolver juntas uma nova aeronave de patrulha marítima (MPA), e a ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, e sua contraparte francesa, Florence Parly, planejam assinar uma carta de intenções no dia 27 de abril, durante o ILA Airshow, show aéreo de Berlim.

O “Sistema de Guerra Aérea Marítima” – o título provisório do programa de desenvolvimento pretendido – substituirá as aeronaves P-3C Orion e o Breguet Atlantique 2, que respectivamente estão atualmente em serviço com a Marinha Alemã e a Marine Nationale. O modelo de sucessor conjunto deve estar disponível no momento em que ambos os tipos de aeronaves forem retiradas de operação, provavelmente na década de 2030.

O Conselho de Defesa e Segurança Franco-Alemão já havia decidido em Paris, em 13 de julho de 2017, buscar uma “solução europeia” para renovar as capacidades de inteligência naval e marítima das marinhas alemã e francesa, e em 2018 concordou em elaborar um roteiro de atividades comum. Parte do planejamento será que ambos os lados coordenem seus requisitos de capacidade para definir um possível modelo comum.

A Alemanha comprou aeronaves P-3C Orion da Holanda, mas busca uma nova aeronave para tarefa de patrulha marítima.

Oito aviões P-3C Orion foram encomendados em 2006 pela Marinha alemã. O Orion com quatro motores tem um alcance operacional de cerca de 2.500 quilômetros. Sua principal tarefa é o monitoramento de grandes áreas marítimas – acima e abaixo da superfície da água. Para agir contra submarinos, por exemplo, a maior aeronave de combate da Bundeswehr pode transportar até oito torpedos.

A França opera 23 aeronaves Atlantique 2s com idade média de 23,8 anos. A Dassault está atualmente atualizando a frota com novos sistemas e sensores sob um projeto em execução até 2023, que deve manter as aeronaves voando até 2030.

A Marinha Alemã operou originalmente o mesmo avião de patrulha marítima Atlantik que a Marinha Francesa, mas a Alemanha comprou os oito P-3C CUP da Força Aérea Holandesa, que decidiu retirá-los para economizar dinheiro.

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8 COMENTÁRIOS

  1. Atlantique parte 3, a volta dos que não foram….rs!

    Vão certamente tentar a ressurreição do A-320 MPA

    • Certamente e, para teu desgosto, conseguirão. rsrsrs

      Falando sério, é o que irá acontecer. E não estão errados disso. Fazendo um paralelo, seria o mesmo o que fez os EUA com o P-8, se tem uma plataforma e tecnologia própria para substituir um aparelho anterior, que também era local, não faz sentido ficar sentado e comprar no estrangeiro. O mercado de aviação militar não possui a mesma lógica (linha por linha) da aviação comercial.

      • Acho que vai ser sobre a plataforma do A-321 LR, a maior autonomia vem a calhar num projeto desses

  2. Com os franceses?? Só vendo pra acreditar.
    Não é de hoje que a França entra e logo depois sai de projetos de defesa europeus.
    Eles preferem priorizar sua própria indústria de defesa.

    • Tu deve está se referindo ao Eurofighter, entretanto, outros projetos pan-europeus a França está inserida, o que não falta é exemplo (NH90, A400M, ARIANE, METEOR, nEUROn, etc, etc, etc.)

  3. A plataforma já existe: Airbus A320. Agora, tem que rechear, e as duas nações tem condições para isso.

  4. Nessa mesma lógica de 737 e A320(e família) convertidos para MPA, a Embraer deve seguir na linha de raciocínio com os E2, o 195 de preferência.

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