As 63 aeronaves Mirage F1 ex-Força Aérea da França seguirão para empresa ATAC dos EUA.

A França decidiu vender 63 jatos Mirage F1 para empresa ATAC que fornece treinamento de combate aéreo para Força Aérea dos EUA. O volume total esperado do negócio deve passar dos 300 milhões de euros, incluindo serviços de manutenção e modernização.

Os militares dos EUA em breve voarão seus novos caças F-35 contra os antigos Mirage F1 franceses. O ministro das Forças Armadas da França, Florence Parly deve concluir esta semana a venda dos 63 Mirage F1 para a sociedade Airborne Tactical Advantage Company (ATAC), uma subsidiária do grupo Textron. As aeronaves (células e motores ATAR Safran) serão vendidas por um valor de 21 milhões de euros, sem os serviços adicionais.

Estes caças, um elo fundamental nas operações nos Balcãs e na Líbia, agora vão desempenhar um papel de adversário durante o treinamento de pilotos americanos da Força Aérea dos EUA. Uma segunda vida para estes dispositivos era de oxidar em hangares da base de Châteaudun (Eure-et-Loir), uma vez que foram removidos do serviço em 2014.

A empresa ATAC já opera com jatos IAI Kfir e Hawker Hunter.

A ATAC estava em concorrência com outra companhia americana servindo a USAF, a empresa Draken International. Enquanto os EUA lançam um mega-competição para o fornecimento de 37.000 horas de voo por ano durante dez anos para a formação de seus militares, com as empresas americanas tentando adquirir todas as aeronaves possíveis no mercado internacional. A ATAC e a Dassault compraram esses lutadores, que esperam oferecer de 5 a 9 mil horas de voo por ano para vender a Força Aérea dos EUA. Isto corresponde a recolocar em voo de 30 a 45 jatos dos 63 adquiridos.

Para a França, esta manobra deve representar um volume de negócios de cerca de 300 milhões de euros. Os 63 Mirages serão enviados primeiro para a Bélgica, em Sabca, uma subsidiária da Dassault Aviation, para revisão e modernização antes de serem enviados ao exterior. O contrato prevê que todas as operações de reparação, de manutenção e modernização do sistema eletrônico será fornecido pela indústria francesa durante os 10 a 15 anos de operação planejada.

Um caça Mirage F1 francês durante um exercício Green Flag realizado na Base Aérea de Nellis. (Foto: U.S. Air Force / Chief Master Sgt. Gary Emery)

“Esta venda permite colocar de volta mais de 15 anos de vida adicionais aos dispositivos, assegurando que a gestão logística de 6 milhões de peças de reposição e manutenção permaneçam na França. Isso permite tenhamos mais investimento para os militares franceses como geração de novos empregos”, disse Pierre Duval, da Demeteris, a representação da ATAC que coordena a solução industrial e execução da negociação. O contrato começa no dia 16 de agosto, até um primeiro voo nos céus americanos em 2018. Até então, os Mirage terão todos equipamentos com tecnologia confidencial francesa removidos.


Fonte: Les Echos

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25 COMENTÁRIOS

  1. Uma empresa, e já tem mais poder de ataque que as forças aéreas do Brasil, Argentina, Uruguai, Paraguai, Bolivia, Equador, Suriname e Colômbia combinadas.

  2. Terceirizacao com servicos contratados no exterior. Socialistas piram.

  3. Vamos fazer um simples raciocínio.
    Creio que na conversão, essa compra chegue a 1bi de reais, 63 do melhor mirage feito junto de um programa de manutenção. Por mais 3 bi, uns 22 caças F15 ou F16 Block 60 , tudo isso pelo valor pago pelos Gripen br e a ToT idiota de "Metrópole para Colônia"…

    Cara, essa fab da um gasto, fecha e contrata a ATAC KKKK

    ps* Fiquei curioso pra saber como é a legislação americana para que essa empresa opere, não é a toa que são anos-luz a frente do terceiro mundo (nós). Quer voar num caça e realizar seu sonho? Em Las Vegas tem empresa disso, emfim, que baita diferença para nós, aqui pra você ter direito a ter um revólver .38, tem que provar que está sendo perseguido pelos Greys e pagar o valor de um fuzil.

    • Se quiser complicar, coloque na conta da economia as despesas de pessoal, os parques de manutenção e a estrutura administrativa.

      Acho que o melhor custo-benefício hoje é o leasing de aeronaves.

      • Eu também acho o leasing o melhor pra fab, se a intenção é brinca de defesa e diga-se de passagem uma brincadeira cara, então vai de leasing.

  4. Brincadeiras à parte, neste post podemos ver o quanto nossa força aérea é fraca. Um país como o nosso deveria ter quantidades no mínimo 3 vezes maiores de aeronaves. Nossa frota de caças é minúscula, a Frota de transporte é insuficiente e a de patrulha marítima é insignificante. Nossas forças armadas precisam de um líder que entenda que elas precisam ser aumentadas. O país precisa entender isso.

    • Verdade! Mas as Forças Armadas, diferentemente do Senado e do Congresso, não fazem leis em causa própria. Até para aumentar o efetivo de Oficiais temporários depende de assinaturas de Brasília. Assim como depende de verba federal para compra de equipamentos, munições etc. Mas que temos Forças Armadas pequenas para nosso país é muito verdade!

    • "Nossas forças armadas precisam de um líder que entenda que elas precisam ser aumentadas.."
      Exatamente. Ano que vem vamos coloca-lo lá…

    • Não precisa ser aumentada cara, pelo contrário a fab e marinha tem efetivo obeso e desnecessário, nossas forças precisam sim é de vergonha na cara e um projeto de gestão.

  5. Enganam o povo dizendo que temos força aérea, enganam o povo dizendo que possuímos uma marinha de guerra. A única força que, apesar de todas as mazelas, não está tão ruim é o EB. O resto é ENGANAÇÃO.

    • O EB vulgo Guarda Nacional é a maior de todas as enganações… Eles consomem mais que FAB e MB juntas e entregam o que a mais?

      • Eles entregam presença em todo o território nacional, atuando muitas das vezes fora das duas responsabilidades.
        .
        Já a FAB, que mais parece uma Força Aérea do Rio de Janeiro, igual a MB, pela primeira vez em toda a sua história é quem está atuando como deveria, ou seja, combater voos ilícitos (nas últimas 15 semanas). Aliás, função de Guarda Nacional do Ar, como a dos EUA. E se o EB gastam mais com pessoal, é porque tem mais capilaridade e maior efetivo.
        .
        Se temos uma força que é uma enganação, não é o EB.

      • Caro colega, não fale besteira, o EB não é a perfeição, bem longe disso, mas é sem duvida idôneo, coisa que a fab nunca foi e a marinha deixou de ser a muito tempo.

        O EB tem justificativa para ter tamanho efetivo de militares, está presente em quase todo território nacional, enquanto a fab e marinha não tem justificativa para ter efetivo tão alto, com meia duzia de meios para operar e pior mantem boa parte dele num estado.

        Como o Góes disse, se tem alguém que está enganando não é o EB.

        • Quem tem de parar de falar besteiras é você.

          O EB tem justificativa para ter o contingente que tem?
          Então tá. Me explica pq a MB não pode ter um grande contingente então?
          Tem rio pra caceta para patrulhar e dar assistencialismo no país… E os caras não estão nem perto de chegar a dar conta do jeito que as coisas estão.

          E isso que navio não tem precinho camarada de blindado doado… Ou caminhão da cumpanheirada…

          Se sentir-se a real necessidade de combate, quem é a linha de frente e a tropa profissional que temos mesmo? CFN…Que a MB tem que manter.

          Maluco endeusa o EB, que é um antro de ineficiência. Ou é pq nunca foi atrás de informação ou pq era/é da instituição…
          Se fala muito mal, sentam o pau mesmo na Engepron, mas a Imbel, que nunca deu lucro poucos se lembram.
          Falam mal do PNM, que é pesquisa crítica, mas o Sisfron que que é tão caro quanto e quando sair vai estar ultrapassado poucos se lembram.
          Falam mal da quantidade de pessoal da MB, mas a MB sempre teve uma relação "pessoal x custeio e investimos" superior e mais eficiente que a do EB.

          É aquela coisa do sujo falando do mal lavo.

          Se tu pegar uma série estatística e analisar por alguns minutos, tu podes ficar até com vergonha de ter falado algo da FAB perante as 3 forças.
          Os caras podem voar coisa velha, podem ser obrigados a ser "chofer" de vagabundo, mas com o que recebem, quase sempre tiveram 30% do orçamento destinado a custeio e investimento. Já se reestruturaram para cortar gastos enquanto MB ensaia uma reestruturação e o EB… Nas palavras do Villas Boas: não temos de onde tirar pessoal… http://www.defesa.gov.br/arquivos/lai/despesas/se

          É preciso parar com essa balela de " o EB é a força mais pé no chão".

          • Sem falar que aparentemente a estratégia do EB para a defesa do país é no estilo Império russo ou China do Mao: oferecer mais recrutas para o abate do que o inimigo dispõe de munição.

            Até porque haja inocência para acreditar em vietnização em um país com 90% da população vivendo em território urbano e com controle estrito de porte de armas.

            • A ideia deles seria essa, mas haja inocência.

              Eles acham mesmo que os recrutas vão lutar? Vão dar no pinote, vão se perder e ter que salvos pelo inimigo.

              A estratégia secreta deve ser essa, paralisar o inimigo com centenas de milhares de chorões.

  6. o EB e nelhor que as outras forças pelos numeros de tropas não por equipamento nesse quisito tamos lascados

  7. Estas empresas como a ATAK e Draken oferecem treinamento com agressores como os 30 Mig-21 daDaraken e os vários F-21 Kfir da ATAC, eles tambem tem aviões como os A-4, L39, Alca L-159 e outros.
    Mas são aeronaves desarmadas, as Forças Aéreas retiram todo seu armamento, cabeamento e material sensível antes de vender a civis.
    A vntagem é que edtas empresas tem aviões Learjet 35/36 equipadas com pods para guerra eletrônica e usam ex-instrutores da US Navy, USAF e Israel para atuar como agressores e instrutores do contratante.
    Contratar um F-21 Kfir pilotado por um instrutor israelense como agressor deve ser interessante, mas claro que ele não usa canhoes e mísseis, nem deveria nem poderia usar armamento real.
    A US Navy contratou a ATAC com seus IAI F-21 Kfir para desenvolver o treinamento dos F-35.
    "An IAI F-21 Kfir belonging to Textron-owned Airborne Tactical Advantage Co. flies alongside a U.S. Navy Lockheed Martin F-35C."
    . https://encrypted-tbn1.gstatic.com/images?q=tbn:A

  8. Esta é a empresa Skyline Aviation dos países baixos que treina as Marinhas de vários países da OTAN simulando o ataque com dois L-39 em ambiente de guerra eletronica gerado com seu Learjet 36 e ainda tem outro avião para filmar a operação.
    . http://www.skyline-aviation.com/en/node/47

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