Um helicóptero Merlin da Real Força Aérea britânica, em operação na Jordânia. (Foto: RAF / Crown MoD)

A frota de helicópteros Merlin do Reino Unido alcançou a marca de 200.000 horas de voo, de acordo com a Marinha Real Britânica. Os aviadores navais dizem que o melhor ainda está por vir de seu principal helicóptero pesado depois desta importante marca – salvaguardando navios e submarinos e transportando tropas para a batalha.

Em quatro versões diferentes – principalmente divididas entre patrulha marítima / caça submarina e apoio no campo de batalha – a frota Merlin voou o equivalente a 1.190 semanas ou apenas 23 anos nas mãos da Fleet Air Arm e da RAF (Real Força Aérea britânica.

“É um sonho do piloto de helicóptero no campo de batalha ser capaz de pilotar uma máquina tão incrível e de ponta”, disse o tenente Tom Lennon, do Esquadrão Naval 845.

“O Commando Merlin muda o jogo para o Comando da Força de Helicópteros do Reino Unido. Como tripulação de linha de frente, nossa capacidade de operar e interagir com o helicóptero aumentou enormemente graças aos principais upgrades de cabine e aviônicos. A imensa capacidade dessa aeronave épica significa que podemos não apenas levar a luta diretamente ao inimigo, mas também fornecer uma capacidade de resgate de combate salva-vidas em seu próprio quintal”.

A Fleet Air Arm colocou as mãos na primeira versão do helicóptero em 1997, trouxe-o para o serviço três anos depois e vem operando desde as fragatas, transportadores e navios de assalto, usando o Merlin para tudo, desde transporte de pessoas ao redor do mundo e missões de resgate, até a tarefa meticulosa de caça submarina – geralmente lado a lado com uma fragata Tipo 23.

E desde 2014, a tripulação aérea, terrestre e naval está colocando os Merlins da RAF no Commando Helicopter Force Merlins, substituindo o fiel Sea King como as asas dos Royal Marines.

Esse processo de conversão ainda está em andamento com a frota de helicópteros da RAF (Mk3) sendo transformada em helicópteros especialmente adaptados para operações no mar (com uma cauda dobrável) como o Mk4, ocupando apenas um terço do espaço do modelo que ele substitui.

Também se desfaz da antiga e distinta cor verde do campo de batalha para o cinza marítimo padrão.

Com a RAF, o Merlin serviu extensivamente nos Bálcãs, no Iraque e no Afeganistão. Além dos exercícios, ainda está para entrar em ação com os comandos – mas voará principalmente de navios de assalto ou porta-aviões da Marinha Real antes de se mudar para as bases avançadas em terra.

Os aviadores do comando também receberam duas novas missões com o renascimento das operações com jatos nos porta-aviões: resgatando tripulações derrubadas atrás das linhas inimigas e, em uma veia similar, resgatando pilotos que estão perdidos ou ejetaram de seus caças F-35 Lightning.

Os pilotos também gostam porque é o helicóptero mais seguro em serviço com a Fleet Air Arm: ele está equipado com três motores, está equipado com sistema de flotação, possui assentos com resistência a impactos e que são projetados para “amassar” no caso de uma aterrissagem pesada, permitindo que a tripulação e passageiros simplesmente ‘saiam’ dos destroços.

Quando é simplesmente viajar de A para B, graças aos seus sistemas de navegação a bordo, os Merlins voam como um avião comercial.

“É o sonho de um piloto de helicóptero no campo de batalha ser capaz de pilotar uma máquina tão incrível e de ponta”, disse o tenente Tom Lennon, do Esquadrão Naval 845.

“O Merlin provou sua confiabilidade e flexibilidade na jornada até este marco de 200.000 horas. Ele desempenhou um papel integral na proteção da dissuasão estratégica da nação – e continuará a fazê-lo – e, com a Crowsnest, aumentará o atual papel da guerra antissubmarina na defesa dos porta-aviões da nação”, acrescentou.

Atualmente, a frota marítima de Merlin tem pelo menos uma década ainda antes de ser aposentada, enquanto a variante de comando deve ser retirada em 2030.

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