Um Boeing 737 MAX da Southwest, a maior operadora do novo jato na Boeing no EUA.

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta quarta-feira que os Estados Unidos suspenderam os voos com os jatos 737 MAX 8 e 9 da Boeing, seguindo a Europa e outros países, incluíndo a Gol no Brasil, que já pararam de voar devido a problemas de segurança, após um acidente da Ethiopian Airlines no domingo.

A Boeing continua a ter plena confiança na segurança do 737 MAX. No entanto, depois de consultar a Administração Federal de Aviação dos EUA (FAA), o Conselho Nacional de Segurança em Transporte dos EUA (NTSB) e as autoridades de aviação e seus clientes em todo o mundo, a Boeing determinou – com muita cautela e visando tranquilizar o público sobre a segurança da aeronave – que recomendou à FAA a suspensão temporária das operações de toda a frota global de 317 aeronaves 737 MAX.

“Em nome de toda a equipe da Boeing, estendemos nossas mais profundas condolências às famílias e entes queridos daqueles que perderam suas vidas nesses dois acidentes trágicos”, disse Dennis Muilenburg, presidente e CEO da The Boeing Company. “Estamos apoiando este passo proativo de uma abundância de cautela. A segurança é um valor central na Boeing enquanto construímos aviões; E isso sempre será. Não há maior prioridade para nossa empresa e nossa indústria. Estamos fazendo tudo o que podemos para entender a causa dos acidentes em parceria com os investigadores, implantar melhorias de segurança e ajudar a garantir que isso não aconteça novamente”.

Durante uma conferência de imprensa hoje cedo, o Ministro dos Transportes do Canadá anunciou que o país também está proibindo as operações com o 737 MAX afetando severamente as operações da Air Canada e WestJet, que operam uma frota de 24 e treze 737 MAXs respectivamente.

Restavam apenas as companhias COPA Airlines, Mauritania Airlines, S7 Airlines e Thai Lion Air, que devem parar suas operações após a determinação da FAA.

As ações da Boeing, que estavam em alta no início da sessão, caíram 2%, para US$ 367,70. As ações caíram cerca de 13 por cento desde o acidente, com a empresa perdendo mais de US$ 25 bilhões de valor de mercado.

3 COMENTÁRIOS

  1. Uma questão que surgiu no Brasil quando do rompimento da barragem de Brumadinho no Estado de Minas. Um clamor por justiça e prisão dos envolvidos, em parte realizado por ações do Ministério Público e Polícia Federal. Inclusive com ações no dia de ontem. O presidente da Vale foi afastado e conseqüências graves ainda estão por vir. Isso no Brasil, agora quais penalidades serão impostas a turma da Boeing? ou segue o jogo e a estatística de mais de 300 mortos por uma aeronave instável, será contabilizada como necessária para a segurança da aviação, muito observada nos canais de aviação "comprados" no YouTube? O que vc mais observa no youtube hoje são as seguintes conclusões: "é assim mesmo, o preço a se pagar por mais segurança na aviação", dai o cara me tira do bolso o Havilland Comet, o Electra e lança a pérola, essas aeronaves sofreram no início de sua operação e depois se tornaram muito seguras. Tentando normalizar, apaziguar uma discussão que deveria ser: porque com os recursos compu tacionais atuais, de validação, engenharia, chegamos a esse ponto de termos uma aeronave redesenhada e que já contabiliza mais de 300 mortes em menos de 6 meses, independente da relação entre os dois acidentes. Tem muita gente com rabo preso no Youtube. E depois vem a turma falar em fake news. e essa gente tem milhares de seguidores, a maioria analfabeto funcional.

    • Mas é a mais pura verdade o fato do Comet e Electra terem um começo conturbado e depois dos problemas sanados ter sido um avião seguro.
      Ninguem deve ser preso na Boeing por isso, daqui a pouco o problema é sanado e os familiares das vítimas se divertem com o milhão de dólares recebidos de indenização….
      A Boeing já passou por aperto maior depois do problema com os B747, na cauda e a pouco tempo teve o problema dos 787 cuja bateria pegava fogo.

      • Concordo, mas não deveria ser assim. Hoje, com os recursos que temos não poderia existir tais falhas de projeto. O vôo AF447 até sua queda foi muito mais complexo do que me parece os dois acidentes com o B737-8 MAX. No fundo temos um complexo de vira-latas que não se vê nos Estados Undios. Tudo bem, os acidentes aconteceram com companhias Tailandesas e Etiopes. Os americanos são rápidos em julgar e coletar dinheiro de companhias estrangeiras com ações sendo negociadas em Wall Street, mas opa, se calam quando suas companhias são atingidas. Quais as indenizações a serem pagas pela Boeing a toda turma em terra hoje? ou aos parentes das vítimas? Algo próximo do que cobraram da Petrobrás pela Lava-Jato ou que estão cobrando da Vale pela queda nas ações?

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