O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA vai revisar completamente os seus 147 helicópteros CH-53E Super Stallion. (Foto: U.S. Navy)
O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA vai revisar completamente os seus 147 helicópteros CH-53E Super Stallion. (Foto: U.S. Navy)
O Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA começou uma revisão completa de seus helicópteros de cargas pesadas CH-53E Super Stallion, um esforço destinado a aumentar significativamente o número de helicópteros operacionais e abordar questões sistêmicas, que nos últimos anos levaram os nível de disponibilidade da plataforma a profundidades insustentáveis.

A questão veio à tona após a janeiro 2014 com a queda de uma versão MH-53E Sea Dragon da Marinha ao largo da costa de Norfolk, Virginia, durante um exercício de treinamento de rotina. Três dos cinco marinheiros a bordo morreram. Uma investigação posterior determinou que os fios elétricos dentro da aeronave haviam se atritado e romperam uma linha de combustível, o que provocou um incêndio que atingiu a cabine e o cockpit com uma fumaça espessa. O acidente provocou uma inspeção em todos os CH/MH-53s para verificar sinais de fricção entre os tubos de combustível e as fiações elétricas da cabine.

Os cinco próximos helicópteros que serão revisados já estão sendo preparados para o início dos trabalhos em dois locais. (Foto: NAVAIR)
Os cinco próximos helicópteros que serão revisados já estão sendo preparados para o início dos trabalhos em dois locais. (Foto: NAVAIR)
“O que se descobriu foi que a condição do material das aeronaves, tanto do CH-53E como do MH-53E, estava degradada”, disse o coronel Hank Venderborght, gerente do programa H-53 Heavy Lift Helicopters (PMA-261) junto a NAVAIR (Naval Air Systems Command). “Esses helicópteros estão em operação desde o início dos anos 80, então há mais de 30 anos, e nós tínhamos estado em guerra [contra o terrorismo] durante os últimos 15 anos, e portanto as unidades estão sendo utilizadas de forma bem dura.”

Quando o tenente-general Jon Davis assumiu como vice-comandante da aviação do Corpo de Fuzileiros Navais dos EUA em junho de 2014, um de seus primeiros atos foi encomendar relatórios independentes de prontidão para cada uma das plataformas de aviação dos Fuzileiros Navais. O CH-53E foi a segunda plataforma examinada, após o AV-8B Harrier.

O relatório do CH-53E, intitulado de Revisão Independente de Prontidão (Super Stallion Independent Readiness Review – SSIRR), “apareceram um monte de descobertas que estavam causando esta baixa prontidão”, disse Venderborght. “Parte do que era condição material da aeronave, agilidade no sistema de abastecimento, e problemas com publicações de manutenção, equipamentos de apoio e treinamento. Havia um monte de questões diferentes que agravaram o problema.”

Em resposta às conclusões do SSIRR, os fuzileiros “montaram uma estratégia de duas etapas para atacar a prontidão”, disse Venderborght, o primeiro passo seria um completo “reset” de todos os 147 aviões, um processo que deve levar três anos.

“Nós vamos colocar cada célula através um processo que dura em média 110 dias, onde vamos remover completamente o revestimento da fuselagem da aeronave, reconstruí-lo e trocar todos os componentes que estão com prazo para remoção”, disse ele.

A aeronave de validação de reinicialização foi concluída em abril na Estação Aérea dos Fuzileiros de New River, Carolina do Norte, e voou de volta para a Costa Oeste, em junho. Os próximos cinco helicópteros CH-53Es começaram o processo, três em New River e dois na Estação Aérea dos Fuzileiros de Miramar, Califórnia. Venderborght disse que o plano é eventualmente ter 16 aeronaves sendo reiniciada a qualquer momento, sendo sete em New River, sete em Miramar, e dois na Estação Aérea dos Fuzileiros de Kaneohe Bay, Havaí.

Os Fuzileiros Navais iniciaram o trabalho de revisão após um acidente em 2014 com um dos CH-53E. Na foto acima, um CH-53E inicia a elevação de um F-15 Eagle.
Os Fuzileiros Navais iniciaram o trabalho de revisão após um acidente em 2014 com um dos CH-53E. Na foto acima, um CH-53E inicia a elevação de um F-15 Eagle.
Embora apenas a aeronave de validação esteja concluída até agora, os resultados deixaram Venderborght otimista em relação aos restantes CH-53Es. Depois de não voar durante quatro anos, a validação do CH-53E necessitou apenas 12 dias de voos de verificação funcional para ser considerado operacional, uma redução significativa dos três a quatro meses de voos de verificação que são normalmente necessários para colocar os Super Stallions que passam muito tempo sem voar, disse Venderborght.

“O processo de reset passou e fizemos tudo certo”, acrescentou. “Eu estive ao redor dos ’53s’ por 22 anos, e com a exceção de ver nascer uma nova marca da Sikorsky, que não existe mais, porque a linha foi desligada, a validação do CH-53E é o melhor que eu já vi”.

As equipes de manutenção já havia substituído as linhas de combustível e refeito os feixes de fios na maioria dos Super Stallions como uma resposta direta ao acidente de janeiro de 2014, aumentando o percentual atual de prontidão dos CH-53Es para cerca de 30 por cento, um aumento em relação ao ano passado, quando apenas cerca de 20 por cento das aeronaves estavam prontas para voar, disse Venderborght.

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2 COMENTÁRIOS

  1. Eu simpatizo muito com essa aeronave, apesar dele ter uma grande taxa de atrito, mas ele é um carregador piano, então a taxa de atrito alta infelizmente faz parte da realidade dessa aeronave.

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