Teste do novo sensor MS-177 no Global Hawk RQ-4 da USAF. (Foto: Northrop Grumman)

A Northrop Grumman Corporation iniciou os testes de voo da carga útil com o sensor multi-espectral MS-177, com um voo inaugural bem-sucedido em um sistema de aeronave autônoma de longa duração RQ-4 Global Hawk. Os testes em voo marcam a primeira vez que o sensor foi utilizado em voo em uma aeronave autônoma de longo alcance e alta altitude e estende as capacidades de missão do sistema.

O sensor MS-177 foi projetado para fornecer capacidades não só para “encontrar” alvos usando pesquisa ampla de área e diferentes tecnologias de detecção, mas também para corrigir, acompanhar e avaliar alvos por meio de sua agilidade e modalidades de detecção múltipla.

O teste do MS-177 deverá continuar até o primeiro semestre de 2017. O teste de voo bem sucedido na fábrica da Northrop Grumman em Palmdale, Califórnia, segue as demonstrações de dois sensores anteriormente indisponíveis no Global Hawk. A Northrop Grumman com sucesso voou um sensor de coleta de inteligência SYERS-2 em fevereiro de 2016 e recentemente completou testes de voo da Optical Bar Camera.

“O MS-177 é a nova referência em sensores de imagens de inteligência, vigilância e reconhecimento [ISR] e sua integração na plataforma Global Hawk amplia a capacidade de missão que podemos oferecer”, disse Mick Jaggers, vice-presidente e gerente de programa do Global Hawk na Northrop Grumman. “Este voo bem sucedido é outro marco em um esforço agressivo para demonstrar a versatilidade e eficácia do Global Hawk em transportar uma variedade de cargas úteis de sensores”.

O sistema Global Hawk é o principal fornecedor persistente de informações de inteligência, vigilância e reconhecimento. Capaz de voar em altitudes elevadas por mais de 30 horas, o Global Hawk foi projetado para coletar imagens em tempo real de grandes áreas de terra em todos os tipos de clima – dia ou noite. Em operação ativa com a Força Aérea dos EUA desde 2001, o Global Hawk acumulou mais de 200.000 horas de voo com missões voadas em apoio de operações militares e humanitárias.

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6 COMENTÁRIOS

  1. A utilidade de um monstrinho desses é incrível. Será que eles conseguem penetrar no espaço aéreo da Russia ou China, por exemplo?

    • Certamente não conseguem. Os sensores funcionam a longa distâncias, não o suficiente contra o S-400 por exemplo.

  2. Imagina a quantia de sensores e suas capacidades, dessa belezinha…
    A captação é feita em várias faixas do espectro.
    O que vale mais um R99 ou um GHawk?

  3. Contra o sistema de defesa russo S-400 e o novíssimo S-500 nem o F-35.

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