O Gripen E/F entrou em produção em série no inicio do ano. (Foto: Saab – Imagem ilustrativa)

A Saab continua a fazer bons progressos com seu programa Gripen E, com o chefe executivo Hakan Buskhe revelando que a empresa lançou a produção em série do caça no início deste ano.

Falando durante uma apresentação anual de resultados em 15 de fevereiro, Buskhe disse que o avanço do programa foi feito “na primeira semana de janeiro“. A Saab está sob contrato para produzir 60 unidades do Gripen E/F para a Força Aérea Sueca e 36 unidades em parceria com a Embraer para o Brasil.

Após as primeiras entregas programadas para ambos os clientes antes do final do ano, espera-se que o Gripen E esteja disponível para uso na Suécia a partir de 2021, de acordo com a administração de material de defesa FMV da Suécia. A Capacidade Operacional Inicial (IOC) foi anteriormente definida para 2023.

Enquanto isso, Buskhe confirma: “Estamos discutindo um novo lote para o Brasil“, e sugere que a aquisição seguinte possa ser feita por volta de 2021 ou 2022. O comandante da Força Aérea Sueca também indicou recentemente o interesse de seu serviço em potencialmente adquirir 60 unidades adicionais do caça, ele observa.

Outras oportunidades de exportação também estão sendo analisadas para o caça monomotor. “Acabamos de entregar nossa proposta à Suíça e Finlândia, e estamos em discussão com o Canadá“, disse Buskhe. A Saab também está analisando os requerimentos da Croácia, ele confirma, após a aquisição planejada de caças F-16 usados da Força Aérea Israelense ter fracassado recentemente.

A Saab está estudando propor caças Gripen para a Croácia. (Foto: Saab – Imagem ilustrativa)

A proposta da Saab para a Finlândia totaliza 64 caças Gripen E/F, enquanto a Suíça está sendo oferecida 30 ou 40 unidades de assento único. As decisões de aquisições de ambas as nações são esperadas por volta de 2021.

Respondendo a uma pergunta sobre a disposição da empresa sueca de colaborar em futuros programas europeus de aviões de combate, Buskhe diz que até agora não viu detalhes sobre um projeto franco-alemão recém-lançado. Entretanto, ele confirma que teve “discussões muito proveitosas com o Reino Unido e parceiros” sobre o conceito do Tempest.


FONTE: FlightGlobal

35 COMENTÁRIOS

  1. Espero realmente que a FAB compre outro lote. E que não deixe isso para muito tarde.

  2. "A capacidade operacional inicial (IOC) foi anteriormente definida para 2023".
    O Gripen E Brasileiros também terá seu IOC só em 2023?

  3. Nada como o capitalismo. Caso essa informação da FAB seja verdadeira, com a criação da JV entre Embraer e Boeing, pode haver pressão aí… menor preço para o novo lote do Gripen ou oferta da Boeing que possa fazer esse preço cair.

    • Como assim? Não será aberta outra concorrência em nenhuma hipótese. Já somos clientes e parceiros da Saab e ponto. Negociação só pra outros lotes. Não dá pra manter dois vetores distintos, sem lógica e mais caro.

      • O que há entre Brasil e Suécia é um contrato para o fornecimento de 36 caças. O resto está condicionado ao cumprimento do contrato, desempenho do caça, negociação do preço e conveniência do governo.

        • Amigo…tudo bem…novas compras até dependem do cumprimento do contrato (como qualquer negócio) mas não vão abrir concorrência para novos caças. O vetor a ser utilizado é esse. Vc acha que não existe esse tipo de comprometimento nos termos do contrato? Ninguém é bobo. Aliás…tem até planta instalada já aqui e empresas ligadas ao projeto…o negócio é fomentar esses e mais empregos.

    • Este é o ponto chave a ser desvendado nos próximos anos no processo nebuloso da venda da Embraer para a Boeing…
      Se o negócio foi como o que foi dito, não haverá impacto algum da Boeing no projeto Gripen na FAB uma vez que a EDS teria ficado totalmente fora do negócio.

      SE a Boeing tiver capacidade de interferir (de QUALQUER FORMA) no desenvolvimento do Gripen na FAB, estará claro que a venda da Embraer foi uma verdadeira entrega total da companhia brasileira aos americanos…

      • Concordo com a "companhia brasileira", a empresa não vale nem US$4Bi e foi "dado" via BNDES R$49Bi, me sinto dono dela ahaha

      • A Boeing não tem interesse algum no Gripen.

        Bastou estalar os dedos, a Saab projetou o T-X por uma fração do negócio e feliz da vida. Se ela quiser alguma coisa, os suecos vendem baratinho.

  4. 36 apenas para iniciar… Segundo consta nos bastidores seriam de pelo menos 120 caças já em total construção 100% no Brasil ao longo de 20 anos !
    Aguardemos para ver isso !

    • 120 é a soma dos caças brasileiros no início do FX. Não tem bastidor algum.

      • Pode n ter bastidores… Mas conhecemos muito bem a tal contenção de verbas das FAAs que nossos políticos fazem… Por isso no final pus: Aguardemos para ver isso !

    • 1) isto foi previsto lá atras em tempos melhores…
      2) o máximo que pode acontecer é 100% da montagem no Brasil pois muitas partes continuarão a vir de fora (radar e motor) no mínimo.
      3) Realmente acreditas que neste governo do Trumponaro, Tio Sam deixará uma FAB co 120 caças que desequilibrarão o balanço militar da América Latina???
      Talvez se o Mito se comprometer em invadir a Venezuela estes 120 Gripens possam rolar…
      Quem sabe né…

      • Nunca foi previsto. Blog não é esfera de poder.

        AMX ou Gripen contra a Bolivia e o Paraguai não faz diferença alguma, pois eles não tem força aérea credível.

        Gripen não desequilibra "balanço" em nenhum lugar do mundo.

      • 108 aeronaves são 6 esquadrões

        Quando há dois esquadrões na mesma base, eles compartilham aeronaves:
        – Anápolis
        – Rio de Janeiro
        – Canoas

        A Fab tinha planos de sediar um esquadrão de caças na Amazônia. Seriam 4 esquadrões.

        Mesmo que todos os AMX sejam substituídos (Santa Maria), o que não acho que vá ocorrer tão cedo, não acho que existiriam dois esquadrões no mesmo estado.

  5. Juro que até olhei no calendário pra ver se não era 1 de abril , que seja tudo verdade meu pai …

  6. Gostaria muito que essa conversa com da Saab a BAE Systems acabasse criando uma possibilidade de envolvimento da nossa indústria no projeto do Tempest. Seria um novo salto histórico para a FAB, começar o planejamento da aquisição de novos vetores à frente de sua necessidade, ao invés de só começar a planejar quando os meios já estão próximos do fim de sua vida útil, como foi com o FX-2.

    Ainda que o resultado do FX-2 tenha sido bastante positivo, todo o seu processo, cancelamento (FX), atrasos e polêmicas fez com que a aquisição de novos caças se concretizasse mais de uma década mais tarde que o desejável. Por isso acredito que seria excelente inverter essa ordem e começar a pensar já nos próximos anos para a necessidade que sabemos que existirá em algumas décadas.

  7. Entreguem primeiro o prometido e depois vamos combinar novas unidades. Afinal pagamos valor de F-35 em uma aeronave de 4a. Geração por algum motivo, não Sr Saito e COPAC? Quero ver aquela figurinha do Gripen NG publicada durante o concourso do FX2, com as bandeirinhas do Brasil e diversos componentes. Afinal, qual o status hoje? Depois dona SAAB venha pedir novos lotes!

  8. N seria a Embraer que faria os outros,não foi esse o motivo de nos pagarmos esse valor alto?

    • Mesmo assim, existem licenças e pedidos a fornecedores que devem ser intermediados, além.de suporte técnico a produção.
      Transferência de tecnologia é um.termo bonito para produção sob licença.

  9. Conversa tem que ter mesmo, tem que ir comitiva do comando passear na Suécia, drinks rolando e etc, afinal é essa a função preferida de milico br graúdo.

  10. Brasil poderia fechar 1 lote com saab e 1 lote com Embraer pra fechsr os 108 com mais rapidez,precisamos e precisamos rapido.

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