O caça Gripen E, desenvolvido pela Saab, e que em breve voará na Força Aérea Brasileira. (Foto: Saab)

Tanto os pilotos de testes operacionais e de avaliação (OTE) da Força Aérea Sueca (SWAF) como os próprios pilotos de teste da fabricante Saab estão altamente satisfeitos em relação a próxima geração de caças Gripen E da Saab, o qual deve receber um pacote considerável de melhorias em relação a versão anterior, como por exemplo um avançado sistema de guerra eletrônica.

Novas tecnologias instaladas no Gripen E.

“É uma feliz coincidência que tanto a fabricante como o cliente – neste caso a Força Aérea Sueca – tenham níveis quase idênticos de entusiasmo por um novo produto”, disse um representante da Saab.

O primeiro Gripen E realizou ontem seu primeiro voo. Embora a aeronave tenha vários avanços relacionados ao desempenho como parte de seu projeto, como o novo motor GE F414G e uma maior capacidade de combustível, os pilotos enfatizam que um dos principais multiplicadores de força não cinética da aeronave é seu avançado conjunto de sistemas eletrônicos embarcados.

Uma das melhorias destacadas é o sistema de guerra eletrônica (EW) do Gripen E, que aproveita a arquitetura totalmente digital da aeronave. Esta capacidade e a mais poderosa capacidade de interferir no sinal emissor inimigo, é possível graças ao conjunto integrado de transmissores de interferência, receptores de aviso de radar e o radar AESA Selex, os quais proporcionam um perfil EW mais potente.

“A configuração do sistema EW para o Gripen E permite focar o sinal de interferência em uma banda mais estreita, de modo que o sinal em si é mais forte e direcionado para uma ameaça específica individual”, disse um dos pilotos de teste do Gripen. O sistema EW anterior produzia um sinal de banda de freqüência mais ampla, que foi projetado para combater várias ameaças ao mesmo tempo.

Marcus Wandt, piloto de testes da Saab, junto ao novo caça Gripen E.

O novo sistema EW do Gripen E usa três tipos de geradores de sinal para esconder a existência da aeronave ou causar confusão sobre sua localização e/ou existência para que um adversário não possa escolher uma solução de disparo apropriada. Os três tipos de geradores de sinal são do tipo Digital Radio Frequency Memory (DRFM), Doppler e ruído. O DRFM emula o sinal do radar que faz contato com a aeronave e depois como se fosse um espelho retornar para que o operador do outro lado como que informando ao radar que o sinal não encontrou nada.

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29 COMENTÁRIOS

  1. Maravilha, podem embalar 36 para presente! Ah.. E não esqueçam os Meteor ok..

    • Os Meteor virão mas tem de acabar o estoque de Derbys…. 😛

      []'s

  2. Tinha um pod ECM que sempre aparecia no paanfleto de armamentos do Gripen, o BOQ-X300, nunca achei muitas informações a respeito. Sempre tive curiosidade de saber mais a respeito desse pod.

  3. Bem interessante o sistema "é quase que um sistema para deixar a aeronave stealth". O BRUNO_R comentou sobre o Meteor, e essa é uma informação que até hoje eu não sei. Qual será o míssil BVR desse caça? Será mesmo o Meteor ou o Derby na sua versão block 3 com alcance de 100 km?

    • Andrew, não sou a pessoa mais indicada para falar, mas até agora, fala-se em Meteor. Se a FAB quiser o Derby, vai ter que integrar….

    • Derby no Gripen seria desperdício de tecnologia. É um bom míssil para caças mais antigos ou tarefas menos complexas, mas o míssil de dissuasão é o Meteor, mais adequado à avançada eletrônica do Gripen.

      • Eu não acho que seja desperdício. Existem missões e missões….
        .
        O Derby é um BVR de médio alcance se comparado ao longo alcance do Meteor. Pra mim, existe espaço para ambos.

  4. Já podem comprar mais 36 Gripens. Substituem todo o inventário de F-5, A-1 e AF-1 com folga.

  5. Contra aeronaves da mesma geração 4.5+++ os F-39 se sairão bem mas contra um F-35 não vai dar não. A não ser que IRST seja tão bom, que seja capaz de detectar esse furtivo à uns 150km de distância.

    []'s

    • Contra algo furtivo como o F-35 fica complicado pro Gripen…

      Muita gente sonha com Su-34 e coisa e tal, mas uma boa saída para o Brasil seria adotar o F-35B, para operar em rede com o Gripen. Mataria dois coelhos com uma cajadada só. Aparelharia o VF-1 e nos daria um caça Stealth.

      Em terra, poderíamos ter um caça mais perto da linha de frente, no caso o F-35B esclarecendo o caminho e o Gripen armado com o Meteor fazendo a cobertura mas atrás.

      Sonho meu, sonho meu…

      • F-35B??? Por que essa versão em específico? Ele
        Seria operado a partir de que Nae? Sendo que o mesmo é uma versão pensada para pouso vértical e decolagem curta justamente para poder operar em Naes.

          • Caro Bardini

            Entendi seu ponto de vista, porém acho que nem NPM a MB dispõe de capacidade de operar.

            Caso ela consiga, na próxima década, introduzir novos meios como Fragatas e Corvetas NOVAS e dotadas de armamento moderno e operar os Submarinos de forma consistente talvez, quem sabe… eu mude de opinião.

            Podemos adiar essa discussão em uns 10 anos? Pode ser?

            • A MB não condição pra nada… Não com o uso que ela faz do orçamento. Se depender dela, podemos começar a falar de NPa, e olhe lá.

              • Chutou o balde kkkkkkkk

                Uma pena que o Almirantado embriagado em whisky de 250 anos não compartilhem da nossa visão dos fatos.

  6. Não é bem assim que a coisa funciona, mas o bom é que agora nós teremos que conviver com os Gripens-BR Stealths nos comentários graças aos sistemas DRFM heheheh

  7. O problema não é o Gripen e sim a quantidade de aeronaves que o Brasil comprou!
    Gripen E e F serão ótimas aeronaves, não vamos entrar na discussão de que ele não é o "melhor" pq nunca operamos nada de "melhor" então não ia ser diferente agora.
    Agora 36 aeronaves é piada de mau gosto.
    Perto do que temos hoje o Gripen será um salto quântico em termos de tecnologia, porém perde seu poder dissuador quando é operado nessa quantidade absurda comprada pela FAB, espero muito que novas encomendas sejam feitas posteriormente (à medida que os A-1 forem dando baixa)
    Já sou totalmente contrário à ToT quanto mais para compra de 36 unidades.

    • É comum mundo afora a compra de aeronaves em lotes, o Gov. Anterior comprou o primeiro lote de 36 para equipar dois Esq. em Anápolis, hoje Ala 2.
      Depois se compra mais para substituir os F-5Mike que voarão até 2030.
      .
      O próximos governos que façam a sua parte comprando mais, ou fazendo o F-X3 para suprir Santa Cruz, Canoas e Manaus. Afinal o Brasil não tem a obrigação de comprar mais Gripen E/F, o F-X2 era para 24 a 36 unidades e isso foi comprado.

      • Caro WRS, o Sr. está correto!

        Sim eu sei que as compras são em lotes, o que me assusta na FAB, MB e EB é o que eles não se comprometem a fazer, ou seja, é aí que mora o perigo, antes tivéssemos assinado a compra de 108 unidades para serem entregues em 25 anos do que assinar a compra de 36 e aguardar que quemmm sabe, a encomenda de um novo lote pode sair.

        • O problema em comprar um lote grande para entregar em décadas é justamente o que se evita na compra de lotes como os 36 Gripen E/F.
          Quem garante que daqui a 10 anos a FAB vai querer mais Gripen ou prefere fazer uma nova procura por outro modelo.
          Sou favorável a compra em lotes sem se amarrar a um modelo ou fabricante.
          .
          O que foi feito no Guarani é o modelo a não ser seguido, ele é um bom 6 X 6 e atende atualmente as necessidades do EB, mas será que vai ser o ideal para ser adquirido daqui a 15 anos?
          Os Guaranis estão sendo adquiridos em lotes, não sei detalhes do contrato para saber se existe a obrigatoriedade de se comprar aquele número exagerado de unidades divulgado no início.

          • WRStrobel vou deixar para opinar sobre o Guarani depois, mas falando do Gripen eu acho que a escolha da aeronave já foi feita. Tanto que o valor do contrato é enorme por incorporar a bendita transferência de tecnologia, produção local e customizações. Se a FAB estivesse comprando 36 unidades para testá-los e ver se é essa a aeronave que ela realmente quer a compra teria sido feita de prateleira e não com Tot e construção de toda uma cadeia de fornecimento para produção local, concorda?

            Vale lembrar que a versão F será construída somente para nós (e também financiada por nós), a força aérea Sueca não é dotada de Gripen Bipostos e nem tem interesse em tal versão.

            Então no caso específico do Gripen eu preferia que o contrato envolvesse maior número de unidades para honrar o reaparelhamento da FAB, pois a FAB honra boletos bancários mas não honra a necessidade da própria FAB.

            Virá 36 unidades e vamos rezar muito para a próxima leva não chegar daqui 30 anos. Se vc analisar que nunca as 36 unidades terão condições de voo ao mesmo tempo, teremos mais ou menos 20 aeronaves para a FAB voar, sendo que algumas ficam dedicadas a teste de armamentos com sorte teremos 15 em condições de combate. É de lascaR.

            • Antes de pensar em NaE ou F-35, a aviação naval também deveria operar os Gripen, à partir de terra, mais focados à operações de apoio à "frota", reconhecimento e ataque naval.
              Quanto ao número, não precisaria ser mais de 100 caças, pois a tendência com um vetor único é maior disponibilidade operacional pela facilidade de logística e apoio. Creio que na faixa de 70 caças teríamos uma força formidável no teatro américa do sul, pensando em uma disponibilidade operacional em torno de 70%.

              • Concordo com o senhor Ulisses. A Marinha deveria seguir o exemplo da FAB e adquirir o Gripen E/F e operá-los em São Pedro da Aldeia e criar outra Base Aérea Naval na região Norte. 18-24 caças para substituir os 23 A-4 (sei que 2 ou 3 apenas ainda voam) dividindo o VF-1 em duas Esquadrilhas. Modernizando algo em torno de 10 A-4, poderiam ser usados para a conversão dos pilotos treinados com o apoio da FAB na AFA e depois em Natal com o Joker para os Gripen. Seria uma evolução escalonada. Dos T-25/27 na AFA, para o A-29 em Natal e depois os A-4M na própria Marinha e em seguida para o Gripen E/F. Por agora não precisa pensar em Sea Gripen e PAs, porque sabemos que são coisas fora da realidade. Assim, a Marinha poderia operar a partir do litoral e projetando-se em direção ao Mar. Dando cobertura a frota na região costeira e até alguns Km mar a dentro.
                Seguindo o raciocínio em relação a quantidade de Caças, o Gripen é Multifunção, então a necessidade de ter esquadrões especializados em Interceptação, Caça e Ataque ao solo deixa de existir. Considerando que hoje temos Ataque ao Solo em Santa Maria e Caça em Canoas já chegamos ao número de 36, garantindo a região Sul e "antigo medo da Argentina". 1 Esquadrão em cada Base, 18 no Pampa e 18 no Centauro/Poker que podem virar um só esquadrão.
                Em Santa Cruz temos Caça, Esquadrão Jambock e o Pif-Paf dentro do 1º Grupo de Aviação de Caça. Creio que 24 seriam suficientes dada a importância Geográfica, chegamos a 60.
                Em Anápolis temos o GDA e futuramente o Adelphi que não será um Esquadrão unicamente de Ataque ao Solo por causa do fator Multifunção do Gripen já mencionado. Então, também pela importância geográfica, ali irão se situar os primeiros 36 como já sabemos, 18 no Jaguar e 18 no Adelphi. Chegamos a 96.
                Manaus temos caça com o Pacau, não preciso sublinhar também a importância da região Amazônica, ali também devem se situar 24 Caças. Chegamos a 120.
                E seguindo, algo em que eu sempre insisto, que é a necessidade da Caça na região Nordeste, que é o trampolim pra se chegar na Europa e na África, ou vir delas. Lá deveria existir cerca de 24 também. Chegamos a 144 Gripens na FAB. Posso ser louco ou sonhador, ou ter acabado de editar o próximo plano Estratégico da FAB kkkkk.

                Desculpem o longo texto.
                Minha humilde opinião/devaneio.

                • Cara… A dissuasão, que a MB faça com os submarinos, já que essa é disparada a melhor arma que dispomos para ataque naval.

                  Gastar dinheiro com Gripen E/F para Marinha é desperdício de um dinheiro que não se tem sobrando. Tem trocentas necessidades na frente. Isso sem contar que é uma aeronave que não pode operar embarcada, nem que seja de um NAe estrangeiro, caso necessário em operação conjunta!

                  Para a MB, alguns F-35B e um NPM seria muito mais vantajoso que ter caças que operam apenas da terra firme. E isso que NPM não chega nem perto de cumprir as funções de um NAe de verdade…

                  Gripen E/F, vamos deixar com a FAB, sem inventar moda.
                  Precisamos fazer ataque naval com eles?
                  Que se de um míssil na mão da FAB. Sai muito mais barato e é o mais racional.

                  Sobre as quantidades distribuídas pelo país, eu chuto que o mínimo seria algo como:

                  18 em Manaus
                  36 em Anápolis
                  18 em Santa Cruz
                  18 em Santa Maria/ Canoas

            • Eu não acho o valor do contrato ruim… É preciso levar em conta que todo pacote logístico está assegurado até 2026, Pense… Treinamentos, peças de reposição etc. Também temos simuladores integração de armamentos específicos, entre outras coisas. Acesso ao código fonte e outros benefícios… É um pacote "honesto" em termos de custo.

              Contratar mais aeronaves no futuro certamente será mais barato, pois a "ToT" já foi paga. Negociaremos outros tipos de Offsets.

  8. EW deste só funciona com sistemas de radar embarcados em caças, enfrentar os sistemas SAM de hoje ou um AWACS não tem escapatória o Perigo para o Brasil é o S-300 e o SU-30 russos do da Venezuela comuna. O Brasil esta atrasado e não vai ser recuperar tão cedo com e estado brasileiro falido até 2060.

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