Gripen at Emmen air base, Switzerland. January 2013.
Gripen NG Demosntrator / Foto: Peter Liander – Saab

Com a presença do embaixador do Brasil em Londres, Roberto Jaguaribe, e de representantes da Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional e da agência sueca de crédito à exportação (Swedish Export Credit Corporation-SEK), Brasil e Suécia assinaram nesta terça-feira (25), o contrato de financiamento que permitirá a aquisição e o desenvolvimento dos caças suecos Gripen NG. É a etapa final para o início da fabricação dos novos caças.

Representantes do Brasil e Suécia após assinatura do financiamento para o projeto Gripen NG / Foto: Fernanda Silva / Adidância da Marinha

A assinatura é resultado das negociações entre Brasil e Suécia, que culminaram em julho, com a redução das taxas de juros do contrato intermediada pelo ministro da Defesa, Jaques Wagner.

A formalização do contrato financeiro foi realizada na manhã de hoje (25), na sede da Embaixada do Brasil em Londres.

A definição do local foi acordada pelos dois países, uma vez que o contrato de financiamento será regido pela lei inglesa, de modo a garantir a imparcialidade do acordo.

O ministro Jaques Wagner ressaltou a importância dessa etapa do projeto, depois de um longo processo entre os países, iniciado em dezembro de 2013. “A assinatura do contrato financeiro do Gripen NG é de fundamental importância já que encerra a fase negocial e inicia a fase de execução do contrato comercial, com aquisição e desenvolvimentos dos caças, concretizando, assim, uma aliança estratégica entre Brasil e Suécia”, destacou.

Negociações

As taxas de juros negociadas pelo Ministério da Defesa e que integram o contrato financeiro são de 2,19%, permitindo ao governo brasileiro uma economia de até R$ 600 milhões. Com os percentuais definidos, e a aprovação do acordo pelo Senado Federal brasileiro, o Ministério da Fazenda autorizou a operação de crédito externo no valor de até 245,3 milhões de dólares e 39,882 bilhões de coroas suecas.

A assinatura do contrato de financiamento permitirá a aquisição e o desenvolvimento dos caças suecos Gripen NG / Foto: Sgt Johnson / FAB

O crédito cobrirá 100% do contrato comercial, sem a necessidade do pagamento de sinal. “A aprovação do projeto é uma decisão estratégica para garantir a soberania nacional do espaço aéreo brasileiro”, disse o ministro Jaques Wagner, lembrando ainda que o pagamento efetivo do financiamento só ocorrerá após o recebimento da última aeronave previsto para 2024.

Com o avanço do contrato, a Força Aérea Brasileira (FAB) será equipada com aeronaves de defesa e superioridade aérea compatíveis com a destinação e importância geopolítica do Brasil, abrindo também as portas do mercado da América do Sul à empresa SAAB e às empresas brasileiras subcontratadas.

O financiamento permitirá a aquisição dos 36 caças Gripen NG, que atenderão às necessidades operacionais da FAB nos próximos 30 anos.

Por meio de um ousado programa de transferência de tecnologia, com o Gripen NG o Brasil poderá deixar de ser comprador para se tornar fornecedor de aeronaves de combate de última geração.

Gripen NG

Anunciado em dezembro de 2013, o contrato comercial com a empresa sueca SAAB inclui a compra de aeronaves de combate, suporte logístico e compra de armamentos necessários à operação dos caças.

A Força Aérea Brasileira receberá 36 aviões de caça Gripen NG. A primeira aeronave deverá ser entregue em 2019 e, a última, em 2024. O contrato prevê ainda a fabricação de 15 das 36 unidades no Brasil, incluindo oito unidades de dois lugares, um modelo criado especialmente para a FAB.

A participação do Brasil no desenvolvimento do projeto dará à indústria aeronáutica brasileira acesso a todos os níveis de tecnologia, incluindo os códigos-fonte do Gripen. O programa de transferência de tecnologia incluirá itens como a integração de hardware, aviônicos, software e sistemas da aeronave, além do intercâmbio de conhecimento com mais de mais de 350 brasileiros indo a Suécia para treinamento.

Em paralelo, a Embraer também vem se preparando para receber o Gripen NG e já realizou as obras de terraplanagem para construção do prédio que abrigará o Centro.

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FONTE: Ministério da Defesa – EDIÇÃO: Cavok

IMAGENS: Meramente ilustrativas

F-39 Super Flea (by LaMarca)

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91 COMENTÁRIOS

  1. Agora vamos esperar o PROTÓTIPO VOAR E REZAR para que os Gripen E comecem a chegar…

    Só que em 2019 Gripen E-BR nem a pau Juvenal…

    Não sei como ainda insistem neste non-sense, a variante brasileira tem INÚMERAS modificações começando com o WAD único.
    E TODO MUNDO que acompanha esta novela DEVERIA SABER que 2019 é o prazo para a entrega do Gripen E que é destinado à Suécia (e era destinado a Suíça).

    Assumir o mesmo prazo para a entrega do Gripen E-BR só para TOLO….

    O governo brasileiro e a FAB adora um me engana que eu gosto….

    • Quanto as mudanças e encarecimento do Gripen, servem apenas para beneficiar a cumpanherada.

      O Governo do PT adora enganar as pessoas mesmo: Complexo de Itaboraí, Angra III, Belo Monte, Transposição do São Francisco… Todas com atraso de cinco anos e quatro vezes o preço orçado. Os aeroportos não foram completados para a Copa e os estádios (inúteis) foram feitos em parceria. Isto é, 13 anos e nada foi feito. Fracasso total.

      A dívida brasileira superou os 2,6 trilhões e quem diz isso não é a mídia, é o Tesouro Nacional. Isto é, a União deve mais de 100% do Pib. Considerando que os dados são maquiados, imagina-se a realidade.

      • Meu caro PRIMEIRO corta este papo de beneficiar a cumpanherada.
        O projeto de customização do Gripen-BR pela COPAC e o Comando da Aeronáutica foi estabelecido para cumprir objetivos da força não tem ABSOLUTAMENTE nada com o partido político em exercício no poder Executivo e se tivesse ALGO de corrupção seria dentro do Comando da FAB e perpetrado por militares.

        O que POR ÓBVIO não aconteceu.

        Esta cantilena OBTUSA de ver em TUDO corrupção do PT cansa demais…

        O resultado FINAL é que o preço inicial pulou quase 1 bilhão de dólares e agora com o golpe ousado e arriscado do Capitão-Bradesco Levy reduziu 600 milhões de dólares. Ou seja o Brasil vai pagar pelas EXTENSAS modificações que a FAB EXIGIU da SAAB algo entre 300 e 400 milhões de dólares.

        Não sei o que achas mas EU achei uma BAITA PECHINCHA…

        Só critico é a irrealidade de continuar a AFIRMAR que o primeiro Gripen E variante brasileira vai chegar ainda em 2019, coisa que NADA indica que seja factível a esta altura do campeonato…

        A realidade DURA é que a promessa dos Gripen C/D MICOU e as ponta de saída do tal GAP da Defesa Aérea do país vai INEXORAVELMENTE se prolongar BEM ALÉM de 2019…

        MEU PALPITE é que o primeiro Gripen E-BR ficará pronto 2 ou 3 anos DEPOIS da entrega do PRIMEIRO Gripen E-SW…

        E o MEU´SEGUNDO PALPITE é que o primeiro Gripen E-SW ficará pronto entre o final de 2019 e meados de 2022, SE O PROGRAMA SUECO se desenvolver dentro da normalidade da indústria aeronáutica mundial num momento de crise econômica generalizada NO MUNDO.

        Se não houver nenhum problema grave de projeto ou de desempenho no protótipo que necessite de ajustes.

        Por ter em conta estas realidades é que defendo que o Brasil NÃO deve adquirir plataformas Gripen C/D que concorreram co F-X1 e sim comprar um GAP FILLER DE VERDADE que anule as preocupações e pressões da FAB na contingência de atrasos de QUALQUER NATUREZA no programa Gripen (Sea) E/F-BR.

        Na minha visão a OPÇÃO mais adequada é negociar com os Indianos e Franceses e incluir nossas células de Mirage 2000 no programa de atualização dos caças Mirage 2000 indianos com a opção futura de oferecimento para compra das nossas aeronaves pelos indianos assim que as aeronaves do programa Gripen BR estiverem operacionalmente disponíveis.

        • "se tivesse ALGO de corrupção seria dentro do Comando da FAB e perpetrado por militares." hum… tá esquentando… rsrsrs

          • dica de múltipla escolha:

            ( ) INTEL
            ( ) AEL
            ( ) ANATEL
            ( ) SARAPATEL

  2. Será que vou ver um dia o Gripen no hangar do 14? Porque até então essas primeiras (se não as únicas) 36 células são todas pro GDA, ou estou errado? Pelo amor de Deus, ser político desenvolve uma doença no cérebro que o faz diminuir. Dinheiro existe sim, não estamos quebrados, precisa de muito mesmo pra isso acontecer. No mínimo aqueles 108 previstos anteriormente, e ainda assim seria pouco pra se manter uma boa resposta num país desse tamanho. Mas pra quem anuncia a compra de um pacote cujos itens são DEZ (10) mísseis tá mais do que bom. E ainda anunciam, isso pra mim é motivo de vergonha. Aqui em Canoas já estamos acostumados a ver os bicudos só com aquele tanque ventral soldado, quando chegarem os Gripens vai ser a mesma coisa. Tenho muita coisa pra falar de ruim aqui, mas daí vou cansar minha mão digitando. De qualquer forma, vale 36 Gripen novos, do que um FAB 4856 AINDA voando. Não menosprezo o F-5, pra mim é o caça que a história não deve esquecer jamais.

    Senhores, Saudações!

    • Este é o PONTO do programa Gripen-BR, SE vamos esperar mais tantos anos pelo caça F-X2 e vamos pagar acima do preço de prateleira é ABSOLUTAMENTE um fracasso se depois do lote inicial do F-X2 não se sigam mais dois ou três lotes similares para substituir os F-5M e A-1M e mais um ou dois lotes de Sea Gripen para MB…

      Mesmo que leve 30 anos….

  3. Os fãs do Gripen não vão pedir desculpas ao ministro Levi pela economia? 600 milhões… a FAB deve ter ficado brava também?…

    • Chico eu fiquei bravo simplesmente porque NÃO ACREDITAVA que os Suecos iam aceitar modificar o contrato. Nesta o Capitão-Bradesco Levy ganhou COM MÉRITO, mais eu suei frio e as bicas…
      É o caso do futebol se erras és uma BESTA, se acertas és BESTIAL como se diz em Portugal…

      E como disse num comentário acima, considerando que o preço inicial pulou quase um bilhão de dólares por causa das alterações pedidas pela COPAC, com o REPULO do contrato as modificações EXIGIDAS pela COPAC agora vão sair entre 300 e 400 milhões de dólares…

      Acho que o preço ficou até mais favorável ao brasil porque as modificações foram bem extensas e por causa delas não acredito em Gripen E-BR em 2019 e acredito que com esta redução do contrato vai se estabelecer uma guerra de custos durríssima e que vai afetar o desenvolvimento da variante E brasileira e principalmente o desenvolvimento das variante brasileiras F e Sea Gripen (cuja a negociação sequer começou).

      Aliás acho que a assinatura em campo neutro LONDRES dá ideia de quão duras foram estas negociações, para não dar a ninguém a sensação de vencedo.
      Ou terá o contrato paralelamente alguma operação de RESSEGURO na City Londrina que justifique o fechamento de um contrato entre o governo brasileiro e a Agência Sueca de Financiamento à Exportações ?

      • Giba, quando falei sobre as críticas, nem lembrei de vc, pois não me lembro de ter lido vc criticar… mas sim dos próprios gripeiros… 🙂 sobre o resto, eu discordo que são modificações tão extensas que devam custar tanto ao país… sabe, quando orço algum material que tem risco, dobro as minhas margens.. até triplico, se meu cliente não reclamar e pagar, vou colher o lucro maior, pois nunca "aperto" minhas intuições sobre um trabalho "incerto"… soma-se isso se o cliente é ruim de assumir prazos… a conta cresce… e, para mim, a FAB deveria ter feito o que os Indianos estão fazendo e não ter um hot-site pronto! concorda?! eu, como tu, não acredito de forma alguma que um avião, do naipe que se promete, possa ficar pronto em 4 anos, sendo que nem um protótipo para testes iniciais ainda voou…

        • Em realidade Francisco minha ponderação se baseava no MEDO que a negociação voltasse a estaca ZERO com a recusa dos Suecos em alterar os parâmetros e o que eu posso deduzir disto tudo que na verdade os Suecos PRECISAM do Brasil pois não podem(ou não querem) financiar sozinhos o projeto Gripen como diziam lá no início da negociação casada com os Suíços.

          Isso indica que esta relação entre Suécia e Brasil no programa Gripen vai ser uma tremenda dança do caranguejo com passinhos para frente e passinhos para trás tudo contadinho na ponta do lápis dos custos.

          E como eu otimisticamente sempre digo a coisa só irá seguramente para frente quando e SE o Brasil do Pré-Sal se realizar e virarmos um relevante exportador de petróleo, a um preço mais favorável e o dinheiro da partilha começar a chover nos Cofres da União.
          Até lá é passinho pra frente e passinho pra trás….
          Segue o barco, ou melhor a aeronave de caça… 🙂

      • sobre a crença dos Suecos, Giba, é como defendi desde o inicio: O negócio era vender um volvo (que vale 100mil) por 1 milhão de dólares e dar um desconto na taxa de juros… pq eu desistiria dele se meu cliente pedisse um arreguinho de menos de 5%??? 🙂

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