A primeira fuselagem do Gripen NG entra na fase final de montagem em Linkoping, na Suécia. (Foto: Saab)
A primeira fuselagem do Gripen NG entra na fase final de montagem em Linkoping, na Suécia. (Foto: Saab)

Ficou pronta na Saab a primeira seção de fuselagem que será usada na montagem final do primeiro protótipo do Gripen NG. A Saab também informou que o programa do novo caça está no caminho certo para atender a capacidade avançada para a Força Aérea da Suécia e o cliente de exportação, a Força Aérea Brasileira (FAB).

Os avanços no programa foram revelados durante o Dubai Air show, no dia 10 de novembro, por Ulf Nilsson, chefe da área de negócios de aeronáutica da Saab, e divulgados pelo site Flightglobal. De acordo com Nilsson, as três seções principais do caça, necessitam apenas de um pequeno ajuste antes que elas possam ser unidas. “Tivemos um feedback menor da linha de produção nessa primeira aeronave do que tivemos na produção em execução do Gripen C/D”, observou ele, atribuindo isso a uma concepção totalmente digital do novo modelo.

O primeiro protótipo do Gripen NG (39-8) está dentro do cronograma para entrar na fase de voo-teste durante 2016, mas não foi informada uma data mais precisa.

Ele também destacou o progresso que está sendo feito nas negociações da fabricante sobre os caças Gripen E/F com o Brasil. Um primeiro grupo de 50 engenheiros da Embraer e suas famílias chegaram recentemente em Linköping, com um total de 300 que devem passar até dois anos na Suécia para adquirir toda experiência em design e produção pela empresa brasileira no tipo. “Estamos na velocidade total em frente – uma verdadeira parceria de longo prazo”, disse ele, acrescentando: “que eles chamam de uma aeronave brasileira; eles estão comprometidos com o programa.”

Atualmente a Saab possui contratos para produção de 60 aeronaves de nova geração para a Suécia e 36 para o Brasil. Ele também está olhando com interesse nos requisitos emergentes na Finlândia e na Bélgica, e também espera atender as necessidades de outros países, incluindo a Bulgária, a Croácia e a Eslováquia, através de acordos apoiados pelo governo sueco.

Notando que a Saab já está presente na República Checa e na Hungria, ele brinca: “Talvez o Gripen torne-se o verdadeiro ‘Euro fighter’!”

Oportunidades de longo prazo também podem ocorrer na Indonésia, Malásia, Filipinas e potencialmente na África do Sul, mas a Saab observa que não está promovendo a aeronave para as nações do Oriente Médio.

Enquanto isso, a Saab no mês passado liberou o seu novo software operacional padrão MS20 para o Gripen C/D ao seu cliente sueco, com o voo de testes final agora em curso. A melhoria – que em breve entrará em serviço operacional – inclui a adição do míssil ar-ar além do alcance visual (BVR) Meteor da MBDA.

O demonstrador Gripen NG voa em formação com o UCAV Neuron da Dassault. (Foto: Pia Ericsson / FMV)
O demonstrador Gripen NG voa em formação com o UCAV Neuron da Dassault. (Foto: Pia Ericsson / FMV)

A empresa também aproveitou a recente visita liderada pelo veículo aéreo não-tripulado de combate Dassault Neuron na área de testes de Vidsel na Suécia, para colocar ser demonstrador Gripen NG num voo em formação com o UCAV furtivo.

Nilsson não quis divulgar detalhes da atividade de teste realizado pela Gripen, mas confirmou: “Podemos confortavelmente afirmar que estamos no caminho certo no desempenho futuro nesta área.”

Fonte: Flightglobal – Edição: Cavok Brasil

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69 COMENTÁRIOS

  1. Realmente essa foto dá uma impressão de F-5 para o Gripen NG…. Apertadinho!

  2. Acho muito complicado isso de argumentarem de que a Embraer vai ser beneficiada com tecnologias e coisa e tal. Eu adoro privatização, por mim privatizava tudo nesse país mas a Embraer é uma empresa privada, os acionistas e investidores que se virem para obter tecnologias e contratos, não se deve usar o suado dinheiro do contribuinte dessa forma, captar dinheiro da sociedade pra injetar em uma empresa que não vai repartir os lucros com a mesma sociedade. Dai podem dizer "mas a Embraer gera dinheiro com impostos", sim mas imposto é obrigação e não caridade.

    Socializa os custos e privatiza os lucros, essa lógica é bem perversa.

    • Concordo. Os interesses da Fab não são os interesses da Embraer. A Fab quer voar, manutenir, integrar armamentos e modernizar a aeronave. Fabricar estruturas não tem nada haver com a força aérea.

      Contudo, nesse caso especificamente, a Embraer não está nem aí para o Gripen. Há silêncio total na empresa.

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