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O ‘Growler Gripen’ será baseado no Gripen F, bliplace, cujo desenvolvimento está sendo realizado pela SAAB juntamente com a EMBRAER / Foto: Katsuhiko TOKUNAGA

De acordo com Lennart Sindahl, vice-presidente executivo da Saab, e chefe da divisão de aeronáutica da empresa, uma variante de guerra eletrônica baseada no Gripen F (biplace) deve ser desenvolvida nos próximos anos.

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Lennart Sindahl, vice-presidente executivo da Saab, e chefe da divisão de aeronáutica da empresa, durante uma colativa de imprensa realizada durante a LAAD 2015

O executivo, que conversou sobre o assunto com Georg Mader, Editor do Defence lndustry Bulletin, não deu muitos detalhes sobre o projeto, mas afirmou acreditar que o mercado terá, em breve, uma demanda por uma aeronave de ataque com capacidades de guerra eletrônica (EW), mais ou menos nos moldes do que existe hoje com o Boeing EA-18G Growler.

“Se analisarmos as perspectivas para o futuro da aviação de combate, uma espécie ‘Growler Gripen’ seria um grande diferencial em uma Força Aérea atualizada e cujas ameaças sejam reais”, afirmou Sindahl, salientado que “a SAAB está atenta às necessidades do mercado nesse segmento, enfatizando que essa é uma razões pela qual é muito bom ter o Brasil como parceiro no desenvolvimento do Gripen F.

Lennart Sindahl também comentou a respeito da aquisição de caças multifuncionais médios pela Índia, salientando que a SAAB ainda continua esperançosa naquele mercado. O executivo lembrou que apesar do cancelamento do MMRCA e da decisão indiana em adquirir 36 caças Rafale de prateleira, a Força Aérea Indiana (IAF) continua com uma necessidade real de uma grande quantidade de aeronaves adicionais.

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O ‘Growler Gripen’ será baseado no Gripen F, bliplace, cujo desenvolvimento está sendo realizado pela SAAB juntamente com a EMBRAER / Foto: Katsuhiko TOKUNAGA

Para ler a entrevista completa de Lennart Sindahl com Georg Mader, Editor do Defence lndustry Bulletin, clique aqui.

divider 1FONTE: Defence IQ – EDIÇÃO: Cavok

IMAGENS: Meramente ilustrativas

NOTA DO EDITOR: Até o presente momento, a Força Aérea Brasileira (FAB) é o único cliente para a versão biplace do Gripen NG, denominada Gripen F, cujo desenvolvimento está sendo realizado pela SAAB juntamente com a EMBRAER. 

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61 COMENTÁRIOS

  1. Se nem o Gripen NG decolou ainda…
    Mas seria interessante para o Brasil!

  2. Papel aceita tudo. Depois do delirante Sea Flea, nada mais natural que um pouco mais de devaneio…
    Lembrando que o "F" é jabuticaba…

  3. Não vejo muito futuro , uma aeronave AEW&C ( é assim que se escreve ?) tem que ficar bastante tempo no ar , com essas perninhas do gripen…..

    • Bem, vc esta certo!
      Uma aeronave de guerra eletrônica precisa ficar "bastante" tempo no ar…

    • jose,

      A função desse Gripen não seria propriamente escoltar AWACS, mas sim as formações de outras aeronaves de ataque, fornecendo cobertura eletrônica, além de dar combate a sistemas SAM adversários; um papel muito similar ao Growler da USN…

      O AWACS normalmente fica a retaguarda, fora da área onde ocorre o atrito imediato… Sua função é aumentar a consciência situacional na sua área de atuação com seus sensores, ampliando os "olhos" das esquadrilhas sob sua jurisdição.

    • Se ele ficar o mesmo tempo que os outros Gripen já quebra o galho, ou não?
      O ideal seria mais, tudo bem.

    • Perninhas??

      Vc está bem errado.

      O alcance do Gripen NG é apenas 25Km menor que o do F-18, e 225km menor que o do Rafail. Isto sem tanques externos. Com tanques externos, o Gripen NG é oque tem mais alcance.

      Pode procurar o tanto de dados que quiser por aí. Isso aí é uma lenda. Quem tem perna curta é o Gripen C/D

      Obviamente que o fabricante pode sugerir quantas versões de um caça ela quiser. Resta achar SEMPRE quem paga a conta para tirar o sonho do papel.

  4. O fabricante pode propor oque quiser.

    Mas sempre tem que haver alguém disposto a pagar para que o sonho saia do papel. E aí que está o problema. Alguém tem que pagar.

    Eu admiro o Gripen. Não só por seus custos de operação/manutenção, mas também por ser uma aeronave que possui tecnologia moderna, tecnologias comprovadas e nem por isto custa um absurdo. Não reinventaram a roda. Pegaram um projeto de sucesso, corrigiram sua principal falha (falta de autonomia), incorporaram novas tecnologias e um motor mais potente e estão fazendo um excelente caça.

    Acho que foi a melhor escolha que podíamos fazer. Ainda mais por vivermos num país que vive em crise, que tem Forças Armadas cuja prioridade são suas próprias mordomias.

    • Daqui a poucos ouviremos que também é possível fazer uma versão cargueiro a partir do Gripen, com pequenas mudanças na fuselagem……

  5. Ta aí uma coisa que eu sempre pensava, o Viggen tinha varias versões avançadas, já o Gripen nunca passou do basicão.

      • O Viggen também era, mesmo assim tinha uma versões de reconhecimento marítimo, eletrônico e uma versão dedicada de ECM.

  6. Depois que chegou ao meu ouvido que tem gente metida com a Zelotes que está junto deste projeto do NG..

    Fico mais sossegado pensando que o erário poderá ser poupado de mais esta esfolada..

  7. Um Gripen Growler só expande as possibilidades de uso do Gripen "F" :

    1- Conversão operacional
    2-Guerra Eletrônica
    3- Coordernar "swarns" de drones

    E um Gripen F pode ser os três, adaptando o mesmo com diferentes tipos de PODs, ou mesmo a ausência deles (na conversão operacional).

    []'s

    • só esqueceu da autonomia Nick… dae a casa cai, ou seja: um Gripen G, tem que dar suporte a todos os outros! e, deverá custar, se razoavelmente bem feito, o dobro ou mais que uma versão F ," comum."..

  8. Basicamente, uma versao EW precisa de espaco e energia, bem mais viavel que a naval.

    Sera que a fab tera um wild weasel?

    "You want me to fly in the back of a little tiny fighter aircraft with a crazy fighter pilot who thinks he's invincible, home in on a SAM site in North Vietnam, and shoot it before it shoots me, you gotta be shittin' me!" Operador designado para missao de supressao que deu origem ao lema ww YGBSM.

    Intruder A-6 – Um Vôo Para O Inferno mostra bem a luta com AA, apesar da missao ser de bombardeamento. Contudo, o EA-6 foi o antecessor do growler. https://www.youtube.com/watch?v=DMVIaVxibQI

  9. Esta foi a MELHOR novidade possível para a NOSSA Jabuticaba F como falam desairosamente os companheiros opositores.

    Pelo pequeno número de escala de produção de 8 unidades do Gripen F no F-X2, o pensamento atrasado inicial de só enxergar o Gripen F como uma aeronave de treinamento/conversão operacional e FATO que a aviação militar Sueca não se interessar pela plataforma Gripen F; todos estes fatores me levavam a TEMER que o Gripen F realmente poderia se tornar a tal jabuticaba brasileira.

    Por fundamento eu vejo como uma OPORTUNIDADE DE OURO o desenvolvimento do Gripen F para o Brasil que não pode ser desperdiçada.

    Mas até esta notícia eu tinha o receio que a SAAB acabasse se interessando pouco ou desse baixa prioridade a um desenvolvimento só para o Brasil.

    Embora a princípio seja verdade a nota do editor que o Brasil é o único cliente do Gripen F (com 8 unidades para FAB) gostaria de acrescentar que já é CERTO que o Gripen terá sua versão Naval e que ela comporá
    a ala aérea do porta-aviões da MB após o PMM.

    Tanto por questão de escala de produção como por questões tecnológicas e operacionais militares eu sou um forte defensor da ideia que o nosso Gripen F seja desenvolvido como um projeto de caça biplace operacional moderno e não um mero biplace extensão do modelo E para treinamento e conversão operacional.

    Como o Brasil no futuro inclui no seu planejamento militar a disponibilidade plena e numerosa de recursos de REVO não vejo razão de não se investir num desenvolvimento mais ambicioso do Gripen F voltado para uso operacional em missões longas baseada em apoio de REVO,

    Em relação a pouca escala das 8 unidades F do F-X2 que se pode criticar o dispêndio de tal esforço eu defendo ferozmente que o Sea Gripen seja desenvolvido unicamente na plataforma F de modo a dar ESCALA ao esforço tecnológico da variante F, neste aspecto esta especulação do "Gripen Growler F" que é uma aeronave originária da Marinha Americana só foca ainda mais o meu desejo de um Sea Gripen padronizado na variante biplace,

    Mais algumas observações:

    Se o Gripen F é nosso, a SAAB quer fazer desta variante um "Growler" e o desenvolvimento visar uma unidade operacional de combate talvez a primeira decisão sobre o Gripen F seria desenvolvê-lo no mesmo aspecto do Super Tucano um biplace onde o segundo assento fica mais elevado de forma a torná-lo um WSO mais efetivo na observação visual. A necessidade de uma estrutura maior nesta configuração pagará mais adiante em mais espaço para uma futura versão de guerra eletrônica.

    Outra observação é que é CRUCIAL que a MB negocie com a US Navy apoio intitucional a produção e acesso a nova variante da turbina do Gripen que também é usada pelo Super Hornet a GE F-414 Enhanced para viabilizar um maior envelope ao Sea Gripen Biplace e mais energia elétrica e potência de empuxo a futura versão Gripen Growler F.

    O temor que eu tinha de um certo "abandono" da SAAB no desenvolvimento da versão F nas mãos da Embraer e da FAB não só se desfez com esta notícia…
    Tenho a IMPRESSÃO que esta proposta é uma tentativa pensada da SAAB de atrair a atenção dos militares suecos ao desenvolvimento da versão biplace do Gripen E.

  10. lá vou eu…
    fosse o Gripen uma aeronave de "primeira grandeza", até agora só se sabe que ele voará mais pesado e com um tanque 40% maior, mas com peso também muito maior, deixando nítido, para o bom entendedor, que seria apenas para compensar seu ganho de peso, em muito pouco aumento de sua autonomia se é que poderemos considerar aumento algum… fossem mais quantidades produzidas… fosse ele um avião livre de restrições de voo (na verdade é uma nova aeronave quando os seus defensores querem se beneficiar e fugir dos problemas do Gripen C, mas é uma aeronave madura quando querem dizer que a aeronave é testada e comprovada em combate, mesmo nunca ter tido tal experiência de fato)… o fato que o Gripen E/F é tão somente uma "aumentada" do GripenC/D… com novos equipamentos… como não poderia deixar de ser… achar que este avião, de autonomia precária, autonomia de f-5 melhorada, possa ter uma cara versão (sim, se for barata não presta para a função) de guera eletrônica eficiente? pode até ter, mas só Brasil e FAB comprarão uma bomba desta… Avião de guerra eletrônica precisa ter autonomia que compense suas poucas unidades… tem que poder ficar no ar por tempo vantajoso…

    • Para isto que serve o REVO é tudo uma questão de custo-benefício…
      De um modo ou de outro vai seu um Growler dos pobres….

      • Onde "acontece" guerra eletrônica não há espaço para KCs… o engajamento em EW é bem diferentedo engajamento de combate aberto… no EW a coisa é bem mais dissimulada… um KC não pode estar na area conflagrada por grande emissões de uma EW…

  11. Engraçado notar que o Brasil vendeu ao Paquistão um lote de mísseis anti-radiação.

    ARMs são armas essencialmente ofensivas, superado o discurso que o Brasil é um país que semeia a paz e o amor no mundo, é interessante notar que os mísseis seriam usados contra a Índia, suposta aliada dos BRICS.

    Essa suposta aliança econômica, política, militar e ideológica não existe.

    Outro fato engraçado é que a esquerda reclama da venda de armas não-letais e ignorou isso. Considerando que a Maria do Rosário recebia doações da Taurus, está tudo certo.

  12. Na vida real, soberana e adulta das Nações pode-se tranquilamente semear paz e amor diplomaticamente e se auferir lucros no mercado internacional de armas.
    Aliás todos agem assim, o Reino Unido, por exemplo, é o paladino Robin do Batman Americano esp
    alhando democracia e liberdade com uma chuva de bombas (burras ou não) com seus Tornados e Typhoons, mas não se furta de promover uma grande feira de venda de armamentos e equipamentos militares britânicos para qualquer ditador disposto a pagar o preço justo por seus produtos…
    O Grupo BRICS é um processo em andamento e o relacionamento do Brasil (Mectron) e o Paquistão no desenvolvimento do MAR-1 é anterior e eles pagaram o desenvolvimento da arma e o Brasil ao fazê-lo avisou a Índia e explicou o porque estava vendendo as armas, eles não ficaram contentes por óbvio mas entenderam.
    A Aliança BRICS EXISTE sim, não com uma plenitude de uma OTAN.
    Embora seja um processo em evolução, mas o viés é de cada vez mais ela se aprofundar e ampliar-se conforme os interesses comuns são equacionados.

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