Jato de passageiros C919 fabricado e desenvolvido pela COMAC na China.

O conglomerado chinês HNA Group concordou em comprar 200 aeronaves C919 e 100 ARJ-21s da fabricante COMAC (Commercial Aircraft Corp of China), informaram as duas companhias chinesas no sábado (02/06).

O HNA e a COMAC informaram em comunicado que assinaram um acordo de cooperação estratégica segundo o qual a HNA concordou em introduzir e operar os jatos na China e em mercados internacionais como a África por um período não especificado.

Não foram divulgados os termos financeiros nem se foram pedidos firmes ou opções.

O conglomerado chinês, que tem vendido ativos para levantar dinheiro, possui participações em mais de dez companhias aéreas, incluindo a Hainan Airlines, a Capital Airlines e a Africa World Airlines, em Gana. Assinou um acordo para 15 aviões C919 em 2010.

O Grupo HNA anunciou que assinou o acordo para apoiar o desenvolvimento da indústria de aviação da China, bem como a iniciativa “Belt in the Road” e “Made in China 2025”, um plano estratégico de três fases para tornar a China uma potência de fabricação.

Jato regional ARJ21 desenvolvido pela COMAC.

Sob o acordo, as duas partes irão cooperar em manutenção, treinamento e leasing em um estágio posterior.

O avião de passageiros C919 é o primeiro avião de passageiros narrowbody da China. O voo inaugural foi realizado no dia 5 de maio de 2017, no Aeroporto Internacional de Shanghai Pudong.

A Hainan Airlines, principal transportadora da HNA, tem encomendas de 20 C919, que fazem parte da carteira de encomendas de 305 para o tipo

O ARJ21 é um jato regional desenvolvido na China, com capacidade 78 a 90 assentos e um alcance de até 3.700 km. Fez seu voo inaugural em junho de 2016 e a produção em massa começou em setembro de 2017.

Em fevereiro, a COMAC informou ter obtido uma carteira de pedidos total para 815 jatos C919, enquanto os pedidos do ARJ21 ficaram em 453.

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12 COMENTÁRIOS

  1. "O conglomerado chinês, que tem vendido ativos para levantar dinheiro"

    A situação do referido conglomerado é péssima pois possui dívidas na casa dos US$ 50 bilhões sendo que dentre os ativos dos quais se desfizeram está a participação que detinham na rede de hotéis Hilton, e comenta-se que a participação que detêm na Azul Linhas Aéreas também estaria entre os ativos dos quais pretendem se desfazer. Assim está na cara que foram praticamente coagidos pelo PC chinês a comprar essas aeronaves, que apenas podem voar na própria china e em países africanos pois ainda não foram certificados pelo FAA norte-americano e o JAA europeu ( se é que um dia serão).

  2. Como esperado, a China quse tornará o maior mercado de aviação do mundo dentro de três a quatro anos, deve voltar voltar suas compras para empresas chinesas. Agradeça ainda a Trump pelas práticas ruinosas de seu comércio exterior.
    A mensagem de Trump é clara: 'Cuidado ao comprar produtos americanos. Se minha mente louca arrumar alguma sanção, vc poderá ficar sem novos produtos, peças ou manutenção'.

    • Digo: 'A China se tornará o maior mercado de aviação do mundo dentro de três a quatro anos'..
      E acrescento: Relatório da IATA sinaliza que praticamente todo o aumento de demanda na aviação comercial nos próximos virá da região do Sul e Sudeste da Ásia.

      • Os mesmos países que compram enormes quantidades de jatos da Airbus e da Boeing mas nenhum xing-ling….

        Se esforce mais da próxima vez Xings, ou o chequinho para de vir….

        • Esforce-se mais. Compram Airbus e Boeing, porque ainda não foi lançado o chinês. Mas, como se percebe, ele está chegando em grande estilo.
          O choro é livre.

  3. Em tempo: A China continua avançando. Li, anteontem, que sete grupos internacionais apresentaram propostas para equipar o novíssimo CR929 cujo projeto avança a passos largos.
    Sem contar as inúmeras encomendas do equivalente chinês do ATR.
    Quem poderá pará-los?

  4. Com uma demanda dessas, estamos vendo nascer o terceiro player global, além de Boeing e Airbus

  5. Também acho inevitável a China se tornar um grande fabricante de aeronaves em nível mundial. Basta atender seu mercado interno que já gera escala produtiva…

    • As empresas aéreas chinesas, em sua maioria estatais, certamente irão comprar muitos exemplares. Contudo não custa lembrar que no tempo da URSS a Aeroflot era a maior empresa aérea do mundo, com mais de 1.000 aeronaves, e esse fato não garantiu que os jatos comerciais da Tupolev e Ilyushin tivessem vendas expressivas fora da esfera de influência de Moscou.

      • Péssima comparação. A economia chinesa hoje é muito maior que a soviética de ontem. E principalmente, a influência comercial da China é exponencialmente maior que a soviética, que era quase inexistente. E para piorar, a economia chinesa e sua influência só crescem a cada ano. E muito.

        • A comparação não e péssima não. A China depende dos EUA e dos países europeus para manter seu superavit comercial. Seu mercado domestico não consegue absorver tudo que produz. A grande maioria da população chinesas ainda vive abaixo ou no limite da linha de pobreza. Que adianta um mercado consumidor de 1,5 bilhão de pessoas se somente 20% disso tem possibilidades de compra. Com certeza a China está apostando na continuidade de seu crescimento econômico para bancar esses programas. Caso contrario serão cancelados com certeza, pois duvido que algum desses jatos seja vendido para os EUA, Europa ou outros países desenvolvidos.

  6. O Estado comprando do Estado. Se não gerar vendas externas, a conta não fecha.

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