Data: 7 de abril de 1967

Esquadrão: VA-35 Black Panthers, USS Enterprise (CVAN-65), Yankee Station.

Avião: Grumman A-6A Intruder

Objetivo: Ataque noturno sobre o Thainguyen, Vietnã do Norte, fábrica de aço.

Piloto: Ten. Comandante Everett “Hoot” Foote; Navegador: Ten. John Griffith

O voo prosseguiu como instruído, entrando pelo litoral. Foote utilizou o radar de segmento de terreno do A-6 Intruder, reforçado pelas observações do radar de busca do navegador Griffith, para estabelecer sua altitude mínima do solo sob condições de voo noturno por instrumentos. A baixa altitude em que voaram sobre o terreno montanhoso complicou extremamente o desafio da navegação do radar. A missão foi um marco na navegação por instrumentos. Todos os pontos de verificação ocorreram no tempo previsto.

Aproximando-se da rodovia 1A a leste de Kep, a tripulação recebeu indicações de rastreamento constante do radar de fogo inimigo e, a cerca de 10 km do ponto de controle final para o alvo, um intenso fogo antiaéreo preencheu o céu ao redor do Intruder. Bombas detonavam próximas à aeronave.

Apesar de manobrar fortemente em uma tentativa de evitar o fogo de solo, Foote manteve sua proximidade com o terreno, a fim de evitar ser rastreado pelo radar de orientação de mísseis de superfície-ar (SAM). Depois de cerca de 90 segundos, o tiroteio cessou e a tripulação continuou em direção ao alvo, mesmo sendo iluminado pelo radar inimigo.

A 24 km do alvo, a tripulação recebeu indicações de um míssil lançado. Foote manteve uma altitude de entre 243 e 300 metros acima do terreno. A cerca de 19 km do alvo, Griffith perdeu o contato radar com o alvo e pediu uma subida imediata. Foote puxou e o A-6 atingiu 450 m, fazendo uma correção final do alvo. O A-6 readquiriu o alvo.

A 2 km do alvo, mais um intenso fogo antiaéreo iluminou as nuvens à frente da aeronave e as bombas começaram a explodir em torno do Intruder. Um SAM detonou aproximadamente a 60 m à frente e à esquerda da aeronave, sacudindo o A-6 o suficiente para desalojar a lente vermelha de um holofote interno, inundando a cabine com luz branca e brilhante.

A tripulação continuou o ataque, e seis segundos outro SAM sacudiu a aeronave violentamente, perfurando a asa direita em cinco pontos e na fuselagem.

Apesar de estarem cientes de que haviam sido alvejados e incertos da extensão dos danos, a tripulação continuou a missão contra a intensa barragem de fogo sobre o alvo, mantendo uma trajetória de voo uniforme até o lançamento da bomba. À medida que as bombas caíam, Foote executou uma manobra precisa de recuperação de alto G, mantendo altitude mínima sobre o terreno através das montanhas. A tripulação novamente encontrou fogo antiaéreo pesado na sua rota para a costa, mas foram capazes de se evadir fazendo uso de manobras difíceis em baixa altitude.

O retorno ao porta-aviões e o pouso ocorreu por instrumentos e sem incidentes. A aeronave apresentava várias perfurações causadas pelos mísseis inimigos, incluindo um buraco de 7 cm na asa, quase atingindo o tanque de combustível da asa.

O reconhecimento confirmou que as 22 bombas MK82 de 227 kg atingiram o complexo-alvo bem no centro, causando danos aos altos-fornos do complexo de aço.


FONTE: War History

10 COMENTÁRIOS

  1. Creio que nunca antes na história da aviação, se executou uma operação tão grandiosa e inútil como a Rolling Thunder… O custo foi altíssimo, e os resultados parcos…

    Houvessem nesse período os americanos levado a efeito operações como a Linebaker II, e os resultados poderiam muito bem serem outros…

    • Os eua perderam essa guerra por conta do marxismo cultural. Essa é minha teoria.

      Eles tinham capacidade pra destruir o Vietnam 50x se quisessem, mas por causa dos hippies e políticos que não ganharam ela.
      Um exemplo que eu vi foi num documentário do F-105 Thunderchief , em que os pilotos fizeram uma lista com os alvos prioritários para acabar com os SAMs e ganhar a guerra.
      Ai o piloto fala que fizeram a lista, e os políticos não deixavam eles atacarem os alvos, ou deixavam mas somente os alvos menos prioritários, os que teriam que serem bombardeados por último.
      Ai morreu trocentos pilotos, perderam a guerra e até hoje não entendem, A culpa foi política, motivada pelo eleitorado e pela mídia manipulados pelos marxistas.
      Vou passar o link do video se eu achar a parte que o piloto fala isso.

      • Os EUA perderam a guerra quando não destruíram as pistas e as bases, quando não destruíram os radares, quando não destruíram os sistemas de comunicação. O medo em Washington em acabar matando uns "conselheiros soviéticos" foi maior que uma Mk.82.

        Já no Oriente Médio, os soviéticos proibiam que seus conselheiros permanecessem nas bases egípcias e sírias, pois Israel não os "respeitava"…

    • Achei o documentário, a hora que o piloto fala está nos 12:00 …

      Esse é o melhor documentário e que expressa bem certo como foi a guera do Vietnam.
      Tem uma hora que um cara fala que usavam o F-105 pra mandar uma mensagem, e vc não pode mandar um bombardeiro mandar mensagem, mande-a num envelope, o bombardeiro é pra mandar bombas!

      E outra que falam que tiveram que comprar bombas normais da alemanha pq tinham vendidos pra eles e a USAF não tinha mais bombas convencionais nos estoques….



      É muito bom esse documentário!

  2. "A guerra é a continuação da política por outros meios"

    Carl Phillip Gottlieb von Clausewitz.

    Será suficiente para acabar com a falácia de que a guerra do Vietnã foi perdida pelos "maldosos políticos", que impediram os "maravilhosos militares" de a lutar da forma devida?
    Ou devo lembrar que a estratégia geral americana em guerras anteriores também esteve sempre na mão dos políticos? Foi Roosevelt quem decidiu "como" a II Guerra seria lutada pelos EUA e Truman fez o mesmo na Coréia, eterno motivo de reclamações, e posterior demissão, de MacArthur, incensado "herói" da II Guerra.
    Por outro lado, basta analisar as enormes dificuldades das tropas americanas em solo, o local onde as guerras são, em sua maioria, ganhas ou perdidas, e onde não existiam "proibições políticas", para se concluir que a história real passa longe dessa versão.
    Aliás, a ideia de muitos estrategistas americanos na época, de que as guerras seriam facilmente ganhas apenas pela ação das forças aéreas (lembra "um certo" Hermann Göring de 1940, não?), sofreu um belo baque na ocasião, levando a uma grande revisão de estratégias e táticas então vigentes.