Os EUA reivindicaram 103 MiG-17 e -21 entre 17 de junho de 1965 e 12 de janeiro de 1973. Para um piloto de MiG sobreviver quase oito anos de guerra foi uma conquista em si. Tornar-se um Ás no processo fez dele um herói nacional.

Dos 16 pilotos da VPAF (Força Aérea do Vietnã do Norte) que reivindicaram o status de Ás, apenas três voaram no MiG-17. Os outros 13 usaram o modelo MiG-21, único avião dos norte-vietnamitas capaz de se igualar ao F-4 e ao F-8 em termos de manobrabilidade e aceleração.

O MiG-17, dos anos 1950, era difícil de controlar em altas velocidades. Não tinha radar, nem mísseis. Era armado com um canhão de 37 mm e dois de 23 mm. A mira não tinha ajuste por radar, por isso que os pilotos voavam com balas traçantes, para ajustar a pontaria.

As vantagens do MiG-17 eram sua boa visibilidade e excelente taxa de giro, mas esses aviões eram superados em número pelos mais modernos Phantoms, Crusaders e Thunderchiefs dos EUA.

No verão de 1966, as forças dos EUA estavam lançando ataques regulares contra Hanói, Porto de Haiphong e outros centros militares e industriais no norte, e os MiG-21 haviam se juntado à luta.

Luu lembrou-se do que ele e seus camaradas estavam pensando enquanto as ondas do avião dos EUA continuavam chegando: “Os americanos estão bem equipados. Seus aviões são mais modernos e em maiores números. Nós todos sabemos a sua força. Sua fraqueza é voar de tão longe. Todos eles sentem milhares de olhos olhando para eles e milhares de armas atirando neles. Seus olhos não podem se concentrar 100% em nossos aviões; portanto, geralmente os descobrimos antes que eles nos descubram”.

Luu Huy Chao abateu 6 caças dos EUA dentre F-105, F-4 e F-8.


11 COMENTÁRIOS

    • Os norte-americanos abateram bem mais aviões que os norte-vietnamitas a despeito do treinamento ruim! A imensa maioria dos aviões dos EUA foram derrubados pelo fogo de terra, especialmente os canhões antiaéreos.

  1. Vou pedir licença para a moderação para republicar esse texto que escrevi:

    Os pilotos vietnamitas foram esplêndidos. Descartaram boa parte do manual de táticas dos soviéticos e desenvolveram táticas próprias. A principal delas foi o "Hit and run", quando os pilotos atacavam as formações de caças bombardeiros da USAF, notadamente os F-105 Thunderchief, e logo depois se evadiam. Com isso mantinham a vantagem e evitavam confrontos mais demorados com os F-4 de escolta. Da mesma forma também administravam bem seus meios de combate. Salvo raríssimas exceções os Mig-17 eram direcionados a se contrapor aos pacotes de ataque da USN ao passo que os Migs-21 cuidavam dos ataques da USAF.

    Por seu turno o treinamento dos pilotos norte-americanos, induzido por uma fé excessiva nos radares e mísseis que os levou a abolir o canhão das primeiras versões do Phantom, era deficiente a ponto do então comandante da 8th TFW, o lendário Coronel Robin Olds, reclamar dos jovens pilotos que recebia. Uma prova cabal se deu quando o mesmo Olds junto com outros pilotos experientes e agressivos da unidade elaborou uma brilhante emboscada, denominada "Operação Bolo", quando lograram dizimar quase metade dos Migs-21 que a VPAF possuí até então: https://www.youtube.com/watch?v=6E85VbXDNVE&l….

    Na US Navy a situação era a mesma. Pilotos agressivos recém-chegados esnobavam o F-4 Phantom e preferiam voar o F-8 Crusader por este ser um aparelho mais manobrável além de dotado de canhões. Aliás o caça da Vought teve o melhor kill ratio dos caças norte-americanos na guerra (19:3). Dos péssimo resultados obtidos por seus pilotos emergiu o famoso "Relatório Ault", gênese do famoso Top Gun. E uma vez que os pilotos formados pelo Top Gun ainda conseguiram participar do conflito a Kill Ratio da USN logo subiu para 12:1.

    Na USAF, os resultados na guerra do Vietnã originaram o Red Flag, hoje realizado quatro vezes ao ano.

    Por fim é sempre bom afastar a injusta fama obtida pelo F-4 Phantom de ser uma aeronave ruim quando na verdade seus péssimos resultados no conflito resultaram de treinamento deficiente e decisões políticas ruins. A prova evidente deu-se não ali mas nos céus do Oriente Médio onde o caça da McDonnell Douglas, nas mãos dos experientes e bem treinados pilotos da Heyl Ha'Avir, obtiveram 116,5 vitórias em combates aéreos, muitas vezes quando estavam carregados de bombas.

  2. Os americanos perderam cerca de 10 mil aeronaves no Vietnã, estes números abrangem tanto o que foi perdido em combate como em acidentes tbm. A grande maioria destas perdas foram de helicópteros.

    As perdas de aviões de combate em sua maioria foram para AA de tubo, seguidos para SAM´s e por final para caças vietnamitas, até hoje não exite uma noção, algumas fontes citam na faixa de 50 à de 100 aviões americanos abatidos por caças vietnamitas.a Guerra do Vietnã foi revolucionária sobre vários aspectos….

    • O número mais correto de jatos norte-americanos derrubados pelos Migs é de 79 aviões. Por outro lado os norte-vietnamitas teriam perdido em torno de 140-150 aviões para os pilotos dos EUA sendo que houveram alguns abates interessantes. Em um deles um A-1 Skyrider da USN derrubou um Mig-17 e em outro um Bell UH-1 da Air America (Companhia Aérea de fachada da CIA) abateu um Antonov An-2

        • Os caças vietnamitas jamais conseguiram se impor, em nenhum momento, a ponto de impedir a campanha de bombardeiros que a USAF e USN realizam constantemente em território vietnamita. A maior preocupação foi justamente a combinação responsável pela maioria das aeronaves abatidas, AAA/SAM.

          Se voassem a baixa altitude eram atingidos pela AAA de tubo, subindo altitude enfrentavam os SAM´s.

          Os vietnamitas voam em pequenas formações, haviam poucos pilotos disponíveis, a ideia era tentar preservá-los, a tática era evitar combate dogfight, atingir alguma aeronave de ataque e voltar rapidamente para proteção das defesas anti-aéreas, por isto os números de vitórias eram pequenos perante a quantidade de aviões americanos perdidos durante a guerra.