Conhecida pelos nomes de “Quarta Guerra Árabe-Israelense”, “Guerra do Ramadã”, “Guerra de Outubro” e “Guerra Árabe-Israelense de 1973”, a Guerra do Yom Kippur ocorreu entre Israel e um grupo de nações sob a liderança da Síria e do Egito. O combate deu-se entre os dias 6 e 26 do mês de outubro de 1973.

Tanques no Sinai

Depois do fracasso do contra-ataque israelense de 8 de outubro de 1973, Egito e Israel pouparam-se de grandes operações durante alguns dias, mas ambos procuraram consolidar sua posição. Nesse intervalo, o tenente-general israelense Chaim Bar-Lev assumiu o Comando Sul, enquanto o major-general Shmuel Gonen permaneceu como seu adjunto.

Feita uma análise dos erros que havia resultado em tão sérias baixas nos três primeiros dias de luta, concluiu-se que todas as teorias sobre o uso exclusivo de carros de combate adotado desde a Guerra dos Seis Dias, deveriam ser abandonadas em favor de formações combinadas, operando com pleno apoio de artilharia. Além disso, a proporção ideal de tanques e veículos blindados de transporte de tropas (VBTT) seria ajustada de três por um para um por um, sempre que possível. Assim, a tempestade de fogo das armas automáticas, aliada à da artilharia e dos próprios tanques, impossibilitaria aos operadores dos Sagger inimigos dispararem esses mísseis teleguiados anticarro (ATGW) com eficiência. Simultaneamente, as divisões blindadas recobraram o ânimo e começaram a chegar reforços ao Sinai. A divisão do major-general Avraham Adan, a mais exposta das três, recebeu uma quarta brigada blindada, comandada pelo coronel Joel Gonen. Essa brigada contava com 75 tanques T55, capturados durante a Guerra dos Seis Dias e equipados com canhões israelenses de 105 mm.

Ataque israelense contra posições egípcias.

Em 13 de outubro, os israelenses sofreram a perda de um veterano comandante de divisão: o major-general Avraham Mandler, imprudentemente, transmitiu a posição de seu comando em mensagem não codificada — e foi morto em seguida pelo fogo de precisão egípcio. A divisão sob as ordens de Mandler passou então para o comando do experiente general-de-brigada Kalman Magen.

Por sua parte, os egípcios estavam em geral satisfeitos com o fato de manterem posição e previam que os israelenses continuariam a realizar ataques, sofrendo pesadas perdas. Nem o ministro da Guerra, general Ahmed Ismail Ali, nem o chefe do Estado-Maior, major-general Saad el Din Shazli, desejavam estender o conflito além da vizinhança imediata das cabeças-de-ponte, pois suas divisões deixariam de contar com a cobertura do denso cinturão de mísseis terra-ar (SAM).

A-4 Skyhawk é armado para mais uma ofensiva contra as tropas egípcias.

O impasse no Sinai

Até hoje se especula sobre qual poderia ter sido a duração desse impasse no Sinai. O lance seguinte surgiu não como resultado direto de planejamento egípcio ou israelense, mas devido a acontecimentos nas distantes colinas de Golan.

A Síria, diante da derrota total, lançava pelo rádio frenéticos apelos para que o Egito a ajudasse, partindo para o ataque. O presidente Anuar Sadat não teve alternativa: ou ordenava uma ofensiva geral em toda a frente ou sofreria a condenação de todo o mundo árabe.

Shazli acatou o plano com extrema relutância. Ele discordava de Ismail Ali em diversos pontos, mas afinal os dois chegaram a um acordo, segundo o qual o 3.° Exército capturaria os passos de Mitla e Giddi e o 2.° Exército tomaria Tassa; ambos, então, desviariam, indo um em direção ao outro, para capturar Bir Gifgafa, a principal base israelense no Sinai. Com isso, as Forças de Defesa de Israel (Israel Defense Forces – IDF) seriam compelidas a recuar para suas próprias fronteiras.

Meias-lagartas e caminhões israelenses conduzem soldados de infantaria para o front.
Tanques egípcios em movimento.

Uma conferência para discutir os planos da IDF para a travessia do canal de Suez estava sendo realizada quando chegou a notícia de que quase todas as formações blindadas e mecanizadas egípcias restantes já haviam passado para a margem oriental e se preparavam para uma ofensiva geral. Decidiu-se então que a travessia da IDF seria feita logo depois que o ataque do inimigo estivesse contido e seus blindados derrotados. Preparava-se o cenário para a maior batalha de tanques desde a Segunda Guerra Mundial, com aproximadamente 1.500 carros de combate egípcios e quinhentos israelenses defrontando-se numa linha de 160 km.

Após um adiamento de 24 horas, a ofensiva de Shazli teve início em 14 de outubro. Ao sul do Grande Lago Amargo, o 3° Exército egípcio, comandado pelo major-general Abd el Muneim Wassel, começou seu avanço em direção aos passos de Mitla e Giddi às 6h30. Wassel planejava penetrar na retaguarda israelense, seguindo pelo vale do rio Marbouk, que desembocava perto da estrada lateral e que, conforme fora informado — incorretamente —, estava quase sem defesa. Ele encontraria pela frente a divisão blindada regular do general Magen, desejosa de desforra pelas perdas que sofrera nos primeiros dias de guerra.

Sabendo do avanço egípcio por suas equipes móveis de reconhecimento, Magen bloqueou a saída do vale com a brigada do coronel Dan Shomron e uma força de paraquedistas, e permitiu que as brigadas de Wassel entrassem na armadilha. Os egípcios, castigados por fogo de carros de combate e artilharia, continuaram a pressionar dentro do passo de Mitla. Um ataque egípcio pelo flanco, vindo do terreno mais alto ao sul, foi contido por Magen e pela Força Aérea Israelense (IAF).

No início da tarde, os egípcios estavam em debandada, deixando noventa de seus tanques e grande número de VBTT destroçados. Um pouco mais ao norte, o ataque secundário também foi logo contido e rechaçado, após um duelo de canhões de longa distância com as brigadas de Magen.

Ao norte do Grande Lago Amargo, o 2° Exército egípcio, sob o comando do major-general Saad Mamoun, deu-se igualmente mal. A investida egípcia, tentada ao longo do eixo Ismaília—Tassa, logo entrou na área de ação de duas brigadas blindadas da divisão de Sharon, comandadas respectivamente pelos coronéis Chaim Erez e Amnon Reshef. Os tanques israelenses permaneceram quietos, enquanto seus comandantes observavam os egípcios avançando em direção a suas posições, no alto de um terreno. Quando a distância era de cerca de 1.000 metros, os israelenses dispararam, abrindo grandes claros nas fileiras dos blindados egípcios em avanço. Às 8h, estes já estavam derrotados.

Egípcios sob pressão

Enquanto algumas de suas divisões eram derrotadas em Ismaília, o 2.° Exército executava um assalto secundário a Tassa, a partir de El Firdan. Essa investida defrontou com uma brigada israelense de T55, comandada pelo coronel Joel Gonen. A infantaria mecanizada israelense desempenhou papel notável na defesa, fazendo o inimigo recuar e perder mais de quarenta tanques. No eixo El Qantara—Baluza, onde as forças israelenses estavam mais vulneráveis, os árabes, ironicamente, optaram por um ataque com forças combinadas, no estilo da Segunda Guerra Mundial, com seus tanques T62 liderando o avanço e deslocando-se devagar, seguidos pela infantaria. Se tivessem se valido de velocidade, poderiam destroçar as forças israelenses. Com esse erro de tática, tiveram seu avanço contido por apenas um batalhão de Sherman dos israelenses e perderam 34 de seus sessenta carros em menos de uma hora.

No total, a luta do dia 14 de outubro custou aos egípcios 264 tanques, grande número de VBTT e mil mortos. A tensão foi insuportável para o major-general Mamoun, que sofreu um ataque cardíaco logo após ter ordenado nova tentativa de assalto ao setor de Ismaília; seu lugar no comando do 2° Exército passou para o major-general Abd el Munem Halil. Com admirável capacidade de previsão, Shazli propôs a retirada das divisões blindadas para a margem ocidental de Suez. Mas Sadat, acreditando que isso resultaria numa perda de dignidade, não lhe deu ouvidos.

Israelenses tomam a iniciativa

Com o grosso dos blindados egípcios ainda imobilizados na margem oriental de Suez, os israelenses ativaram seu plano de atravessar o canal. A divisão de Sharon deveria abrir um corredor para o canal na área de Deversoir. O plano de travessia de Suez, chamado Operação Gazela, começou a ser posto em prática na tarde de 15 de outubro. Uma brigada dividida em quatro batalhões de carros de combate e três de infantaria mecanizada deslocou-se para a praia do Grande Lago Amargo e depois se desviou para o norte, a fim de penetrar no flanco do 2.° Exército egípcio. A batalha se prolongou até o amanhecer e Sharon foi forçado a enviar mais e mais tropas, inclusive seus paraquedistas. Ambos os lados sofreram grandes perdas e, pela manhã, a paisagem tinha se transformado em terra devastada, juncada de equipamentos militares destroçados e em chamas, ao lado de cadáveres de soldados de infantaria.

Contudo, um corredor foi estabelecido e, embora permanecesse sob fogo, uma brigada de paraquedistas israelenses conseguiu cruzar o canal à 1h35 do dia 16 de outubro, utilizando botes infláveis. Às 5h, toda a força-tarefa já havia atravessado Suez e avançava para consolidar uma área de 5 km de largura, assegurando a travessia pelo canal de Água Doce. Às 6h43, o primeiro tanque israelense a chegar à cabeça-de-ponte foi transportado através do canal.

Destroços egípcios.

Ao longo de todo o dia 16, o corredor israelense esteve sob pressão contínua da 21ª Divisão Blindada e da 14ª Brigada Blindada egípcias. A maior dificuldade foi transportar sob fogo o equipamento para a construção de pontes. No dia 17, o general Ismail Ali ordenou que o 3° Exército egípcio neutralizasse o corredor israelense por meio de ataques convergentes pelo norte e pelo sul. O major-general Wassel, comandante do 3° Exército, aceitou relutantemente a ordem e comentou com Shazli que, em sua opinião, a brigada atacante poderia cair numa armadilha e ser eliminada ao marchar para o corredor. Foi isso o que aconteceu. No dia seguinte, os israelenses souberam que o adversário se deslocava para o norte ao longo da praia do Grande Lago Amargo e redistribuíram seus carros de combate, colocando-os em posição de emboscada no flanco do avanço inimigo, enquanto dispunham forças de bloqueio para evitar a fuga. O resultado do embate foi um verdadeiro massacre, no qual os egípcios perderam 86 de seus 96 T62, todos os VBTT e outros veículos militares de transporte.

Nesse período, a divisão de Sharon continuava a promover batalhas de desgaste no corredor israelense. Isso lhe custou um quarto de seus tanques, mas as perdas dos egípcios foram maiores — e eles começaram a fraquejar. A área de Deversoir acabou caindo em poder dos israelenses, que estabeleceram diversas pontes sobre o canal.

A guerra acelerava seu ritmo. Os israelenses conseguiram avançar para além da cabeça-de-ponte na manhã de 18 de outubro e deslocaram-se para o sul com duas brigadas, a fim de capturar as colinas de Geneifa. Dirigiram-se também para o norte, até atingir os subúrbios de Ismaília, ameaçando a retaguarda do 2° Exército egípcio.

Todas as implicações da situação militar ficaram claras para os egípcios. A ameaça ao 3° Exército era uma dura realidade e um perigo similar pairava sobre o 2° Exército; até a perspectiva de ataque ao Cairo não podia ser descartada. A maioria do Exército egípcio permanecia na margem leste e as reservas eram insuficientes para enfrentar tantas frentes de batalha. Shazli sofreu um colapso nervoso e foi substituído pelo general Abd el Ghani Gamasy.

Agora Sadat buscava desesperadamente obter um cessar-fogo, enquanto as tropas egípcias se mantinham na margem leste do canal, ainda oferecendo ao Egito um forte ponto de barganha nas inevitáveis negociações que se seguiriam à guerra. Ambas as superpotências concordavam na importância de um cessar-fogo desde a visita a Moscou do secretário de Estado dos EUA; Henry Kissinger, no dia 20 de outubro. Por isso, a URSS pôs em ação sua máquina diplomática nas Nações Unidas e em 22 de outubro foi aprovada resolução nesse sentido, que entrou em vigor às 18h52 do mesmo dia.

Material soviético. Destroços egípcios.

Israel também se preocupava com a situação diplomática depois da guerra: ao mesmo tempo em que se desenrolavam as negociações pelo cessar-fogo, suas tropas avançavam para o sul com a máxima velocidade possível.

O cessar-fogo foi observado na área do 2° Exército egípcio, mas os israelenses continuaram a avançar no sul, enquanto unidades do 3° Exército egípcio ainda tentavam romper as linhas inimigas. Os israelenses venceram essa resistência, atingindo Suez e Adabiah, no golfo de Suez, no final do dia 23 de outubro. No dia seguinte tentaram penetrar em Suez, mas suas unidades, emboscadas nas ruas, recuaram, com saldo de oitenta mortos.

Os Phantoms retirados diretamente dos esquadrões das USAF, chegaram a Israel com a camuflagem própria para o uso no teatro europeu. Devido a urgência, os caças receberam apenas o escudo da IAF e partiram para a batalha!

Essa foi a última batalha da guerra, pois a continuação da ofensiva israelense e o estado desesperador do 3° Exército egípcio ameaçavam levar as superpotências à beira da confrontação. Para evitar uma intervenção de forças soviéticas, os EUA pressionaram intensamente os israelenses, a fim de que respeitassem o cessar-fogo e permitissem o abastecimento do 3° Exército egípcio. Os americanos até ameaçaram com a possibilidade de eles mesmos fornecerem suprimentos para os egípcios. Em 25 de outubro, a luta cessou e os israelenses abriram um corredor para as forças sitiadas. A tensão entre as superpotências começou a aliviar-se. Nos dois lados a destruição de equipamentos e vidas foi imensa. Para os israelenses, o total de mortos e feridos superou o de qualquer guerra anterior: poucas famílias não tiveram a lamentar algum tipo de perda.

A vitória de Israel lhe deu a posse de 2.500 km² na margem ocidental do canal. Os egípcios, por sua vez, sentiram que haviam resgatado sua honra e ficaram com a lembrança das conquistas feitas pelo 2° Exército nos primeiros dias da guerra — e que seriam um razoável ponto de apoio sobre o qual o Egito pôde iniciar as conversações de paz, assim recuperando o Sinai e também afastando o perigo da fronteira sul-israelense.


FONTE: Guerra na Paz, Editora Rio Gráfica, 1984, pág. 880

Ultimo: O petróleo como arma


NOTA DO EDITOR: O valor de US$ 202 bilhões parece ser astronômico demais para ser verdade, talvez seja um erro de digitação, ou melhor, de ‘datilografia’ do texto fonte. Para 1973, 202 bilhões é um valor absurdamente alto. Como não foi possível confirmar a exatidão da informação, mantive o texto no original. Consultando outros livros da época, achei esta informação, que parece ser mais realista. O custo total da guerra foi estimado em US$ 7 bilhões, tanto em Israel quanto no Egito, mas é preciso lembrar que grande parte das operações no lado árabe foi financiada pela Arábia Saudita, ou seja, o custo pode ter sido bem maior.


ALIMENTANDO A MÁQUINA DE GUERRA

Na terça-feira, 9 de outubro de 1973, oitenta aviões militares de transporte soviéticos, entre os quais o Antonov An-12 e o An-22, de grande raio de ação, e mais vinte aviões comerciais de carga da Aeroflot estabeleceram voos de ida e volta de bases soviéticas no Cáucaso, na Ucrânia e no Sul da Rússia, para a Síria e o Egito, aterrissando perto de Palmyra, Aleppo e Cairo. Os suprimentos militares que transportavam incluíam foguetes Frog, mísseis SS-1 Scud, SA-3 Goa, SA-6 Gainful e outros menores SA-7 Grail de lançamento manual.

A URSS também enviou equipamentos mais pesados por via marítima. Na segunda semana de guerra, chegaram tanques T54, T55 e T62 e caças MiG-21 aos portos de Alexandria, Tartus e Latakia. No fim da guerra, a Síria tinha mais tanques que a Grã-Bretanha e a França juntas.

Os EUA também abasteceram Israel com vastas quantidades de equipamento militar. Em 13 de outubro, os israelenses declararam que a nação só possuía material bélico para mais quatro dias de guerra. Golda Meir apelou por telefone para os EUA, pedindo 75 aviões (entre os quais quinze Phantom), tanques, artilharia móvel e mísseis. Itens de alta prioridade, como partículas de metal para despistar radares e bombas “inteligentes” (usadas para destruir os silos de mísseis terra-ar e as pontes egípcias sobre o canal de Suez), já haviam sido levados para Israel por via aérea em onze aviões Boeing 747 da El AI desde 9 de outubro, além de munição antitanque e mísseis ar-ar AIM-7 Sparrow.

A partir de 13 de outubro, os EUA ampliaram seu fornecimento. Em 14 de outubro, o presidente Nixon solicitou a aprovação do Congresso para uma ajuda militar a Israel no valor de US$ 202 bilhões (veja NE ao final do texto). Em 566 viagens de ida e volta de aproximadamente 22.000 km cada, os EUA enviaram 22.345 toneladas de suprimentos em aviões de carga Lockheed C-5 e C-141 Star Lifter, cada qual com capacidade para 100 toneladas, suplementados por mais 5.500 toneladas transportadas por aviões da El Al.

Muitas das novas armas americanas, especialmente os mísseis antitanque TOW, foram levadas para o Sinai, onde os israelenses esperavam um ataque egípcio. Tanques M48 e M60, ao lado de helicópteros CH-53, 36 A-4 Skyhawk e 32 F-4 Phantom (retirados diretamente dos esquadrões da USAF), também foram levados para Israel.

Os novos Phantom eram equipados com dispositivos eletrônicos especialmente projetados para travar a ação dos radares de controle dos SA-2 e SA-3. Com os Phantom veio também uma série de armas “inteligentes”, como a bomba Walleye, controlada por televisão, e aparelhos guiados por laser, além de mísseis anti-radar Shrike, para atacar os radares dos mísseis SA-6, além de mísseis ar-ar Sparrow e Sidewinder.

Em 1973, os EUA enviaram aviões SR-71 Blackbird em missões sobre o Canal de Suez, revelando as posições das tropas egípcias e descobrindo uma lacuna entre o segundo e o terceiro exércitos. Este foi um ponto de viragem significativo na guerra, e quase resultou em uma vitória total de Israel.

A grande capacidade destrutiva da guerra moderna levou as superpotências a se concentrarem em conflitos regionais, como fornecedoras de material bélico a seus Aliados. Com isso, as superpotências alegavam conter a extensão das guerras, mas na verdade elas alimentavam os combates e davam às partes em duelo esperanças de poder continuar o conflito indefinidamente.

Anúncios

18 COMENTÁRIOS

  1. Mais uma vez pudemos aprender mais um pouco sobre Israel mas também mostra porque os americanos são o que são hoje, eles alimentam as guerras dos pequenos pois isso gera lucro pra eles, mas não se enganem que tem alguém alimentando o outro lado também pois isso é como um acordo de cavalheiros tu alimenta ali que eu alimento aqui e com isso nós dois lucramos.
    Outra coisa que me chamou a atenção é o fato dos EUA liberar 202 bilhões de dólares só pra continuar a guerra, imagina quanto custaria ao Brasil se defender de uma invasão em 2 ou 3 frentes, não teríamos tempo de nos armar nem dinheiro para se rearmar isso falando somente de Latinos no máximo América Central imagina com seria se colocar outros países nesta conta (retira China, EUA, Rússia, França) tem grande possibilidade de sermos dominados em 1 mês.

    • Com certeza foi um erro de digitação . O certo deve ser 202 milhões…

      • Só quem pode esclarecer estes valores é o editor mesmo, e ai Gio o valor esta correto mesmo?
        Na minha opinião esta certo pois se agora em tempos de paz e certa crise dos mercados e dos EUA eles liberaram ajuda de 22 bilhões, acho que é sim 202 bilhões pois tudo que foi enviado de material bélico deve ter dado um valor bem alto, só gostaria de saber como Israel pagou isso tudo.

        • Na real, Eu acho que são 2,02 bilhões (lembre que o ano é 1973), mas ainda não consegui confirmar, então fica valendo o texto fonte, se bem que este custo não é tão absurdo, é só pensar todo o material e a logística que os EUA fizeram…

          • Penso que este valor esteja mais realista em torno 2,2 ou 2,02 bi. Isso atualizado é um valor astronomico.

            • Achei uma outra fonte que diz que a guerra custou, no total e entre as partes beligerantes, US$ 7 bi. Vou colocar uma NE no texto.

              • Ajeita a N E, ficou no meio do texto!

                MAs deve ser esta faixa: 2,02 bi corrigidos pela inflação do periodo chegariam a 7 bi de dollars.

    • F35,

      Os americanos são o que são hoje pela capacidade de sua elite industrial e cultural ( força intelectual ).

      Mais de 80% de toda a bugiganga inventada no mundo veio de lá… E sua alta cultura está presente em todos os cantos do globo…

    • Não se esquece que nao foi só os EUA que fornecera equipamentos, a URSS também o fez na mesma escala..mais vcs só se lembram dos EUA,

  2. Mazal tov! ??? ???! Em Israel no Latrun tem um museu militar chamado Yad Lashiryon, o qual tem diversos carros de combate históricos de Israel. E também, veículos jipes, caminhões, carros de combates pequenos, estes crivados de projéteis perfurados de ponta a ponta, com marcas do sangue dos soldados israelenses, cerca de 300 mortos, numa emboscada da coalizão de estados árabes, durante a guerra do Yom Kippur.
    .
    É histórico, bem legal e interessante.
    Quando eu me aposentar, juntar uns trocados vou novamente fazer um tur em Israel, vale a pena e aconselho a todos, e pode levar a família, filhos todos porque em Israel todos são receptivos e hospitaleiros com turistas. E não existe assaltos o que é o mais importante, em Tel Aviv, os mercados, bares não fecham nunca praticamente, os carros ficam de vidros abertos, os soldados fazem ronda dentro do shopping com lança rojão, a criminalidade não tem vez.
    .
    É a história real de um povo que direta ou indiretamente faz parte da história de toda a humanidade.
    .
    Parabéns pela matéria!
    . http://www.yadlashiryon.com/

  3. Gio, essa coleçao de materias sobre a guerra do Yon Kippur esta arrasadora. Parabens!

    Essa foi a primeira guerra moderna sobre a qual eu li e me interessei e sempre fui fascinado pelos fatos ocorridos desde entao. Algumas das fontes utilizadas foram parte de minhas coleçoes de fasciculos compradas todas as semanas nas bancas de jornais lá pelos idos dos 80 e 90. Q tempo bom esses.

    Valeu Gio.

  4. Caro Giordani.

    Meus mais sinceros parabéns por essa coletânea de matérias. Todas excelentes.

    • Obrigado RR. Acredito que para entender o mundo atual é preciso conhecer a fundo o Passado. Fico impressionado com a quantidade de especialistas de facebook que existem por aí. Falam com propriedade do F-35, dão pitaco do Gripen, tecem teses sobre o Flanker e estratégias nas Falklands, mas não conhecem um CT-114 Tutor ou um Focke-Wulf FW 190!

      • Pra adquirir conhecimento se precisa ter bom senso, e a internet não ajuda a se conseguir isso. Muito bairrismo, muita paixão, muita ideologia e pouca história, pouca leitura, pouca educação.

        Esta série justamente por ser datada, é excelente. Estas coleções militares eram extremamente bem-escritas e com uma riqueza de dados muito grande, educam mesmo.

      • Giordani,

        Kwhvelasco,

        Penso o mesmo.

        Sem conhecer o passado, não é possível entender o presente, e não há como construir o futuro.

        Esse raciocínio acima e o raciocínio lógico em si, deveriam ser ponto comum em nossa sociedade. O problema é que vivemos rodeados por gente que acha que pode reinventar a roda; que pode simplesmente ignorar o conhecimento de anos a fio por trás da humanidade ( que custou tanto através das tentativas e erros de nossos ancestrais ) e construir tudo a partir do nada… Enfim…

        Desejo a vocês e a todos os nossos amigos aqui do Cavok um feliz ano novo.

        Sobriedade… Precisamos disso…

        • No blogue que ajudo a tocar eu postei o primeiro artigo desta sequencia. Me perguntaram porque, tal… expliquei que esta história de Israel é a História de todos nós: Erros, falhas, surpresas, derrotas impressionantes, momentos de desespero, inúmeras perdas, mas com força e foco, e confiança nos que sabem fazer e têm disposição para assumir responsabilidades, a vitória sobrevêm.

          Nossos jovens não sabem perder, muitos de nós mais velhos têm a semente da inveja e do rancor, que nos cegam, nos tiram do caminho do trabalho e da perseverança.

          Feliz ano novo a todos do CAVOK, 2017 será bem difícil, mas não tem luta que não possa ser vencida se estamos do lado certo.

          • Yom Kippur, ao contrário de 56 e 67, atingiu praticamente todas as famílias de Israel. Hoje, casualmente, vi no jornal que os veteranos de 73 estão recebendo tatuagens gratuitas, alusivas ao evento. Eu não sabia, mas a tatuagem – relacionada com as guerras travadas – em Israel é vista como uma honraria sem igual! E pensar que por aqui, tem gente que tatua che guevara e folha de maconha…

  5. Atacou covardemente Israel junto com um bando de outras nações arabes, estava em vantagem em todos os sentidos, tanto de tropas qto de materias numa proporção de quase 3 para 1 e mesmo assim nao conseguiu derrotar a invencivel Israel, e qdo se viu frente a aniquilação o Egito foi chorar pra ONU um cessar fogo, isso foi humilhante para os Arabes..e se nao fosse os EUA o Egito nao existiria hoje…que vergonha para o Egito..espero que tenha aprendido a lição e nunca mais se meter a besta com Israel.

Comments are closed.