A Guerra Fria foi um período de tensão constante entre as potências mundiais ocidentais e orientais que durou do final da Segunda Guerra Mundial até 1991. Ao Mundo era real a possibilidade de um embate nuclear. O fim deste período do medo foi sob o controle do presidente dos EUA Ronald Reagan e uma das principais razões para o colapso da Guerra Fria foi o advento do bombardeiro supersônico B-1.

O programa para substituir a envelhecida frota de bombardeiro B-52 Stratofortress da Força Aérea dos EUA foi iniciado em 1970, sob a presidência de Nixon. Era consenso geral entre os principais militares de que a União Soviética tinha a superioridade aérea e poderia lançar a primeira onde de ataque contra os EUA e destruir os B-52 ainda no chão. Isso era inaceitável, então Nixon lançou um programa para produzir o bombardeiro B-1, um avião como nenhum outro visto no mundo naquela época.

Dotado de asa com geometria variável, baixa assinatura de radar, velocidade máxima de 1.500 km/h (Mach 1.2) ao nível do mar, capacidade de transportar 22 mísseis de cruzeiro e sua capacidade de subir até 3.000 metros em pouco segundos, juntamente com sua capacidade de voar 11 horas sem reabastecimento, tornaram este um avião temido por todos os inimigos das superpotências ocidentais. Este avião daria aos EUA a sua superioridade aérea, mas devido a cortes no orçamento, o programa foi descartado em 1977 pelo presidente Carter, mas em 1981, o Presidente Reagan ressuscitou o programa.

O primeiro B-1B de produção foi entregue ao SAC (Strategic Air Command) em pouco mais de três anos e meio. Cada aeronave acabou custando US$ 220 milhões.

Alguns anos após o colapso da URSS, militares russos disseram a Robert Cattoi, um ex-engenheiro-chefe da Rockwell, que o B-1B fora uma das principais razões do fim da Guerra Fria. Em uma entrevista ao Los Angeles Times, o Cattoi revelou: “Um deles [militar russo] me disse: Não tínhamos os recursos para se contrapor [ao B-1]. Ele nos quebrou a espinha”.

Pyotr Deinekin, ex-chefe da Força Aérea Soviética, disse a Cattoi que “eles deveriam ficar satisfeitos pelo fato de nossos aviões jamais terem se encontrado em combate. Destruiríamos-nos mutuamente, mas o B-1 lhes daria uma vantagem“.


FONTE: War History

 

25 COMENTÁRIOS

  1. Sobre a matéria,

    O 'Lancer' foi apenas um fator de pressão…

    A corrida tecnológica, que impunha gastos sobre gastos, somente poderia ser vencida por um capacidade monstruosa de produção de riqueza. A URSS, com uma economia completamente deturpada e desarranjada, nunca foi capaz disso…

    A forma que arranjaram de tentar algo similar, foi abrir a economia, mas não tinham uma elite empreendedora com que contar… O resultado só poderia ser o colapso…

    Pessoalmente, acredito que o colapso soviético se daria mais dia ou menos dia… A abertura em direção ao Ocidente já era um movimento irrefreável nos anos 70, com diversos países aproando para relações mais abertas com o Oeste. Era questão de tempo até haver uma maior interação econômica, que terminaria por transformar gradualmente as economias nesses países pela irreversível propagação das práticas capitalistas ( que já existiam por trás da cortina de ferro, até onde se sabe, em praticamente todos os países do Leste, mas na informalidade )…

  2. O socialismo é do cara….. e dá certo sim!

    O povo que é manhoso e não aguenta ficar sem o que comer.

  3. Um regime repressor e ineficiente pode durar muiiiiiiiito tempo. Entretanto terá que ter estômago para usar a força necessária para calar os dissidentes. A partir do momento que a URSS aceitou as críticas internas as bases do seu regime começaram a ruir. Cuba, China e Coréia do Norte não pretendem cometer este "pecado".

  4. Um ditadura não prazo para acabar, que o digam Cuba, China e Coréia do Norte. Porém os ditadores não podem cometer o descuido de se mostrarem vulneráveis e ficarem com escrúpulos de reprimir impiedosamente os dissidentes.

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