F-4_capaPerfil operacional dos Phantoms da RAF.

Oito esquadrões de Phantoms garantiam a defesa aérea da Grã-Bretanha, em casa, na Alemanha e nas Falklands.

O McDonnell Douglas F-4 Phantom não é um dos mais atraentes caças a jatos já construídos, mas ninguém pode negar que ele foi um dos mais bem sucedidos. Desde que o primeiro protótipo voou, 5.195 exemplares foram construídos, e a aeronave operou nas forças aéreas de onze nações. O Phantom era extremamente versátil e podia atuar igualmente bem como caça de defesa aérea, como avião de ataque convencional e nuclear, como aeronave de reconhecimento e ainda em uma variada gama de funções. O registro de combate do Phantom é impressionante; ele lutou com destaque em vários conflitos e foi o principal adversário dos MiG, durante o envolvimento dos EUA na Guerra do Vietnã.

O Phantom do Esquadrão 111 levando uma carga completa de misseis ar-ar Sidewinders orientados por infravermelho e Sparrow, por radar, além de três tanques de combustível.
O Phantom do Esquadrão 111 levando uma carga completa de misseis ar-ar Sidewinders orientados por infravermelho e Sparrow, por radar, além de três tanques de combustível.

A Grã-Bretanha encomendou originalmente o Phantom como um caça-bombardeiro naval embarcado para substituir os Supermarine Scimitar e de Havilland Sea Vixen, e também para substituir os English Electric Canberra e Hawker Hunter da Força Aérea (RAF). As encomendas de Phantom da Marinha foram drasticamente diminuídas devido à retirada de operação da frota britânica de porta-aviões, e a maioria dos Phantoms entraram em serviço na RAF como caça-bombardeiros.

As duas versões britânicas do Phantom eram a F-4K e a F-4M, conhecidas respectivamente por Phantom FG.Mk 1 e Phantom FGR.Mk 2. O FG.Mk 1 era a versão da Marinha, englobando uma série de características que permitiram operar no convés pequeno dos porta-aviões da Grã-Bretanha. Alguns poucos foram entregues diretamente à RAF, onde equiparam o Esquadrão 43, com a função de defesa aérea. Essa entrega resultou da diminuição das necessidades da Marinha, e não de uma encomenda própria da RAF para o Phantom de interceptação. Os Phantoms restantes da Marinha foram afinal transferidos para a RAF em 1978, quando o HMS Ark Royal foi retirado da ativa.

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As duas versões do Phantom, F-4K e F-4M, foram baseadas no F-4J da Marinha dos Estados Unidos, porém equipadas com motores turbofans Rolls-Royce Spey no lugar dos motores turbojato General Electric J79 que equipavam as outras variantes. As aeronaves compradas pela Grã-Bretanha utilizavam uma grande proporção de componentes estruturais e equipamentos construídos no próprio país.

As bases para a função de defesa aérea do Phantom foram lançadas em 1972, quando se instaurou a doutrina de defesa chamada de “resposta flexível“. Isso exigiu a melhoria e a modernização das forças armadas convencionais da Grã-Bretanha, possibilitando assim que ataques não nucleares pudessem ser respondidos sem ter que recorrer a uma gigantesca retaliação nuclear. O English Electric Lightning, que então constituía a espinha dorsal da defesa aérea britânica, tinha graves deficiências de alcance e armamento, e o Phantom oferecia uma melhoria óbvia. Felizmente, apareceu o SEPECAT Jaguar para substituir o Phantom nas tarefas de ataque e reconhecimento, permitindo que ele, por sua vez, substituísse os Lightning em cinco esquadrões de caça baseados na Grã-Bretanha e em outros dois da RAF na Alemanha Ocidental.

Ao lado do distrito industrial da Renânia-Vestfália e bem perto da fronteira da RFA com a Holanda, fica Wildenrath, ficava a sede de uma esquadrilha de aviões Phantom da Força Aérea Britânica (RAF).
Ao lado do distrito industrial da Renânia-Vestfália e bem perto da fronteira da RFA com a Holanda, fica Wildenrath, ficava a sede de uma esquadrilha de aviões Phantom da Força Aérea Britânica (RAF).

O substituto do Phantom na função de defesa aérea foi à versão dedicada do Panavia Tornado. No entanto, na época, quatro esquadrões de Phantom foram mantidos mesmo depois de formadas todas as unidades de defesa aérea com o Tornado. A força de Phantoms da RAF consistiu em oito esquadrões, sendo um baseado nas Falklands, dois na RFA e cinco restantes no Reino Unido. A função de todas as unidades era a defesa aérea, mas as tarefas diferem grandemente em cada uma das três áreas.

As Falklands

O Esquadrão 23, sediado na nova base da RAF em Mount Pleasant, nas Falklands, mantinha duas aeronaves e as respectivas tripulações em QRA constante, com o resto das tripulações do esquadrão se alternando em tempo de serviço e de folga. Apenas tripulações experientes eram enviadas para servir (por um período de quatro meses) no Esquadrão 23, pois as ilhas apresentavam um difícil ambiente de voo. Patrulhas aéreas de combate (CAP) eram montadas para garantir uma zona de proteção das ilhas, com raio de 240 km. Também eram efetuados ataques simulados contra navios e bases de mísseis Rapier e de outros Phantoms. O reabastecimento aéreo é praticado em quase todas as missões, graças aos aviões-tanque Lockheed Hercules da Esquadrilha 1312. As aeronaves do Esquadrão 23 levavam um conjunto básico de armamento, que consistia em quatro mísseis AIM-7 Sparrow ou BAe Sky Flash semi-abrigados na barriga, quatro AIM-9L Sidewinder em trilhos lançadores duplos nos cabides internos, embaixo das asas, um casulo com canhão SUU-23/A no cabide central e dois tanques de 1 400 L nos cabides externos das asas.

Os dois esquadrões de Phantoms baseados na República Federal da Alemanha, o 19 e o 92, tinham a função de defesa aérea de baixa altitude, abaixo do cinturão de SAM Nike e entre os SAM Hawk e os mísseis de defesa localizada, como os Rapier. Os dois esquadrões tinham responsabilidades muito importantes de combate aéreo, frente aos caças e caças-bombardeiros do Pacto de Varsóvia.

Dois Phantom FG.Mk 1 do Esquadrão 32 são reabastecidos em voo por um VC10 K.Mk 2 do Esquadrão 101, com base em Brize Norton, perto de Oxford, Inglaterra. Esses aviões-tanque eram convertidos de aeronaves civis.
Dois Phantom FG.Mk 1 do Esquadrão 32 são reabastecidos em voo por um VC10 K.Mk 2 do Esquadrão 101, com base em Brize Norton, perto de Oxford, Inglaterra. Esses aviões-tanque eram convertidos de aeronaves civis.

Para a defesa da região do Reino Unido, a principal ameaça seriam os bombardeiros e as aeronaves de reconhecimento. Na OTAN, apenas os Phantoms da RAF e os McDonnell. Douglas F-15 da USAF possuíam o tipo de radar pulso-Doppler de alta potência que é essencial a baixa altitude e na presença de muitas ameaças. Consequentemente, os dois esquadrões dedicavam grande parte de seu tempo ao treinamento de ACM, na própria Grã-Bretanha. As CAP eram normalmente efetuadas por pares de aeronaves que descreviam trajetórias paralelas, de maneira que o radar de uma delas sempre estava rastreando o leste, que é a direção mais provável de intrusos em potencial. A ala de Phantoms de Wildenrath empenhava-se em manter um QRA constante, 24 horas por dia, com o avião e a tripulação do chamado “voo de batalha” sendo retirados de cada um dos esquadrões em rodízio. A função do avião requisitado era interceptar e investigar aeronaves suspeitas que vagueassem próximas à Zona de Identificação da Defesa Aérea Alemã.

A função dos outros esquadrões de Phantom da RAF era a defesa aérea da Grã-Bretanha. No caso de uma guerra, as ilhas Britânicas atuariam como bases avançadas para a OTAN. Uma grande parte das aeronaves de ataque da organização estava baseada no que também seria um posto intermediário primordial para reforços de terra ou do ar, vindos da, América para a Europa. A Grã-Bretanha seria, assim, um alvo de alta prioridade para os bombardeiros soviéticos. Muitos desses bombardeiros seriam os supersônicos Tupolev Tu-26 “Backfire” e Sukhoi Su-24 “Fencer”, alguns deles armados com mísseis de longo alcance. A defesa localizada de curto alcance seria efetuada pelos SAM Bloodhound e Rapier, apoiados por aviões BAe Hawk equipados com mísseis Sidewinder, com os antigos Lightning, da base de Binbrook, fornecendo uma útil resposta rápida a grande altitude. A. responsabilidade da força de Phantoms era fornecer uma defesa aérea de maior alcance, principalmente sobre o mar. Isso seria conseguido de duas maneiras distintas: primeiramente, pela montagem de missões de CAP a grande distância da costa e, em segundo lugar, por aeronaves de combate mantidas em QRA para interceptar intrusões específicas.

A ilustração representa um llyushin Il-20 soviético, destinado a recolher informações eletrônicas, sendo interceptado por um Phantom da RAF. No entanto, os aviões que mais comumente acionavam o sistema de alerta de reação rápida eram os Tupolev Tu-142, gigantes de asas enflechadas.
A ilustração representa um llyushin Il-20 soviético, destinado a recolher informações eletrônicas, sendo interceptado por um Phantom da RAF. No entanto, os aviões que mais comumente acionavam o sistema de alerta de reação rápida eram os Tupolev Tu-142, gigantes de asas enflechadas.

Em última instância, os esquadrões de Phantom da RAF eram controlados pelo Centro de Operações Setoriais, nas bases de Buchan e de Neatishead. O setor norte, controlado por Buchan, continha a ala de Leuchars, cujos dois esquadrões estavam padronizados com aviões Phantom FG.Mk 1. O setor central consistia na ala de Coningsby, base natal do Esquadrão 29 e da OCU, e ainda nas unidades de Lightning de Binbrook. Defendendo o setor sul estavam os Esquadrões 56 e 74, de Wattisham, duas unidades que operavam aparelhos Phantoms.

Os setores central e sul eram controlados por Neatishead, e sua função principal era coordenar as defesas contra ameaças vindas do Báltico e da região central da OTAN. As aeronaves QRA estavam distribuídas em disposição norte/sul, sendo que os Esquadrões 43 e 11 destinavam duas aeronaves e suas respectivas tripulações para o QRA do norte, em rodízio, enqüanto o QRA do sul era mantido pelas unidades de Binbrook, Coningsby e Wattisham. O QRA do sul geralmente tinha muito menos trabalho que o do norte, e suas aeronaves eram freqüentemente usadas para interceptar intrusos dentro da área que era responsabilidade nominal da ala de Leuchars.

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Prontidão permanente

A função QRA consistia em manter dois Phantoms completamente armados, com tripulações aéreas e de solo, em prontidão permanente para partir dentro de dez minutos após o recebimento de uma ordem. Os aviões QRA saiam às pressas sempre que parecia provável que uma aeronave fosse violar o espaço aéreo britânico, ou que pelo menos tentaria fazê-lo. Como o objetivo era interceptar qualquer aeronave antes que pudesse penetrar a maioria das missões QRA era do tipo de longo alcance e longa duração. Os Phantom de QRA geralmente levavam um tanque ventral de 2 270 L no lugar do casulo central de canhão SUU-23/A e eram frequentemente reabastecidos em voo por aviões-tanque BAe Victor baseados em Marham ou pelos mais modernos BAe VC10 que levantam voo de Brize Norton.

Muitas aeronaves QRA decolavam não para interceptar e identificar intrusos soviéticos, mas sim para render caças da USAF (baseados na Islândia) ou na Força Aérea da Noruega que já viriam escoltando os intrusos. Isso se aplicava especialmente às interceptações de aparelhos Tupolev Tu-142 “Bear”, cujo alcance, sem reabastecimento em voo, é de 12.875 km. Isso lhes permitia sobrevoar o arquipélago britânico e ganhar o Atlântico, a caminho de Cuba ou Angola.

O coração do Phantom enquanto sistema de armamentos era o radar pulso-Doppler Westinghouse. Era um equipamento de tecnologia antiga, mas muito eficiente contra alvos voando a baixa altitude.
O coração do Phantom enquanto sistema de armamentos era o radar pulso-Doppler Westinghouse. Era um equipamento de tecnologia antiga, mas muito eficiente contra alvos voando a baixa altitude.

As aeronaves QRA mais ativas eram os Phantom dos dois esquadrões baseados em Leuchars. Duas aeronaves eram permanentemente mantidas nos abrigos de metal corrugado e abertos na frente, cuja localização permitia ao avião taxiar diretamente no acesso à pista principal. Suas tripulações passavam às 24 horas do seu período de serviço nas acomodações adjacentes, desde o boletim meteorológico das 8h20min até às 9h da manhã seguinte, quando a própria tripulação assumia oficialmente. Nos abrigos, as aeronaves eram apoiadas por uma equipe de solo de sete pessoas que ficavam de serviço em turnos de sete dias. Uma outra tripulação aérea, designada Q3, ficava em prontidão para entrar em ação em uma hora caso a segunda tripulação QRA decolasse. Durante períodos de grande atividade, até oito aeronaves QRA foram lançadas, mas nesses casos era usual aeronaves do sul irem auxiliar as do norte.

A maioria das interceptações geradas por um QRA resultava em encontros amigáveis, com os tripulantes do Phantoms e da aeronave invasora trocando animados acenos enquanto fotografam ativamente um ao outro. No entanto, os pilotos dos Phantom às vezes notavam o canhão de 23 mm direcionado por radar seguindo todos os seus movimentos, e alguns foram propositadamente ofuscados por holofotes de alta intensidade, ou forçados a efetuar violentas manobras evasivas devido a movimentos repentinos de suas presas.

Quatro Phantom FGR.Mk 2 (três ainda com a pintura camuflada) em manobra na base de Akrotiri, na ilha de Chipre. Sobre o Mediterrâneo, usava-se munição real.
Quatro Phantom FGR.Mk 2 (três ainda com a pintura camuflada) em manobra na base de Akrotiri, na ilha de Chipre. Sobre o Mediterrâneo, usava-se munição real.

Apesar de os Phantom da RAF serem na época já bastante velhos, alguns tendo dezoito anos de intensa utilização, novos pilotos e navegadores ainda estavam sendo convertidos para sua operação. Algumas tripulações juntavam-se à força de Phantom vindo de outros tipos de aeronaves, mas uma alta porcentagem era de “marinheiros de primeira viagem”; para os pilotos, em particular, podia ser difícil a passagem do Hawk, menor e bem comportado, para o Phantom, bruto e que voava a Mach 2.

A conversão para o Phantom era dificultada ainda pela falta de aviões de duplo comando, cujo péssimo campo de visão para o tripulante traseiro os tornava inadequados para o treinamento mais sério.

Um Phantom se reabastece em voo. Era um aparelho do Esquadrão 29, com base em Coningsby, mas que em 1982 e 1983 esteve destacado em Port Stanley, nas ilhas Falklands. O aprendizado do reabastecimento em voo era feito no próprio esquadrão, não na Unidade de Conversão Operacional (OCU).
Um Phantom reabastece em voo. Era um aparelho do Esquadrão 29, com base em Coningsby, mas que em 1982 e 1983 esteve destacado em Port Stanley, nas ilhas Falklands. O aprendizado do reabastecimento em voo era feito no próprio esquadrão, não na Unidade de Conversão Operacional (OCU).

Uma nova tripulação do Phantom se unia pela primeira vez na OCU 228, em Coningsby, sendo que o piloto chegava depois que o navegador já tivesse completado um curso de seis semanas na escola de solo sobre os sistemas de controle de mísseis e o sistema de navegação inercial do Phantom. Ambos assistiam então a mais duas semanas de aulas no solo antes de voarem num Phantom pela primeira vez. O piloto efetivava cinco ou seis voos de duplo comando com um piloto-instrutor e depois outros dois com um navegador-instrutor. O navegador aprendiz fazia três voos com o piloto-instrutor.

Após essa etapa, a nova tripulação voava em conjunto na maioria das cem horas de voo do curso, apesar de ainda haverem algumas instruções em duplo comando com pilotos e navegadores-instrutores. O curso de seis meses cobria a conversão básica para o Phantom, mas também englobava um treinamento geral sobre táticas de defesa aérea para reforçar o já recebido na TWU.

O mapa do arquipélago britânico mostra as direções de possíveis invasões dos territórios cobertos pelos QRA do norte e do sul.
O mapa do arquipélago britânico mostra as direções de possíveis invasões dos territórios cobertos pelos QRA do norte e do sul.

Mesmo após completar o curso da OCU, uma nova tripulação de Phantom ainda não era considerada preparada para as operações e tinha de completar outros quatro meses de treinamento em nível de esquadrão antes de entrar em serviço. Um novo piloto de Phantom precisava voar cerca de 33 missões para tornar-se apto para combate com limitações (LCR) e qualificando-o Q (capaz de executar missões QRA); era preciso um total de 47 missões para ele entrar em serviço. O curso incluía interceptações em média e grande altitudes, voo supersônico, missões de reabastecimento em voo (algumas com o rádio em silêncio e outras noturnas), treinamento de combate aéreo e ECM. Após a verificação de LCR, havia tarefas a baixa altitude com muitas ameaças, treinamento de controle de formação e decolagens de emergência noturnas e diurnas até a verificação final de aptidão de combate.

Mesmo quanto já estava em pleno serviço, à tripulação de um Phantom se encontrava em constante treinamento; não apenas pratica sua função, mas também recebia instrução sobre táticas e técnicas pelo pessoal de armamentos do esquadrão e ainda recebia informações tão detalhadas e importantes quanto as da TWU.

F-4 #1

Todos os anos, cerca de metade das tripulações do esquadrão deslocava-se até o campo de ACMI da OTAN em Decimomannu, e seis tripulações iam ao Campo de Treinamento com Mísseis, na base de Valley, onde podiam ser disparados mísseis reais sobre as linhas de tiro de Aberporth, no País de Gales.

Aeronaves solitárias em QRA eram periodicamente direcionadas a Aberporth para lançar um míssil real em uma missão de perfil mais realista. Qualquer oportunidade de disparar um míssil carregado era avidamente recebida, pois mesmo no campo de prática de armamento cada tripulação tinha apenas um único míssil nessas condições para disparar. As oportunidades para atirar com o canhão eram menos raras, pois a cada dezoito meses todos os esquadrões de Phantom se deslocam para a base da RAF em Akrotiri, na ilha de Chipre, para prática de armamentos. Cada uma dessas manobras durava cerca de nove semanas e havia, normalmente, seis delas por ano. Três Canberra do Esquadrão 100 permaneciam quase continuamente em Akrotiri para fornecer rebocagem de alvos.

Os pilotos de Phantom normalmente disparavam contra bandeiras de tecido rebocadas 275 m atrás dos Canberra. Esses estandartes tinham cerca de 9 m de comprimento e 1,50 m de largura e possuíam um fundo branco contrastando com as bordas e uma mosca de alvo preta. Elas normalmente recebiam um refletor de radar reutilizável. Quatro dessas bandeiras eram rebocadas a cada dia, com cinco Phantoms disparando contra cada uma delas. O casulo com canhão SUU-23/A podia levar 1 200 projéteis. Cada tripulação voava um certo número de missões com câmaras cinematográficas, até demonstrar que era capaz de operar efetivamente dentro dos rigorosos padrões de segurança aplicados. As bandeiras eram sempre atacadas obliquamente, nunca alinhadas com a cauda da aeronave rebocadora, para garantir a segurança desta. Seis caçadas “acadêmicas” eram então efetuadas para o recebimento ou renovação da qualificação do Comando Supremo Aliado na Europa.

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Glossário

ACM Manobras de combate aéreo (Air Combat Manoeuvring)

ACMI Monitoração de manobras de combate aéreo (Air Combat Manoeuvring Instrumentation)

ADIZ Zona de identificação de defesa aérea (Air Defence ldentification Zone)

CAP Patrulha aérea de combate (Combat Air Patrol)

LCR Apto para combate com limitações (Limited Combat Ready)

OCU Unidade de Conversão Operacional (Operational Conversion Unit)

QRA Alerta de reação rápida (Quick-Reaction Alert)

SAM Míssil superfície-ar (Surface-to-Air Missile)

TWU Unidade de Armas Táticas (Tactical Weapons Unit)

FONTE/IMAGENS: Aviões de Guerra #39 – Edição: CAVOK


IMAGENS adicionais: #1; capa; #2; #3

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20 COMENTÁRIOS

  1. Muito bom esse post…..

    Esse é "el matador"….esfregador de brioches…..kkkkkk

    Feliz pascoa para a família Cavok…..

  2. "O coração do Phantom enquanto sistema de armamentos era o radar pulso-Doppler Westinghouse. Era um equipamento de tecnologia antiga, mas muito eficiente contra alvos voando a baixa altitude."

    Parece aquelas antenas de tv por satélite….rs…

  3. Gostei da ideia do glossário, eu recomendo sempre o uso daqui para frente.

    Eu estava lendo um livro que tinha uma história interessante, na WWII os spitfire eram usados para carregar barris de cerveja para os soldados no front.
    O livro é um ebook gratuito e é escrito de uma forma bem despojada = http://www.contraditorium.com/2015/02/18/buracoda

  4. O F-4 veio sem canhão e com misseis que não funcionavam no ambiente úmido da selva, tomou muito ferro de dos mig 17 (e depois dos Mig 21 que os vietnamitas não arriscavam muito) do Vietnã do Norte. E o F-5 surgiu como uma respsota low cost dessa ineficiência…
    http://acepilots.com/vietnam/viet_aces.html

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