Helicóptero H225M francês armado com mísseis Exocet. Sistema da versão Operacional dos helicópteros da Marinha realizou em laboratório a simulação de disparos do míssil. (Foto: Anthony Pecchi / Airbus Helicopters)
Helicóptero H225M francês armado com mísseis Exocet. Sistema da versão Operacional dos helicópteros da Marinha realizou em laboratório a simulação de disparos do míssil. (Foto: Anthony Pecchi / Airbus Helicopters)

A Helibras concluiu nesta semana a primeira etapa de testes da integração dos mísseis Exocet AM39 ao sistema de missão naval desenvolvido especialmente para a versão Operacional do helicóptero H225M da Marinha do Brasil.

Durante as três semanas de atividades em laboratório, a equipe realizou com sucesso diversos disparos simulados dos mísseis. Esta fase de ensaios foi realizada para a validação da conexão entre o Sistema de Missão Naval e os lançadores de míssil, o teste de diferentes modos de operação, a verificação da lógica de comando e checagem da instrumentação que será empregada nos ensaios em voos.

Já no início de 2016, as análises em bancada serão retomadas para que os mísseis possam ser testados na aeronave protótipo, em voo, no Brasil. As atividades estão sendo coordenadas pelas equipes do Centro de Engenharia da Helibras junto aos profissionais da Airbus Helicopters, MBDA, fabricante do Exocet AM39, Atech e Airbus Defence and Space.

H225M armado com míssil em voo na França. (Foto: Anthony Pecchi / Airbus Helicopters)
H225M armado com míssil em voo na França. (Foto: Anthony Pecchi / Airbus Helicopters)

“Essa era mais uma etapa planejada em nosso cronograma de trabalho e mostra o compromisso da Helibras com o programa H-XBR, além da capacitação cada vez maior de seus profissionais e de sua fábrica, no Brasil”, comentou Richard Marelli, vice-presidente de Operações da Helibras.

O sucesso na integração dos sistemas demonstra também a maturidade do desenvolvimento do Sistema de Missão Naval do H225M para a Marinha do Brasil, que é uma configuração completamente nova, projetada no país pela Helibras, em conjunto com o cliente, a Airbus Helicopters e empresas parceiras.

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76 COMENTÁRIOS

  1. Ulisses, de mais novo nesse segmento só havia duas opções, Merlin maior e bem mais caro e sem tanta diversidade de versões (apesar da peculiar versão AEW) ou NH90, enfrentando um parto complicadíssimo, quase um F-35 das asas rotativas na questão dos problemas, que até hoje enfrenta muitos problemas e não está plenamente operacional em nenhuma força. A última previsão que vi de operacionalidade plena na Austrália era pra 2019 e já faz algum tempo isso, a previsão mais recente já deve ter entrado na década de 20.

    Na época do programa o NH90 era inexistente. Deixe a dor de cabeça de esperar o desenvolvimento pra quem participa dele, problemas, atrasos, aumentos de custos e tal. Estão nessa até hoje. Foram avaliados os que deveriam ser, Merlin, EC725 e Mi-17. Pode-se questionar a necessidade do projeto H-X BR, mas uma vez que ele foi tocado, não tinha como fugir disso. O mais sofisticado e caro era o Merlin, o que daria mais trabalho e custos em desenvolver as várias versões. O mais barato de longe o Mi-17. Foram na coluna do meio apoiada por lobby forte de todos os lados, com filial aqui e tal.

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