Helicóptero H225M francês armado com mísseis Exocet. Sistema da versão Operacional dos helicópteros da Marinha realizou em laboratório a simulação de disparos do míssil. (Foto: Anthony Pecchi / Airbus Helicopters)
Helicóptero H225M francês armado com mísseis Exocet. Sistema da versão Operacional dos helicópteros da Marinha realizou em laboratório a simulação de disparos do míssil. (Foto: Anthony Pecchi / Airbus Helicopters)

A Helibras concluiu nesta semana a primeira etapa de testes da integração dos mísseis Exocet AM39 ao sistema de missão naval desenvolvido especialmente para a versão Operacional do helicóptero H225M da Marinha do Brasil.

Durante as três semanas de atividades em laboratório, a equipe realizou com sucesso diversos disparos simulados dos mísseis. Esta fase de ensaios foi realizada para a validação da conexão entre o Sistema de Missão Naval e os lançadores de míssil, o teste de diferentes modos de operação, a verificação da lógica de comando e checagem da instrumentação que será empregada nos ensaios em voos.

Já no início de 2016, as análises em bancada serão retomadas para que os mísseis possam ser testados na aeronave protótipo, em voo, no Brasil. As atividades estão sendo coordenadas pelas equipes do Centro de Engenharia da Helibras junto aos profissionais da Airbus Helicopters, MBDA, fabricante do Exocet AM39, Atech e Airbus Defence and Space.

H225M armado com míssil em voo na França. (Foto: Anthony Pecchi / Airbus Helicopters)
H225M armado com míssil em voo na França. (Foto: Anthony Pecchi / Airbus Helicopters)

“Essa era mais uma etapa planejada em nosso cronograma de trabalho e mostra o compromisso da Helibras com o programa H-XBR, além da capacitação cada vez maior de seus profissionais e de sua fábrica, no Brasil”, comentou Richard Marelli, vice-presidente de Operações da Helibras.

O sucesso na integração dos sistemas demonstra também a maturidade do desenvolvimento do Sistema de Missão Naval do H225M para a Marinha do Brasil, que é uma configuração completamente nova, projetada no país pela Helibras, em conjunto com o cliente, a Airbus Helicopters e empresas parceiras.

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76 COMENTÁRIOS

  1. Ai está um programa que mereceria ser esmiuçado com lupa pelo ministério público federal. Helicóptero com preço de caça, com "transferência de tecnologia" da matriz para filial paga a peso de ouro.

    • e montado, testado, inclusive com as armas que tem/terão integração com participação nacional, gera impostos e emprego aqui… já o NG…

      • Chico , vc está sendo sarcastico , não é?

        Obs: Tem um jogo-just cause 3-magina o vinha1 que tem lá-Gripen , vc vai adorar abater uns

  2. O caracal parece pequeno em relação aos Exocet, não teria sido melhor utilizar outro míssil para armar esses helicópteros ou os Am-39 são os mais baratos.

      • Francisco, o Harpoon (em praticamente todas as versões, inclusive nas versões de lancamento aéreo) é menor e mais leve que o Exocet. Abraço.

        • Verdade Guilhermo… obrigado!… via o pessoal falar das capacidades "superiores" do Harpoon em alcance (comparado ao Exocet bloco 2 do Brasil) que imaginei o Harpoon mais robusto, sempre olhando em imagens… e, claro, por ser mais curto, parece mais "roliço" e encorpado quando fotografado nos cabides… falha minha!

      • Outra pergunta não se tem noticia de desenvolvimento de uma nova versão dos Am-39, talvez com as caracteristicas e desempenho do Exocet Block-III

    • Uitinã, não acho que o Exocet seja grande para o EC725. O comprimento do míssil é de menos de um quarto da fuselagem do EC725. O EC725 tem capacidade de carga de mais de 5 tons. Levar 1,5 ton entre os mísseis e estrutura de fixação não pode ser considerado algo próximo ao limite de carga considerando que na missão ASuW o helicóptero só precisa levar tripulação e mísseis, não vai transportar tropa ou qualquer outro tipo de carga.

      No mais já que a aeronave tem tamanho e capacidade de carga, que se integre míssil de categoria com maior alcance e carga explosiva possível. Se fosse pra integrar um míssil menor com menor alcance e carga e capacidade destrutiva, não haveria sentido. Já temos Sea Hawk com Penguin e Super Lynx com Sea Skua. Aparentemente a MB valoriza essa capacidade de um míssil anti-navio de maior alcance e poder destrutivo em helicópteros. Ela possui essa capacidade com o Sea King italianos e inclusive mandou os americanos que tinha na época para receberem a instalação dessa mesma capacidade na Itália. Ela perderia essa capacidade em breve com a aposentadoria dos Sea King, mas fez questão de solicitar essa integração do Exocet na sua versão especializada do EC725.

  3. Excelente notícia, aguardava há algum tempo. Mostra uma capacidade até agora ímpar no Mundo.

    Um helicóptero com um alcance operacional de 850 quilómetros, a uma velocidade de cruzeiro de 285 km/h, capaz de lançar um (na verdade dois) míssil de 700-800 quilos, com um alcance de 70 quilómetros, não há marinha no mundo com tal capacidade.

    Muito bom.

      • Nesse aspecto é.

        Mas se quiser xingar a MB força nisso, não sou eu que vou impedir.

        • Afonso, o fato de a MB ter se empolgado com projetos nos Subs, no NAe e aviação do mesmo, deixando a frota de superfície em estado terrível acaba por atrair animosidade para a MB. De certa forma ela um pouco que merece isso, mas como você escreveu, acabam por exagerar e jogar tudo, de bom e de ruim, na mesma lama.

    • Não sei se não Há Marinha… mas de resto, comentário baseado nem fatos!

      • HMS Tireless

        O H225M e o A-4 tê missões diferentes, e valências diferentes.

        No meu entender, faz mais sentido incorporar uma nova arma num novo helicóptero do que num caça (12 unidades?) em final de vida, que opera a partir de um porta-aviões que passa o tempo no estaleiro, e que nem se sabe se terá substituto.

          • Esse número aqui no Brasil é realmente complicado, Chicão.

            Sobre o heli, se estivermos falando do Mi-171A2, ele possui velocidade de cruzeiro de 260 km/h, alcance de 800 km (com os tanques externos) e teto de serviço de de 6.000 m. E custa 1/3 do valor que o Brasil pagou pelas Kombis.
            http://www.russianhelicopters.aero/en/helicopters

            Se instalar os tanques internos adicionais, o alcance chega a 1290 km. Nesse vídeo dá p ver os tanques internos (na cor amarela): https://youtu.be/07XxcAtVBGM

            • E ainda tinha o promissor projeto do Mi-38, que o Brasil poderia ter aderido grande LaMarca. Ainda assim optaram pela Kombosa

              • Perfeito, HMS_TIRELESS… muito bem observado.

                É o que eu sempre digo: Kombi por Kombi, nós tínhamos opções mais adequadas à nossa realidade. O Caracal é um bom equipamento, mas pelo preço que nós estamos pagando, é uma verdadeira afronta, um latrocínio. Sem falar na piada que é a ToT para Helibras.

                • LaMarca

                  Há mais dados sobre esse Mi-171 da Marinha Iraniana?

                  Qual é o míssil? Com os tanques internos, a carga bélica diminui também…

                  E o radar embarcado, pelas fotos não me parece ter. Sem isso, pouco mais é que show off… E vindo dos iranianos…

                  Só analisando melhor, tem mais dados?

                • Afonso…

                  Mais acima vc afirmou categoricamente o seguinte:

                  “Um helicóptero com um alcance operacional de 850 quilómetros, a uma velocidade de cruzeiro de 285 km/h, capaz de lançar um (na verdade dois) míssil de 700-800 quilos, com um alcance de 70 quilómetros, não há marinha no mundo com tal capacidade.”

                  Depois disso vc ainda quer falar em show off?

                  Me faça o favor!

                • LaMarca

                  Eu nunca tinha visto um Mi-171 com dois mísseis navais. O mais indicado seria o Mi-14, apenas fiz perguntas no sentido de saber mais informação. Apenas isso. Afinal de contas é para isso que visito o site.

                  Não sabia que fazer perguntas ofendia. Já estou informado.

                • Lógico que perguntas ofendem, apenas veja o que você vai perguntar..

                • Se eu te perguntar se sua mãe é uma v@dia, você vai se ofender? logico que sim, perguntas ofendem….

                • Caros avatares, nem com insultos patrocinados vão-me conseguir calar.

                  Continuarei por aqui, ainda com mais ânimo.

                • É mesmo? E o que eu faço com essa informação? Caro Afonso, que eu saiba, ninguém nesse post lhe insultou, você que está imaginando coisas. Ninguém te insultou aqui, veja bem.. Apenas respondi sua pergunta.

            • Essa com certeza seria uma opção bem mais barata. Mas o que ia ter de nariz dando 720º, 1080º (uma leve torcida de nariz) nas FAs…

        • Caro LaMarca,

          Bacana! Esse sistema de armas eu nunca tinha visto.

          Obrigado por postar.

          Saudações.

      • _RR_

        Eu sei, aliás, o Chile era quem detinha o "título".

        Mas o H225M é superior, tem maior alcance e abre perspectivas sobre o Block 3.

        A meu ver, é uma mais valia de peso.

        • Concordo, Afonso.

          Contra quaisquer vasos sem escolta aérea, esse sistema de armas é letal. Cinco deles já são capazes de um ataque de saturação.

          Somente a presença de um helicóptero com um bom sistema de alerta antecipado poderia oferecer uma oportunidade de frustrar uma investida de um dispositivo como esse; e mesmo assim, não é 100% garantido…

    • O míssil instalado nesse Mi-17 me parece ser o Yj-82 chinês que é produzindo sob licença no Irã tem um alcance de 120 km, o Irã produz sobre licença outros 3 mísseis chineses.

      • É nessa linha mesmo, Uitinã!

        Localmente o míssil é chamado de “Noor”, mas é precisamente uma produção sob licença do míssil “C-802”, que é a variante de exportação e atualizada do míssil “YJ-8”. O “YJ-82” é a variante lançada de submarinos, e nunca foi exportada,

        Sds!

  4. E aquele projeto do Brasil de produzir um genérico Exocet, alguém tem notícias? Também nunca mais ouvir falar nada daquele ar-ar de médio alcance que seria feito junto com a África do Sul.

  5. Sou até simpatico a esse helicóptero tive oportunidade de ver e ouvir, de começo pensei que era um Super cougar, mas era o caracal e que barulho chegava a assustar, os Huey tinha um barulho iconico já os panther tinha um som mais metalico.

  6. O exocet, com 70km de alcance, e lançado por um Heli com alcance do EC, além da velocidade, é uma arma bem perigosa para 90% dos meios navais existentes… além do poder de destruição… Observe que, num futuro, há possibilidade de se integrar oExocet Bloco 3 com 170km de alcance… seria o míssil mais poderoso na arena naval…

    • Francisco,

      Para o Brasil, talvez…

      Mas na mesma categoria do Exocet, há o AGM-84H ( SLAM ER ), que é um desenvolvimento relacionado ao Harpoon, com cerca de 250km de alcance. Há também o NSM, RBS-15 MK3, Klub-S, todos similares, com alcances que variam dos 250 aos 300km…

      A rigor, praticamente todos os mísseis de cruzeiro que estão sendo desenvolvidos atualmente dentro dessa categoria, o estão sendo com propósito dual ( engajar alvos marítimos e em terra ).

      Ficar no Exocet não dá… O correto, entendo eu, seria desenvolver o AV/MT-300 ao nível dos demais que citei acima, dotando-lhe de capacidade dual e disparando-o de plataformas diversas…. Até se pode pensar em manter a variante atual do míssil francês de 70 km, de modo a combater ameaças mais leves; mas não creio que compense investir na variante mais avançada desse petardo quando existe um projeto nacional que pode dar em alguma coisa que valha…

      Saudações.

      • RR, valeu! eu estou ultrapassado nas minhas informações de armas navais… vou me recolher rsrsrsrs

        me diz uma coisa: o SLAMER e o ExocetB3 já estão operacionais?… sobre os mísseis de cruzeiro, sempre me perguntei pq eles não faziam este papel… mas me vinha em mente a velocidade subsônica, muito abaixo dos 1250km dos anti navios mais modernos… além destes voarem mais rente ao mar e serem menores e de RCS menores também, reduzindo o tempo de reação do inimigo…

        abs, e obrigado pelas informações atualizadas! 🙂

        • Francisco,

          Disponha, amigo. 🙂

          Todos os mísseis acima já se encontram em operação; exceção feita ao Exocet block 3, que, até a ultima vez em que li, ainda estava em fase de testes.

          Os americanos também estão planejando uma nova variante do Harpoon chamada Next Generation, provavelmente para atender a países amigos dos EUA. Atualmente também trabalham no LRASM, com alcance de mais de 800km…

          A velocidade subsônica é preferível por diversos motivos, mas o mais aparente é que deixa o míssil mais discreto ( com assinatura térmica menor ), além de se poder ter mais alcance com uma estrutura um pouco menor do que o seria se fosse supersônico. Também se pode adotar uma motorização mais econômica e barata… Um arranjo que considero bastante interessante o do 3M-54 ( Klub ). No inicio da corrida, ele vem em velocidade sub-sônica, acelerando para mais de mach 2.5 quando entra em sua fase terminal. Isso reduz a exposição num primeiro momento, deixando-o aparente somente quando surge no horizonte radar ( quando o tempo de reação já é bastante curto )…

          A utilização de sensores IIR e radares de ondas milimétricas ( ou um pouco menos curtas, como a banda J ) para guiagem final expandiram consideravelmente o leque de opções de uso, uma vez que o petardo pode "distinguir" o que ele "vê". Praticamente todos os mísseis de cruzeiro de nova geração são dotados dessas tecnologias… Outro benefício relacionado a nova guiagem ativa é que se evita contra-medidas ativas ( sistemas EW e chaff ), que poderiam interferir no guiamento ativo das gerações mais antigas, mas tem muito menos chance de lidar com radares de ondas mais curtas. E os sistemas IIR, pela capacidade de distinguir a imagem infravermelha do alvo, tornam-se quase imunes a flares. Se não me engano, planejam-se mísseis com a combinação dos dois… O LRASM terá um radar passivo e um sensor IIR ( mas não li nada acerca dos americanos o utilizarem para atacar alvos em terra ).

          Sistemas computadorizados de guia dotados de uma limitada AI preveem também seleção de melhor rota, alvo prioritário, e ampla capacidade de manobra para evitar sistemas AAA. Tem esses vídeos do RBS-15 Mk3 e do LRASM, bastante interessantes.

          LRASM: https://www.youtube.com/watch?v=LvHlW1h_0XQ
          RBS-15: https://www.youtube.com/watch?v=JwIv_YcwbOU

          Até se trabalha a um bom tempo com mísseis de cruzeiro para atacar navios… Os russos ainda fazem uso do SS-N-12, por exemplo ( quatro toneladas de peso e uma warhead de uma tonelada! ); e antes dele veio uma variante do SS-N-3, dos anos 60 ( outro monstrinho de cinco toneladas… ), todos por guiamento terminal ativo. E os americanos tinham uma variante naval do Tomahawk ( que foi retirada de serviço depois do fim da Guerra Fria ). Só depois dos anos 80 foi que se conseguiu algum avanço significativo que permitisse sensores mais precisos em mísseis menores…

          Minhas desculpas por um comentário tão longo.

          Saudações.

          • muito bom! que nada, RR a máquina de sintetizar!… tu anda falando com o Bosco? saudades do Bosco, grande enciclopédia militar, ele… tu vais pelo caminho…

            "Um arranjo que considero bastante interessante o do 3M-54 ( Klub ). No inicio da corrida, ele vem em velocidade sub-sônica, acelerando para mais de mach 2.5 quando entra em sua fase terminal. Isso reduz a exposição num primeiro momento, deixando-o aparente somente quando surge no horizonte radar ( quando o tempo de reação já é bastante curto )…"

            esse sim… terror dos sistemas de canhões automatizados… fica complicado acompanhar e travar/calcular um alvo a mach 2,5…

            Valeu novamente RR!

            Abs!

              • Caro Ufric,

                Não disse que A-10 faz SEAD como missão original.

                Disse, num post anterior, que as marcações que o Vitor mostrou no A-10 poderia ser de uma ocasião na qual ele foi utilizado para atacar instalações de radar ou "coisa que o valha", o que não caracteriza a supressão de defesas aéreas propriamente ( que é a incapacitação de uma IADS ).

                Seja como for, era comum se utilizar aeronaves convencionais em combinação com os tipos específicos.

                O primeiro ataque da Guerra do Golfo, por exemplo, foi um ataque de helicópteros Apaches a instalações de radar em Man´nya… Eles destruíram as instalações iraquianas com mísseis Hellfire.

                Durante os combates sobre o Bekaa, era comum os israelenses utilizarem Phantons armados com mísseis AGM-78 para "marcar" alvos ou destruir as diretoras de tiro enquanto outros tipos convencionais, como o Kfir, terminavam de destruir as unidades de tiro SAM sírias a canhonadas e bombas… Se não me engano, os americanos faziam o mesmo no Vietnam com F-105 e míssil Srike e outros meios quaisquer… Enfim…

                • O A-10C não possui nenhum equipamento apropriado para SEAD, como um Pod de detecção de emissão de radares e mísseis anti radiação, AGM-88, Kh-31, Kh-58 e etc. mas ele pode executar como uma missão secundaria. SEAD não especifica se é SAM, ele especifica que são defesa aéreas, o A-10 pode ser designado para destruir estações de SAM, com base no AGM-65, que tem um alcance operacional de até 18 Milhas Náuticas, ele pode ser usado até contra SA-15 Tor, SA-19 Tunguska, SA-8 Osa, e SAMs de mísseis Heatseeker (IR), e também SPAAA e AAA, já que são defesas aéreas também..

                  Mas não é uma missão que ele foi designado a fazer, ele pode executar, ou improvisar, mas lembrando que apenas contra SAMs de no máximo médio alcance. Mas ele pode sem problemas executar SEAD sim, desde que ele tenha apoio de aliados, seja aviões aliados ou até infantaria, que pelo menos mostre mais ou menos a localização da estação.

                  O Su-25T consegue desempenhar a missão SEAD 1000 vezes melhor que o A-10.

                • Parabéns pelo comentário!

                  O Sr, Bosco, em outro site, já disse que o A-10 lança mísseis anti-radiação. Era isso que eu queria dizer…

                • Bem, eu já vi aqui na Cavok falarem também que o A-10 pode usar o AGM-84 Harpoon, eu gostaria de saber a fonte que disse isso..

            • Francisco,

              Que nada…! Não tenho metade do conhecimento que o Bosco tem…!

              É bem verdade que a velocidade se torna fator chave para derrotar as defesas, mas ainda assim se precisa saturar, pois as defesas também evoluíram, com sensores mais precisos.

              Hoje, já é possível localizar um petardo no mínimo no imediato horizonte/radar, o que dá uns trinta segundos pra reagir e lockar com os sistemas diretores de tiro, se considerarmos a velocidade em mach 3. Por isso se pensa tanto em discrição e capacidade de manobra, além de ataques simultâneos em direções diversas e pesada ( pesada mesmo ) ECM. A diferença é que, com velocidade, se precisaria teoricamente de menos mísseis.

              Hoje, no que diz respeito a sistemas ocidentais, também não se depende só de armas de cano, pois se tem o sistema RAM com que lidar, que tem uns 8km de alcance; isso só pra ficar nas defesas de ponto.

              A combinação de defesas ligadas a AEW também se mostra um grande desafio para qualquer atacante, permitindo a localização além do horizonte radar.

              Seja como for, considero o 3M-54 a aposta mais interessante do que está disponível hoje no mercado. Se ele acelerar só nos 10-12km finais, então já pega os canhões e o RAM de calça curta, dando uns 8 segundos pra reagirem… Ou seja, quem não tiver capacidade de engajar além disso, pode acabar enrolado rapidinho… Apenas os grandes destróieres americanos teriam hoje uma defesa eficaz, com o míssil Standard SM-6…

              Saudações.

          • Será que é tão fácil conseguir atingir um Moskva da forma representada no vídeo da Lockheed? Ah sei não em.. mas que é impressionante é, muito bom o vídeo.

        • Francisco AMX, mísseis de cruzeiro tradicionais não são otimizados para essa função específica anti-navio. Não costumam ter capacidade de voar tão rente ao mar, tem velocidades menores tanto por priorizar alcance sobre velocidade como por terem mais asa também para aumentar o alcance, dificultando maiores velocidade subsônicas. Além disso são maiores e menos manobráveis, tendo menor possibilidade de sobrevivência às defesas antiaéreas de um alvo com boas capacidades de se defender. Já teve uma versão anti-navio do Tomahawk, mas ela não teve vida longa e foi logo retirada. Acredito que tinha mais uma função de pressão por causa do alcance, de forma que um alvo importante que ficasse por algum período sem a devida proteção de escoltas, poderia ser alvejado e destruído a longa distância. Era uma fator de estresse à defesa adversária, mas não tão efetivo quanto os especialistas na função contra alvos bem defendidos.

          O SLAM-ER está operacional desde 2000/2001, mas como eu escrevi acima ele não é exatamente um míssil anti-navio. Sobre o Exocet MM40 Block 3:

          "EXOCET MM40 Block3 is in service with the French Navy on its Horizon class frigates and will equip its
          variant of the Franco-Italian FREMM frigate. It has also been ordered by several other export customers.
          In April 2007, MM40 Block3 successfully carried out its final qualification firing. In March 2010, the French
          Navy carried out an operational firing of an Exocet MM40 Block3 from its Horizon class Chevalier Paul
          frigate. Series production of Exocet MM 40 Block 3 started in April 2008 and deliveries to customers have
          been on-going since April 2009."

          Primeiras entregas em 2009 e operacional desde 2010:

          • 200 km class effective operational range
          • Anti-ship as well as littoral operations and coastal land attack capability
          • Outstanding penetration capability against enemy air defences
          http://www.mbda-systems.com/mediagallery/files/ex
          http://www.mbda-systems.com/mediagallery/files/ex

          Já sobre o RBS15 Mk3, o cliente lançador foi a Alemanha com contrato de desenvolvimento e encomenda em 2005. Recebeu os primeiros em 2011:
          http://archive.defensenews.com/article/20110922/D

          E declarou operacional esse ano:
          http://www.diehl.com/en/nc/diehl-defence/press/co

          Os poloneses jpa receberam alguns e estão em fase de testes e qualificação. Os suecos estão mais enrolados. Eles encomendaram o Mk3 pra ser integrado nas corvetas Visby, mas em função dos problemas enfrentados no desenvolvimento do navio, com vários atrasos e elevação de custos, as primeiras unidades foram integradas com capacidade operacional muito reduzida e o primeiro lançamento de um RBS15 de uma Visby ocorreu apenas em 2012, mas da versão anterior Mk2:
          http://www.defense-aerospace.com/article-view/rel
          https://www.youtube.com/watch?v=e1bx8IC8lCA

          Da versão mais recente Mk3 não houve progresso. Acredito que eles tenham decidido primeiro sanar todos os problemas na Visby, usando a versão já consolidada Mk2 e depois de conseguirem aparar todas as arestas devem partir para integrar o Mk3 nela. A versão lançada de aeronaves do RBS15 Mk3 ainda não possui cliente lançador.

          O Harpoon na sua última versão a 84L Block II, tá vendendo muito bem como escrevi acima. Ele pegou emprestado o INS/GPS do SLAM-ER e entrou em operação depois em meados dos anos 2000.

      • _RR_, discordo quanto a categorização dos mísseis. O SLAM-ER não é míssil anti-navio. É um míssil de ataque a alvos no solo desenvolvido sobre a plataforma de um míssil anti-navio, o Harpoon. Ele só possui versão lançada de aeronaves e é otimizado para longo alcance (Standoff) com uma asa grande e diferente adicionada para perfil de voo alto e descendendo sobre o alvo. É claro que ele pode ser disparado contra alvos navais, especialmente os sem capacidade de se defender, mas essa não foi a missão prioritária para qual foi desenvolvido já que a forma de se dirigir ao alvo por cima, contra um alvo naval com capacidades defensivas anti-aéreas resultaria em pouca chances de sucesso em atingir o alvo. O próprio tipo e disposição do sensor, voltado para a parte de baixo do míssil evidencia essa forma de uso e trajetória:
        http://www.masdf.com/altimeter/farnborough/IMG_57
        http://defense-update.com/images/SLAM-ER_1.jpg
        http://weaponsystems.net/image.php/AGM-84%20SLAM-

        A Função anti-navio, com forma de guiagem mais apropriada a essa função, trajetória sea-skimming, continua sendo do Harpoon, na sua última versão AGM/RGM/UGM-84L Block II, lançado de aeronaves, navios e submarinos, e que continua vendendo muito bem:
        http://www.dsca.mil/major-arms-sales/republic-kor
        http://www.dsca.mil/major-arms-sales/japan-ugm-84
        http://www.dsca.mil/major-arms-sales/india-agm-84
        http://www.dsca.mil/major-arms-sales/republic-kor
        http://www.dsca.mil/major-arms-sales/india-ugm-84

        Inclusive pra cá:
        http://www.dsca.mil/major-arms-sales/brazil-agm-8

        O SLAM-ER apesar de baseado no mesmo frame, se beneficia da energia da plataforma de lançamento, altitude e velocidade, além do perfil de voo, para ter um alcance máximo consideravelmente maior que o do Harpoon, que precisa voar baixo em atmosfera densa durante toda sua trajetória.

        Já o Klub-S é a versão lançada de submarino da família. Acredito que você quis se referir ao Klub-A lançado de aeronaves, já que a origem do assunto é a integração do Exocet no EC725. Também não considero da categoria. Na sua versão sem fase terminal supersônica ele pesa quase 1.500kg. A versão supersônica pesa quase 2.000kg. São categorias distintas e não dá pra imaginar um trambolhão desses de 8 metros de comprimento sendo integrado em helicópteros.

        RBS15, Exocet e Harpoon esses sim formam uma categoria, misseis anti-navio por excelência, com pesos, carga explosiva, dimensões, guiagem, perfil de trajetória e alcance semelhantes. Com versões lançadas de várias plataformas, navios de superfície, baterias costeiras, submarinos e aeronaves. O NSM é um pouco menor, uma espécie de substituto do Penguin, mas é muito avançado e capaz. Os noruegueses estão de parabéns. Ele foi projetado menor tanto para ser usado nas mesmas plataformas do Penguin como para caber na baia interna do F-35, um grande trunfo a seu favor. Mas por enquanto só possui versão lançada de navios e baterias costeiras. O fabricante não desenvolverá versão lançada por aeronaves enquanto não houver cliente lançador, isso envolve muitos custos e trabalho, além da integração com a plataforma igualmente custosa. A Noruega já bancou e comprou a versão lançada de navios e baterias, mas ainda não tem cliente para a versão lançada por aeronaves.

        • Olá czarccc,

          Não discordo do amigo…

          Mas se observarmos bem o que está sendo feito nos dias atuais, veremos que a tendência é mesmo dotar os mísseis de cruzeiro com alcance até 300 km de capacidade dual, conservando as características mínimas para ataques a vetores navais e alvos em terra… E isso o seria pela necessidade de se reagir a ameaças diversas que se pode encontrar no espaço de batalha num mesmo momento ou alvos de oportunidade…

          Apenas usei o Klub como mais um exemplo no meu comentário. Jamais pensaria em integrar aquele monstrinho no EC…

          Quanto a categoria, considerando todos terem as características mínimas para engajar alvos em terra ou mar, apenas usei como critério de separação o alcance de 300km e a warhead no entorno dos 200 a 250kg, mas não deixo de reconhecer as outras diferenças…

          Saudações.

          • Então, _RR_, estamos chegando ao fim de uma geração dos anos 70/80 e começando uma próxima nesse segmento de armamentos ocidentais. Mas se você analisar, ao longo da evolução, blocks, marks, etc, dessas armas clássicas, Harpoon, Exocet e RBS15, muito disso que você enumerou foi sendo implementado. Os alcances foram aumentando com melhoramentos em propulsão e aerodinâmicos. Isso que você fala de múltiplo de emprego de um mesmo míssil eu enxergo mais sob a ótica de uma família de mísseis, com muita comunalidade entre os modelos da família. O Harpoon é um bom exemplo disso. É a família que eu considero mais completa dessa geração. Possui diversidade de plataformas de lançamento, de terra, mar, ar, submarino, além de possuir na sua versão recente L Block II, capacidade de ataque a alvos em terra com a incorporação do INS/GPS usado no SLAM-ER. Aliás considero o SLAM-ER parte da família Harpoon. É basicamente um Harpoon com uma asa maior para aproveitar o lançamento e voo em maiores altitudes por ser exclusivo de plataformas aéreas, além de um seeker diferente mais adequado para sua missão prioritária de ataque a alvos no solo. Ou seja uma versão mais apropriada para ataque anti-navio, mas com alguma capacidade de ataque terrestre, e outra mais adequada a ataque terrestre mas com alguma capacidade de ataque naval. Uma família completa, a mais completa da categoria. Isso sem contar as versões de maior alcance d Harpoon, de 200 a 300km, Block 1D, que não chegou a ser produzida em escala. Mas a Boeing pretende trazer de volta uma versão com essa capacidade de alcance maior, superior a 200km, com a versão agora promovida como Harpoon Next Generation que você citou anteriormente.

            O mesmo de certa forma se aplica às outras duas famílias, Exocet e RBS15. Nas suas versões mais recentes Block 3 e Mk3 respectivamente, eles também possuem maior alcance, superando 200km, capacidade de ataque a alvos no solo, com INS/GPS, seekers mais vançados e mais resistentes a contra-medidas eletrônicas, capacidades de seguir rotas predeterminadas com waypoints se escondendo no terreno e em salvos chegando ao alvo sincronizados e de várias direções, as mesmas capacidades da última versão do Harpoon. Só não possuem um versão com seeker otimizado para ataque terrestre como o SLAM-ER, mas são famílias bem diversificadas. Eu acredito que apesar de ser o fim de um ciclo pra essas famílias, elas ainda tem uma boa sobrevida. A última versão do Harpoon continua vendendo bem e a Boeing ainda enxerga potencial de mercado nessa família por estar desenvolvendo e divulgando o Harpoon Next Generation. da mesma forma o Exocet Block 3 ainda tem muitos interessados, já com mais de 400 encomendas. O RBS15 Mk3 tem boas encomendas de Alemanha, Polônia, Finlândia e Argélia, além dos suecos, que embora estejam enfrentando problemas na Visby, cedo ou tarde vão integrar o Mk3 nas corvetas e encomendar a versão lançada por aeronaves para o Gripen E.

          • continuando…

            Seguindo essa linha de família de mísseis com muita comunalidade e não um modelo único faz-tudo, o LRASM que você citou antes, que está em desenvolvimento, é basicamente um JASSM-ER otimizado para ataque anti-navio. Um movimento parecido, mas no sentido contrário, ao que aconteceu entre Harpoon e SLAM-ER. Ou seja, pegaram a plataforma de um míssil de ataque terrestre e estão adaptando para ataque anti-navio, com tudo que precisa para isso, um seeker diferente mais adequado para essa função, capacidade de voar mais baixinho, seaskimming, com altímetro mais preciso, capacidades adicionais para trajetória, etc. Pretnde-se ter versões lançadas dos vários tipos de plataforma, mar, ar, vai ser uma família de respeito. Sobre o alcance, o JASSM-ER tem alcance máximo nominal de mais de 900km. Mas no caso de armas de ataque ao solo esse alcance máximo é aquele nas condições mais ideais possível, ou seja, lançamento em altas velocidades de elevada altitude, com perfil de voo e trajetória em altitude com mergulho sobre o alvo. Em uma versão anti-navio, tendo que voar quase nas ondas por todo o percurso, atmosfera densa, não podendo passar por cima de obstáculos como ilhas e acidentes naturais, mas desviar dos mesmos, é de esperar uma redução substancial no alcance máximo em relação a JASSM-ER:

            By contrast, the Air Force JASSM-ER, on which LRASM is based, has a range greater than 500 nautical miles. When converting the land-attack JASSM-ER to the anti-ship LRASM, admitted St. John, “you’re going to lose some range when you add in the sensors and some other capabilities” needed to hit a moving ship, but it remains a long-range weapon.

            Mas com certeza terá uma grande vantagem em alcance sobre a geração atual de mísseis anti-navio. Mesmo com o desenvolvimento do LRASM já garantido, está programada uma concorrência envolvendo ele contra uma versão melhorada do Tomahawk adaptado para ataque anti-navio e um versão melhorada do NSM dos noruegueses, o JSM. O JSM, assim como o NSM, é mais compacto e tem desvantagens em alcance, amas tem a vantagem única de caber na baia interna do F-35. Já tem muito futuro operador do F35 bastante interessado na solução dos noruegueses. Acho que tanto LRASM quanto NSM/JSM serão produtos de sucesso. Tem espaço tranquilamente para os dois.

            Seguindo essa linha de adaptar armas de longo alcance de ataque ao solo, os alemães também já propuseram fazer algo semelhante com o Taurus KEPD 350, ou seja, desenvolver uma versão anti-navio. Mas não há nada de concreto ainda. Aguardemos.

            Seria de se esperar que britânicos e franceses seguissem a mesma linha com seu Storm Shadow/SCALP EG. Mas de forma um tanto quanto surpreendente eles decidiram, mantendo a parceria entre os dois países, seguir com um projeto novo para substituir seus Harpoon e Exocet respectivamente. E a dupla seguiu mais a sua linha de raciocínio. Uma plataforma única para cumprir bem as duas missões, ataque ao solo e anti-navio. O Perseus deve ter dois modos de lançamento e trajetória. Lançamento e trajetória alta, priorizando alcance e identificação de alvos, para ataque ao solo e trajetória baixa seaskimming para ataque anti-navio. Deverá ser lançado de todo tipo de plataforma, terra, mar, submarina e até mesmo eventualmente substituir o Storm Shadow/SCALP EG em laçamento do ar. Só divergiram da sua ideia no aspecto de velocidade. O míssil deverá ser super-sônico.

  7. Relação custo benefício para lá de questionável….

    o Helicóptero voa a 285km/h em cruzeiro e tem autonomia de, talvez, 300 km

    Por seu turno, um A-4 Skyhawk tem velocidade de cruzeiro de 850 km/h e autonomia de 1.127 km

    Logo se vê em qual plataforma o míssil deveria ter sido integrado

    • O mundo inteiro ,pelo menos os que tem inteligencia ,utiliza aviões nessa função ,mas os gênios da MB continuam nessa de helis anti-navios de grande tonelagem.

      • Apesar de ter Harpoon nos Hornet e Super Hornet, o Penguin foi integrado nos Sea Hawk. Algum motivo pra isso a US Navy deve ter tido. O Tem tamanho e alcance menor, mas nem tanto. Se a plataforma permitisso, não duvido que teriem integrado Harpoon no lugar do Penguin.

    • HMS_TIRELESS, certamente asa fixa tem as vantagens que você elencou, mas você se esquece que aeronave de asa física precisa de uma base aérea flutuante pra operar no mar, um NAe CATOBAR, que custa alguns bilhões de se adiquirir e milhões e milhões para se operar. O nosso velhinho não sai do porto. Já heli pode operar de qualquer navio com um deck e um hangar, incluindo navios de transporte, desembarque e escoltas. Seria interessante levar isso em consideração no seu cálculo de custo benefício.

      Fazendo uma analogia com um caso que evidencia isso. Não tem nada melhor no mundo do que Hawkeye em AEW embarcado, equipamento embarcado, velocidade, alcance. Mas mesmo assim a Royal Navy optou por usar uma versão do Merlin pra AEW embarcado nos Queen Elizabeth. Poderiam ter F-35C em lugar do F-35B, com maior autonomia e capacidade de carga. Não o fizeram pelo elevado custo que haveria em tranfomar os NAe para CATOBAR. Eles acharam que valia a pena o custo benefício de um helicóptero AEW em lugar de um avião apesar das limitações.

      A MB também deve achar que vale a pena, afinal foi ela que definil as capacidades da sua versão especializada do EC725 incluindo capacidade de usar o Exocet. Ela deve valorizar tal capacidade que ela já possuía nos Sea King que em breve serão aposentados. Se não valorizasse não faria questão de manter a capacidade.

    • Até os argies ja sabiam disso né ahah, mas a diversificação é importante só não pode ser a unica como é o que ocorre na MB.

  8. Alguma vezes vocês viram notícia de algum fabricante que o teste não tivesse ficado mega power blaster padrão Fencer destruidor de Arleigh Burke ?

    NÃOOOOO

    Bom ou ruim…Este projeto vai servir para uma coisa…Sair caríssimo já que aqui no Brasil SE ELE DE FATO FOR COLOCADO EM SERVIÇO.

    Será no máximo em 5 células..

    É o erário brasileiro patrocinando a Eurogolper.

    Aplaudam bastante e não se esqueçam de na próximo eleição LACRAR O 13!

    • TRoll, sem entrar no mérito de preços, mas no de quantidade… lembre que a Argentina com 5 exocets fez um estrago que quase acabou com a guerra… 4 lançados e 3 acertos!… isso em 1982… este tipo de arma, para 90% dos inimigos possíveis ao Brasil, ainda será muitos perigoso, mesmo em quantidades mínimas… o que não se pode ter é 10 ou 20 Derbys… se é que temos esta quantidade… o míssil já é fraco… e a quantidade disponível por base não daria nem para começar uma defesa aerea contra uma força pequena ms determinada.

      • Em 1982 os EUA repassaram, numa tacada só, 100 mísseis AIM-9L para os britânicos. Uns 25 foram disparados, sendo que 20 foram os abates por AAM.

      • O cenário das Falklands não é mais válido hoje em dia e mesmo assim o que seria mais eficaz seria o A4 com Harpoon.

        Por que ?

        O helicóptero é lento e tem a perna mais curta que o avião.

        Hoje em dia com AEW o Heli tem chances ainda menores de sobrevivência que um avião.

        Operando do litoral o 725 vai ter perna curta…

        Até onde eu saiba ele só pode ser usado no SP…

        Que em breve vai ganhar mais um companheiro de cais o Sirocco, nem sei se o 725 é capaz de operar dele.

        Para concluir é uma plataforma inútil..

        Seria melhor a MB investir em versões CSAR ou para SF.

  9. Eu sinceramente, acho que um excelente equipamento/arma.

    Com uma excelente capacidade ASW/ASuW, e com possibilidade de operar a partir das cobertas de voo d MB, do PA e do Sirocco.

    Quem me dera ter essa capacidade na marinha do meu país. Acho que os colegas estão tão habituados a zoar dos equipamentos das FA Brasileiras, que já não conseguem distinguir uma boa notícia.

    Embora, também reconheça que o preço é exagerado.

  10. Ao que parece o Mi-171Sh está equipado com o C802 chinês fabricado sob licença, Noor como é designado localmente, cujo alcance é de 170 km.
    http://www.uskowioniran.com/2015/10/irgc-n-milita

    Na mesma página vê-se também um Bell 206 equipado com outro míssil.
    https://en.wikipedia.org/wiki/Noor_(missile)

    Os dois helis não aparentam ter os radares necessários para o lançamento destas armas, e há quem diga tratar-se de uma versão de terra montada.
    http://www.inews163.com/2015/11/23/iran-generic-v

    É pena não ter mais informação disponível, pode ser que surja em breve, ou não, pois trata-se do Irão, reconhecido internacionalmente pelos seus bluffs.

    Ainda assim, para mim, o título ainda pertence à MB.

    • no caso do Mi-171 iraniano o radar parece esta naquele bola branca no nariz da aeronave

      • É muito pequeno, provavelmente é um radar metereológico RDR-1500B.

        Teria/terá de ser maior para ser um radar de busca, com capacidade suficiente para descobrir e engajar alvos a centenas de quilómetros.

    • Jet Ranger com um míssil daquele tamanho embaixo…

      Nada de radar a vista como você disse. Olharia isso com desconfiança.

  11. Ulisses, de mais novo nesse segmento só havia duas opções, Merlin maior e bem mais caro e sem tanta diversidade de versões (apesar da peculiar versão AEW) ou NH90, enfrentando um parto complicadíssimo, quase um F-35 das asas rotativas na questão dos problemas, que até hoje enfrenta muitos problemas e não está plenamente operacional em nenhuma força. A última previsão que vi de operacionalidade plena na Austrália era pra 2019 e já faz algum tempo isso, a previsão mais recente já deve ter entrado na década de 20.

    Na época do programa o NH90 era inexistente. Deixe a dor de cabeça de esperar o desenvolvimento pra quem participa dele, problemas, atrasos, aumentos de custos e tal. Estão nessa até hoje. Foram avaliados os que deveriam ser, Merlin, EC725 e Mi-17. Pode-se questionar a necessidade do projeto H-X BR, mas uma vez que ele foi tocado, não tinha como fugir disso. O mais sofisticado e caro era o Merlin, o que daria mais trabalho e custos em desenvolver as várias versões. O mais barato de longe o Mi-17. Foram na coluna do meio apoiada por lobby forte de todos os lados, com filial aqui e tal.

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