H-36 Caracal - Foto Sgt Johnson FAB
H-36 Caracal (H225M) / Foto: Sgt Johnson FAB

A Helibras recebeu mais um reconhecimento de crédito pelos projetos de cooperação industrial para o desenvolvimento nacional dos helicópteros H225M. O novo Termo de Reconhecimento de Crédito emitido pela COPAC – Comissão Coordenadora do Programa de Aeronave de Combate, no valor de € 17.080.475, reconhece o cumprimento de duas novas etapas na produção dos aviônicos dos helicópteros. A fabricante já acumula mais de € 348 milhões em créditos reconhecidos pela COPAC no âmbito do programa H-XBR.

A assinatura do contrato entre a AEL Sistemas e a Elbit Systems e a qualificação da linha de montagem da empresa nacional para a produção da suíte aviônica do H225M no Brasil, que possibilitaram a aquisição de novas tecnologias e conhecimento ao fornecedor brasileiro resultaram em créditos no valor de € 13.664.380, enquanto créditos no valor de € 3.416.095 foram conferidos pelo cumprimento da etapa de entrega do primeiro conjunto aviônico do helicóptero H225M produzido no Brasil.

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Linha de produção do H225M da Helibrás, o modelo encomendado pelas Forças Armadas (Foto: Divulgação/Helibrás/M. Jumpei)

“Estamos fazendo a nossa parte, pois sabemos que esse é um projeto que movimenta toda a cadeia aeronáutica nacional e que trará ao Brasil, em médio e longo prazo, ainda mais benefícios em desenvolvimentos industriais”, comentou Richard Marelli, vice-presidente Industrial da Helibras.

Desde 2012, quando a Helibras inaugurou sua segunda linha de montagem em Itajubá (MG), as aeronaves do programa H-XBR têm recebido no Brasil partes, peças e serviços nacionais em sua fabricação. Ao total, 16 unidades do helicóptero já foram entregues e estão em operação no Exército, Marinha e Aeronáutica.

O programa foi criado em cumprimento do contrato assinado entre o consórcio Helibras – Airbus Helicopters e o Ministério da Defesa, que previa transferência de tecnologia e desenvolvimento da cadeia produtiva brasileira para a produção de 50 unidades do helicóptero H225M para equipar as Forças Armadas.

H-36 Caracal - Foto: Sgt Johnson, FAB
H-36 Caracal (H225M) / Foto: Sgt Johnson FAB

Também como um dos requisitos do contrato, referente ao apoio na preparação das equipes das três Forças, a Helibras inaugurou, no último dia 21, seu Centro de Treinamento e Simuladores no Rio de Janeiro que vai oferecer, através de um Full Flight Simulator, treinamento para os operadores deste modelo de helicóptero, bem como do H225, versão civil da aeronave destinada ao mercado offshore.

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FONTE: Helibras – EDIÇÃO: Cavok

IMAGENS: Meramente ilustrativa

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8 COMENTÁRIOS

  1. Esse helicóptero é mais odiado que um CRISTÃO pelo EI! Engraçado é que ele voa e cumpre o seu proposito. Mas pra agradar a maioria, tem que ser 100% americano e de preferencia que seja de prateleira! Até porque americano só vende na base do TUDOUSADO ou SUPERMERCADO. Mas…….era bom quado tinhamos só SAPÕES.

    • Interessante esse comentário, só a comparação é que não ficou muito legal, poderia ter sido "mais odiado que USAmericanus malvadus e feius, pelos esquerdopatas". kkkk

      • Aliás… Esquerdopatas (petistas) queriam acabar com o capitalismo no Brasil agora querem acabar com o boneco (pixulecão). RA.

  2. Burro de carga eficaz e eficiente.

    Com partes nacionalizadas, como diz o texto, o Brasil vai avançando rumo um projeto nacional com a Helibras, como já foi prometido também.

    Nada de prateleira, o melhor mesmo é fazer acordos de transferência de tecnologias.

    Valeu!

  3. Já que tocaram no assunto, nunca entendi a transferência de tecnologia da empresa para ela mesma.

  4. Não é para "ela mesmo",
    trata-se da fabricação por parte de outras empresas, sediadas no Brasil, que passam a produzir e fornecer os componentes dos H225M, produzidos internamente. Como é o caso da fabricação do punho do rotor pela Toyo Matic…

    A própria matéria dá um exemplo com produção da suíte aviônica do H225M no Brasil, se bem que neste caso, a AEL/Elbit é israelense e o conhecimento gerado vai ficar com a empresa e Israel, más mesmo assim, não é "transferência para ela (Helibras) mesmo".

    O contrato prevê que no final a percentagem de componentes produzidos no Brasil chegue a 50% do H225M. Se for cumprido, este índice de produção interna será maior do que o dos Super Tucanos da Embraer, cuja maioria dos componentes vem do EUA…

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