Helicóptero Mi-171E da Força Aérea Argentina, em foto de arquivo.

Um helicóptero Mi-171E da Força Aérea Argentina que transportava parte da delegação presidencial fez um pouso de emergência na noite de sexta-feira (01/06) “devido ao congelamento das pás e da hélice”, conforme informou o governo argentino. O resgate começou apenas no sábado (02/06), 20 horas depois do ocorrido.

Fumaça vista no local do pouso forçado. (Foto: Aviación Civil de Salta)

Dentro do helicóptero, pertencente a VII Brigada Aérea de Moreno, estavam 13 pessoas, incluindo 10 membros do governo argentino, e entre eles Alejandro Cecati, chefe de custódia da presidência, o conselheiro de eventos da sede do governo, Mariano Lomolino, e o porta-voz presidencial Ivan Pavlosvsky. Os funcionários, após o resgate, fizeram um breve check-up médico. Todos estavam em boas condições.

Local do pouso forçado do Mi-171E.

O helicóptero havia decolado de Salta e tinha como destino a cidade de Santiago del Estero, mas durante o voo teve que fazer um pouso forçado em uma área de difícil acesso, 3.762 metros de altura em El Espinillo, no departamento de Andalgalá. As boas condições climáticas permitiram que um Learjet 45 identificasse facilmente o helicóptero após o pouso forçado.

A passagem da aeronave Learjet 45 vindo de Salta confirmou a localização exata de homens que passaram mais de 20 horas na montanha em temperaturas abaixo de zero e submetidas a fortes ventos. A informação possibilitou o início das tarefas de resgate para a tripulação.

Momento que o Mi-171E era localizado e avistado pelo Learjet 45. (Foto: Aviación Civil de Salta)

As autoridades de Catamarca implementaram uma operação de busca com equipes da defesa civil e de bombeiros para auxiliar a delegação e organizar sua transferência. Equipes de resgate trouxeram água, comida e abrigo para o piloto e passageiros que passaram a noite na área de El Espinillo, no departamento de Andalgalá.

O helicóptero Blackhawk presidencial foi usado como meio de resgate.

Um helicóptero S-70A Blackhawk da Força Aérea Argentina, normalmente usado como helicóptero presidencial, partiu de Tucumán, pousou na cidade de Andalgalá Catamarca, e foi usado no resgate de alguns passageiros. Quatro membros do governo foram transportados pelo S-70 para Buenos Aires, e outros seis foram caminhando para um acampamento montado pela Gendarmerie, 2.000 metros acima do nível do mar.

Passageiros tiveram que caminhar até um acampamento montado a 2.000 metros do nível do mar. (Foto: Ivan Pavlosvsky)

Por meio de um comunicado, a Casa Rosada explicou que durante a tarde de sexta-feira “o piloto do helicóptero fez duas tentativas de aterrissar no Rio Hondo e uma em Tucumán, mas não conseguiu devido ao perigo de congelar as partes vitais da aeronave”.

“Diante dessa situação e tendo em conta a possibilidade de ficar sem combustível para qualquer manobra, o piloto buscou uma área limpa para aterrissar, que encontrou em uma área montanhosa, a quase 3.500 metros acima do nível do mar, em Catamarca, muito perto da fronteira com Tucumán”, acrescentou o texto divulgado.


Fontes: Diário Popular/Todo Noticias – Edição: Cavok


Dica dos leitores Nacho Arjol e Angelo Almeida. Obrigado.

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6 COMENTÁRIOS

  1. só podia ser um helicoptero russo comprado pela máfia Kirchner que faliu as FFAA e todo estado argentino. Pior as baterias usadas do submarino que afundou e devem ser a causa do sinistro. Sorte que ninguém se feriu neste caso

    • A algum problema do helicóptero ser Russo, só helicóptero russo que pode congelar as pás???
      É cada uma que a gente lê…

      • Também não entendi a do engenheiro sobre sua observação por ser um helicóptero russo e o problema no congelamento das pás.

  2. O problema não é o aparelho pois o Mi-8/17 é extremamente robusto.

  3. Mi-8/17 com congelamento de pás? Os argentinos não devem ter pago por alguma peça, só pode.

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