Jato executivo leve HondaJet.

A Honda Aircraft, divisão da Honda Motor Company responsável pelo desenvolvimento de tecnologias e soluções em aviação, expandiu as vendas do jato executivo HondaJet ao Japão, nomeando a Marubeni Aerospace como HondaJet Japão.

A empresa será representante para vendas, serviços e manutenção do jato executivo na região. Em maio, foi iniciado o processo de solicitação de Certificação de Tipo junto a Agência de Aviação Civil do Japão e a primeira aeronave deve ser entregue no primeiro semestre de 2019.

“Tem sido um sonho de longa data estender a mobilidade humana aos céus desde que a Honda Motor Co., Ltd. foi estabelecida. Quando iniciamos as pesquisas na área da aviação, havia muitos desafios a serem superados. Hoje, com nossa tecnologia avançada e a criação do HondaJet, conseguimos oferecer inovação ao mercado de jatos executivos leves e criar um novo valor na aviação executiva. Estou orgulhoso de que a Honda Aircraft expandiu as vendas para a casa da Honda, no Japão”, disse Takahiro Hachigo, presidente e CEO da Honda Motor Co., Ltd.

“Recebemos muitas demonstrações de interesse e perguntas sobre a chegada do HondaJet no Japão. Hoje, tenho o prazer de anunciar que expandimos oficialmente nossas vendas para o país. O HondaJet Elite, que será entregue aos nossos clientes da região, é um nova e atualizada versão do HondaJet. Estamos entusiasmados em compartilhar os melhores aprimoramentos em desempenho, eficiência e conforto do HondaJet Elite com nossos clientes no Japão”, disse Michimasa Fujino, Presidente e CEO da Honda Aircraft.

O HondaJet Elite mantém os avanços aeronáuticos desenvolvidos pela Honda Aircraft e continua a ser a aeronave mais eficiente, mais silenciosa, mais rápida, com maior altitude de cruzeiro e maior alcance em sua categoria.

A Honda Aircraft estabeleceu uma robusta rede mundial de representantes para oferecer serviços e suporte para seus clientes. A rede abrange territórios na América do Norte, América Latina, Europa e Ásia.

A aeronave possui a certificação de tipo da Administração Federal de Aviação Civil nos EUA (FAA), da Agência Europeia de Segurança da Aviação (EASA) e da Agência Nacional de Aviação Civil do Brasil (ANAC). No Brasil, a Honda Aircraft nomeou a Líder Aviação como representante exclusiva de vendas, serviços e suporte para os clientes no País.

12 COMENTÁRIOS

  1. Não consigo entender como um tremendo arrasto no dorso da asa, para acomodar os motores pode melhorar ou fazer a diferença nesta aeronave. Se fosse no plano inferior da asa para mim seria até lógico e aceitável, mas eu gostaria muito de ver o relatório de ensaios em túnel de vento que demonstra que isto é um acerto. Nem vou falar da estética do design por que nem sempre o que é bonito funciona, mas quando um projetista consegue aliar a beleza do design com total funcionalidade aerodinâmica estamos pois diante de um projeto de gênio! Mas na minha opinião de piloto e entusiasta da aviação eu não compraria este avião.

    • Na ultima imagem mostra o motor praticamente fora da asa, o arrasto gerado no pylon é o mesmo que se fosse abaixo da asa, so muda o lado.

      • Prezado o fluxo de ar em baixo sendo mai lento que em cima gera a sustentaçao por quesitos de pressao.

        • Não, não concordo. Acho que o arrasto superior aumenta mais do que deveria. Não deve fazer diferença em voo, mas numa aproximação para pouso é mais um problema a considerar.

        • O Efeito aerodinâmico é justamente ao contrário. A passagem por cima do dorso da asa é mais lenta do que a passagem inferior. Isto cria o efeito aerodinâmico de sustentação. Falando de modo simplificado.

          • Este é o correto: https://2.bp.blogspot.com/-GU3LevesEuQ/Uk1ZXxT4kF
            .
            Mas o motor não altera a sustentação da asa em posição afastada como está, a principal vantagem nesta posição sobre a asa é poder fazer uma cauda mais simples sem os motores traseiros, a Honda conseguiu colocar um banheiro no gundo do avião, desbancando o Phenom 100 da mesma categoria que era criticado por ser um executivo sem banheiro.
            A asa já é naturalmente forte naquele ponto por ter o trem de pouso principal.

            • É mais ou menos por aí. O efeito aerodinâmico sobre a asa é comparável ao da nacele instalada na fuselagem mais ou menos na mesma posição longitudinal. Quero dizer, a nacele gera um “bloqueio” que muda a distribuição de sustentação sobre a parte interna da asa. Isso é compensado com o projeto adequado da perfilagem e torção da asa. Esse efeito de bloqueio é visto nos ensaios em túnel do Phenom 100 também.

              Na verdade, o quesito aerodinâmico é secundário no caso do Honda Jet. O pessoal justamente buscou preservar a fuselagem traseira da instalação de pilones: evitando furos e descontinuidades na laminação do material composto bem como maximizando o uso do espaço interno para a cabine de passageiros.
              Certamente foi uma ideia boa.

            • Sim, como tinha dito, não sou eng. aeronáutico mas acho que a diferença seria apenas estrutural como você descreve aqui, como os motores estão tão afastados da asa, não creio em diferença em sustentação…

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