AIR_A-4N_Skyhawks_Israeli_lgDezenas de batalhas, centenas de tripulações e milhares de horas de voo: 48 anos após o primeiro A-4 Skyhawk  ser entregue, a Força Aérea de Israel aposentou o caça-bombardeiro, deixando um legado operacional.

A ultima decolagem

As primeiras horas da manhã e a chuva fina não impediram a multidão de acompanharem a decolaram dos jatos pela última vez. Os aviões ganharam o céu para uma simbólica passagem aérea sobre todas as bases aéreas da IAF.

A Era do A-4 Skyhawk “Ayit” (Águia em hebraico) em Israel começou no dia 29 de dezembro de 1967, quando os primeiros quatro caças A-4 foram descarregados de um navio no porto de Haifa e entregues aos esquadrões “Valley” e “Flying Tiger“, criados especialmente para as novas aeronaves.

Os jatos Skyhawk marcam o início dos equipamentos dos Estados Unidos com a Força Aérea Israelense, sendo um dos mais confiáveis aviões da IAF, deixando um legado de operações bem sucedidas, tomando parte em cada campanha israelense desde que entrou em serviço. Durante a “Guerra de Atrito” ele foi o principal jato de ataque.

Ao longo do caminho nós perdemos muitas pessoas boas na terra e no ar“, disse o comandante da IAF, “Nós nunca iremos esquecê-los“.

A-4_IAFDurante a Guerra do “Yom Kippur”, as tripulações de Skyhawk realizaram cerca de 1 000 surtidas operacionais na frente sul. Metade dos aviões foram atingidos durante o combate e seis tripulantes tiveram de se ejetar sobre território inimigo. Sete outros foram mortos.

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Sobrevoo da despedida

Apesar da perda, os membros dos esquadrões continuou a decolar. Ao lado das tripulações, as equipes técnicas trabalharam sem parar. No início dos anos 1990, o Esquadrão “Flying Tiger“, operador dos jatos Skyhawk, foi elevado a condição de Flight School, ensinando novos pilotos de combate, antes da entrada do “Lavi” (M-346) em serviço, qualificando novas gerações de pilotos de combate da IAF.

O pequeno jato pertence à história da IAF e que a manteremos mais forte do que nunca“.

A primeira vitória ar-ar: Um MiG-17 abatido por um foguete anti-tanque!

Como resultado do embargo francês a Israel após a Guerra dos Seis Dias, o governo de Israel buscou outras fontes de armas, encontrando nos EUA o parceiro ideal. Os primeiros Skyhawks foram colocados em serviço no final de 1967 na missão de ataque e apoio aéreo aproximado.

O falecido Coronel Ezra Dotan (‘Beban’), também conhecido como “Mr. Skyhawk’, marcou o primeiro abate do Skyhawk sobre os MiGs. De forma original, ele atirou num MiG-17 com foguetes antitanque, que não são destinados para uso em combate aéreo.

d7fd312ba6cedeb5c53a514d9419eae7No dia 12 de maio de 1970, as forças da IDF invadiram o sul do Líbano, uma área conhecida como ‘Fatahland’, num ataque contra terroristas* palestinos. Dez Skyhawks forneciam o apoio aéreo aproximado.

A-4 atingido
A-4 atingido durante as batalhas da Guerra do Yom Kippur

Nós circulamos a uma altura de vários milhares de pés, tentando localizar os tanques inimigos Descemos um pouco, e no mesmo instante em que identificamos alguns veículos inimigos, o meu ala me informou que tinha visto dois MiGs abaixo de nós! hesitei por um instante, e então mergulhamos atrás deles. Logo pude identificar os aviões, eram dois MiGs-17 sírios. Meu ala abriu fogo, disparando uma rajada dos canhões, sem efeito.

Quando terminei a descida até a altitude dos MiGs, vi que estava bem atrás de um deles. O correto seria usar os canhões, mas decidi usar o poder de fogo do pod de foguetes ar-terra, a fim de acertar o MiG. Disparei um primeiro, usando dois pods, saturando uma faixa de 50 metros. Os foguetes foram muito abaixo do MiG e seu piloto nem viu. Levantei o nariz do Skyhawk e disparei outra salva. O MiG desapareceu em uma grande bola de fogo.

Após o incrível abate do MiG-17, Dotan derrubou outro MiG-17 com o uso dos canhões, mas antes que ele pudesse fazê-lo, teve de gritar na fonia para não ser derrubado pelos Mirages da IAF.

Na época, o jornal London Daily Express relatou que os aviões de ataque de Israel tinham usado uma misteriosa arma secreta para abater os dois aviões sírios…

O ultimo pouso

FONTE: IAF – Edição: CAVOK

* De acordo com o texto original. A interpretação fica por conta do leitor.


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24 COMENTÁRIOS

    • Estava pensando esses dias, quais foram os grandes jatos guerreiros do Século XX. Considerando só grandes conflitos, o Phantom lutou no Vietnã e no Oriente Médio. O A-4 lutou no Vietnã, Oriente Médio e Falklands/Malvinas. O Mirage IIIE lutou no Oriente Médio, Ásia, África do Sul e Falklands/Malvinas. O MiG-21 no Oriente Médio e Ásia. O F-15 no Oriente Médio e no Golfo. Difícil classificar. Veja o F-16 e o A-10, suas grandes atuações se resumem ao Oriente Médio e ao Golfo, respectivamente.

      • Concordo Gio, os conflitos que eu mais me interesso são do Oriente Médio, WWI, Ásia, Vietnã e claro, o Golfo, um dos meus favoritos, mas ai, já pensou como seria o A-10 nas cores da IAF? Seria assim http://imgur.com/a/0XZti Ah qualquer avião fica bonito nas cores de Israel…

      • E sabe uma coisa que eu me irrito?
        O pessoal fala tão bem do Rafale, F-22, Su-35S etc, mas esses aviões nunca fizeram 1/3 do que o F-16, F-15, A-10 etc, fizeram…
        Não que eu esteja defendendo o F-15 etc, mas porque falar das excelentes capacidades dos novos caças se eles nunca comprovaram suas capacidades, entende?

        • Verdade. O F-22, Rafale, Typhoon e Su-30 levam a fama, mas NUNCA carregaram um piano como o F-8, A-4, A-6, A-7, F-4, Mirage III e MiG-21! Até o F-5 carregou mais piano!

          • Não carregam porque as campanhas hoje em dia são bem mais modestas.

            Duvido que a USAF, RAF e Arméé del Air consigam um ritmo sustentado de operações como o do passado com o F22, Rafale e Typhoon nos nros atuais de unidades, não falo nem do custo.

            • Várias das aeronaves citadas fizeram em campanha duas surtidas por dia vários dias seguidos em condições extremas.

              Reparos com silver tape na beira da pista é coisa do passado.

        • Eu concordo com você Ufric, mas muita gente gosta do Su-35 (família Flanker no geral) por causa de seus vídeos fazendo manobras loucas, do F-22 porque é rápido, furtivo, bonito e design moderno, caça de 5°G, apesar de nenhum ter comprovado ainda a eficiência, sabemos que eles são ótimos, mas a maioria das pessoas que gostam desses aviões e não os outros, são leigos, gostam por gostar. Todos nós sabemos da capacidade de cada um, mas nunca os vimos em combate.

      • Gio não esqueça que o A-4 lutou na primeira guerra do Golfo pelo Kuwait.

  1. Interpretação do leitor: Aquela época a OLP era, sim, uma organização terrorista. Apenas deixou de sê-lo quando renunciou ao terrorismo na esteira dos acordos de Oslo. No mais, parece que o emérito esquerdopata e antissemita Relojoeiro, ao sair, deixou um preposto aqui…

    • É igul aquela história , sai um entra já tem 10 na fila….

      Quem será que ocupará o meu posto?????

  2. Sou fã desse Jacto. grande aviao, grandes feitos.
    Gosto muito da guerra das malvinas, o que os pilotos desses jatos fizeram lá é digno de tirar o chapeu, por seus atos de bravura. Estou montando um kit 1/72 de um A-4B deste conflito inclusive.

  3. Não sabia que os A-4 ainda estavam na linha de frente em Israel, achava que eles usavam apenas os biplace em treinamento. Gio, vale fazer uma matéria sobre o A-4 esse avião é lindo de tão feio.

  4. A IAF sempre tirou o máximo de seus equipamentos, o A-4 fez bem o seu papel e mostrou que em boas mãos, podia muito.

  5. Melhor pergunta do dia Gawaim.
    Alguém saberia responder?
    Por eeu Israel nunca usou o F-5?

    • Acredito que a IAF não usou o F-5, porque não havia lugar para ele em uma força que utilizava Mirage III, Phantom F-4, IAI Nesher ( versão produzida localmente do Mirage 5) o IAI Kfir e o A-4, ou seja, caças dos anos 70 e 80.

      • Eu estive pesquisando sobre isso, e o fato é de que a IAF nunca cogitou em usar o F-5 e os EUA nunca ofereceram o jacto da Northrop. Os israelenses sempre quiseram o Phantom, mas Washington temia uma corrida armamentista na região e, eles, não poderiam intervir, pois já estavam no atoleiro vietnamita. Depois da Guerra dos Seis Dias, o governo dos EUA relaxou e autorizou o envio do F-4 e do A-4, mas aí, os militares norteamericanos não queriam, pois a taxa de perda no Vietnã estava alta. Os milicos só queriam entregar depois que as entregas domésticas fossem cumpridas, mas Washington havia prometido "furar" a fila e assim foi. Resumo, os israelenses nem consideraram o F-5! Mais um detalhe. Quando os EUA liberaram o Phantom, forneceram o F-5 à Jordânia e ao Marrocos, como uma maneira de "compensar" a balança do terror. E finalizando, a aproximação EUA-Egito se deu pelo Phantom. Os EUA ofereçam inicialmente o F-5, o Anwar Al Sadat mandou eles enfiarem lá naquele lugar! É sério! Chamou o F-5 de porcaria! Lixo ocidental! Existe um vídeo, que ainda não localizei…ainda…

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