Com o número de esquadrões de caça da Força Aérea Indiana diminuindo rapidamente à medida que a frota atual envelhece, o comando da IAF busca uma forma decisiva para acelerar a recapitalização da frota.

A maioria dos novos caças deve levar o rótulo “Make in India”. “Até 2032, a Força Aérea Indiana planeja ter pelo menos 18 esquadrões com caças fabricados na Índia”, disse o vice-comandante da IAF, o Marechal-do-Ar R. Nambiar.

Nambiar disse que os esquadrões da frota construído (com jatos fabricados na Índia) incluiria o Tejas Mk1, Mk1A e Mk2 que, em 10 anos, “seria o pilar do nosso inventário.” Variantes do Tejas irão substituir o MiG-29, Jaguar e Mirage 2000. Ele disse sobre o Tejas: “É uma aeronave maravilhosa, mas as entregas estão muito lentas“.

Com o projeto de caça de quinta geração Índia-Rússia (FGFA) mostrando poucos sinais de avançar, é o programa de um caça bimotor Stealth e de 5ª geração, chamado de Advanced Medium Combat Aircraft (AMCA), que a IAF está agora procurando “como um substituto para o Sukhoi Su-30, que começará a mostrar sua idade até lá”, observou Nambier. Ele disse que a Força Aérea já liberou uma instalação no sul da Índia, para a Organização de Desenvolvimento de Pesquisa de Defesa, começar a trabalhar em dois demonstradores de tecnologia AMCA.

Embora otimista em relação ao projeto, Ashis Kumar Ghosh, diretor do projeto AMCA, disse que houve inúmeros desafios. “O AMCA está na quinta geração, categoria de peso de 25 toneladas e que o AMCA terá uma alta capacidade stealth. O mais importante desafio é desenvolver a tecnologia de forma independente”. Ele acrescentou que um aumento na capacidade de sobrevivência foi planejado com “furtividade, guerra eletrônica e desempenho”.

O plano visa primeiro voar dois demonstradores de tecnologia de uma aeronave de quinta geração. “Uma vez que a célula esteja pronta e voando, começaremos a adicionar outras de maneira gradual. Isso ajudará a reduzir o risco do programa, já que podemos começar a trabalhar em diferentes aspectos simultaneamente”. Ele acrescentou que “muitos requisitos são necessários para ser stealth. Se você não consegue manter as tolerâncias (geométricas) adequadas, isso se torna um desafio”.

Com a frota de Rafale sendo entregue de setembro do próximo ano até 2022, um oficial indicou que a Dassault provavelmente receberá um pedido adicional nos anos seguintes, já que eles provavelmente serão mais baratos.

Com relação ao programa que prevê a aquisição de 114 aeronaves de combate multi-função (MRCA), com uma solicitação de proposta que será emitida no final de 2019 e implementada após três ou quatro anos, há uma certa desconfiança entre analistas e estrategistas do comando da IAF, pois a experiência com o primeiro MMRCA, onde o Rafale sagrou-se vencedor, mas não levou, pode vir a acontecer novamente, prejudicando em muito a IAF.

Além disso, 85% do projeto MRCA tem que ser “Fabricado na Índia”. Embora a intenção seja excelente, o modelo é lento na tomada de decisões, deixando os fornecedores futuros em um estado de incerteza.


FONTE: AINonline

5 COMENTÁRIOS

  1. IAF usar tecnologia russa vai se dar mal. o caminho não é esse que o Japão desistiu do seu 5ª geração pelo custo. é melhor que tente um 4ª geração mesmo

  2. Tejas aeronave maravilhosa é piada né!? Não apenas é uma aeronave inadequada para substituir os Mig-29 e Mirage 2000 como ainda por cima é inferior ao JF-17 paquistanês. Se os indianos fossem mais espertos (e menos corruptos) teriam colocado como offset do MMRCA consultoria para o projeto de um novo caça pois o Tejas me parece praticamente inócuo.

    • Haha! Concordo com você! Chamar o Tejas de maravilhoso foi forçar a barra mesmo. Algo me diz que a Dassault ainda vai lucrar muito por um bom tempo!

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