Linha de fabricação do revestimento de asa do caça furtivo F-35 em Israel. (Foto: IAI)

A Israel Aerospace Industries (IAI) lançou uma nova linha de produção de revestimentos para as asas do caça F-35. A linha foi estabelecida após a decisão da Lockheed Martin de expandir a produção de revestimentos e a seleção da IAI como subcontratada responsável pela produção.

O conselho da IAI aprovou a construção da nova linha de produção em 2015. O programa de 20 anos deverá render receitas de centenas de milhões de dólares, com embarques esperados desde o início de 2019. Os primeiros embarques serão de cerca de 700 kits com potencial para pedidos adicionais em um estágio posterior.

As peles serão fabricadas por meio de tecnologia inovadora denominada Posicionamento Automático de Fibra (AFP), que compreende camadas de materiais compósitos. As camadas consistem em tranças de 3 mm que se tornam uma unidade coesa, formando assim a pele de asas especial que fornece a capacidade de stealth.

O estabelecimento da nova linha de produção constitui um aprimoramento significativo das capacidades de automação e robótica da IAI, permitindo que ela se torne um elemento-chave no campo das estruturas aeronáuticas e comerciais.

Shlomi Karako, vice-presidente executivo da IAI e gerente geral do Grupo de Aeronaves Comerciais, disse: “A inauguração da linha de produção de asas do F-35 é um marco significativo na realização da estratégia da IAI de desenvolver recursos avançados na produção de materiais compostos. A nova linha de produção abre a porta para a IAI se tornar membro de um clube exclusivo de empresas aeroespaciais que oferecem essa capacidade. Gostaria de agradecer à Lockheed Martin por sua confiança e pela colaboração de longa data que levou ao estabelecimento da nova linha de produção”.

Joshua (Shiki) Shani, CEO da Lockheed Martin em Israel, disse: “Expandir as operações da IAI para o programa F-35 ressaltam o nível de confiança que a Lockheed Martin deposita na indústria israelense. A precisão, os elementos tecnológicos, o pessoal e a qualidade de produção exigida para os revestimentos das asas do F-35 devem obedecer aos mais altos padrões. A IAI provou suas capacidades com centenas de asas até agora e estamos ansiosos para experimentar a mesma excelência com a próxima produção de peles. Esta é outra etapa da produção abrangente de asas para as aeronaves do F-35.”

Israel já confirmou pedidos iniciais para 20 unidades do F-35 (F-35i Adir), com um total de 75 jatos planejados. Até o momento, a Força Aérea de Israel recebeu 14 F-35I. Todas aeronaves estão previstas para entrega até 2024.

Israel é uma das poucas nações autorizadas a modificar o caça F-35 da Lockheed Martin, designado de F-35I Adir. Espera-se que a primeira plataforma de teste personalizada do F-35I seja entregue a Israel até 2020.

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10 COMENTÁRIOS

  1. Além da inegável supremacia militar ante aos seus inimigos o F-35 também começa a garantir dividendos econômicos e geopolíticos à Israel.

    • Essa linha de produção poderia ser no Brasil e até em Bangladesh, haja vista que a tecnologia e máquinas são americanas.
      É só um meio de colocar Israel 'nas paradas'.

      • O F35 é um programa internacional. Ao contrário dos chineses que não colocam azeitona na empada de ninguém.

      • A tecnologia é toda Israelense afinal o Estado Judeu é pólo de alta tecnologia, ao contrário do bananão aqui, de Bangladesh e de sua teocracia fascista de estimação…

        Aceite o fato Xings…

      • Desafia até os ET, enfrentaram os maiores exércitos do mundo Egito, Jordânia, Síria, Líbia libano. Espetacular

  2. Olha lá se não ficar melhor que o acabamento antecessor. Os israelenses são perfeccionistas.

  3. A IAI teria capacidade de substituir a indústria turca para o fornecimento de mais peças?

    • A resposta é complicada. Em teoria, qualquer um dos parceiros do JSF teria capacidade de produzir as partes de outros países. Na prática, a resposta depende de outra pergunta: os EUA vão ajudar a pagar para que se instale e equipe as linhas de produção?

      Sem a ajuda financeira deles, mudar a fabricação dos componentes que ficaram a cargo da Turquia seria um processo lento e complicado.

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