Lavi #0Na década de 1970, a Israeli Aerial Industries desenvolveu o “Lavi”, um avançado avião de combate israelense. Considerações econômicas e políticas causaram o cancelamento do programa, mas ainda é possível encontrar alguns sistemas e ideias na IAF de hoje.

A IAI aspirava desenvolver um avião de combate em Israel, mas de início o objetivo era de algo que fosse melhor que o Mirage IIIC. Posteriormente, a produção do Kfir, deu a confiança que precisava para dar o primeiro passo no desenvolvimento de um avião de caça genuinamente israelense.

Em meados dos anos setenta, a IAI tentou cooperar com uma série de países no desenvolvimento do “Aryeh”, um caça bimotor, mas a tentativa não foi bem sucedida. Enquanto isso, a IAF estava no meio de desenvolver um programa de longo alcance centrado na aquisição de um jato para substituir o F-4 Phantom e o A-4 Skyhawk.

Lavi #2Lavi #3Nós realizamos um estudo em que apontava para uma modernização do Kfir ou na aquisição do F/A-18 Hornet“, relembrou o Maj. Gen. (Res.) David Ivry. “Para nossa surpresa o pessoal da IAI apresentou um programa avançado para um avião de caça chamado ‘Layout 33’, que mais tarde se tornou o Lavi“.

Enquanto a IAI trabalhava com a ideia de uma aeronave leve com capacidade de transporte limitado, a IAF solicitou uma mudança significativa. “Examinamos o ‘Layout 33’ concluímos que era muito leve para as nossas necessidades. Na época, eu estava ocupado com os preparativos para o ataque ao reator nuclear iraquiano (Operação ‘Opera’, junho de 1981) e uma das coisas que eu tinha notado foi que os nossos aviões não tinham combustível suficiente para realizar voos de longa distância. A solução que chegamos foi para um jato maior com um motor mais forte“, lembrou o Major General. “O primeiro-ministro, Menachem Begin, apoiou a demanda operacional da IAF. Infelizmente esse foi o começo do fim do projeto Lavi“.

Lavi #1A atmosfera no Quartel-General da IDF foi indiferente para com o projeto, sugerindo o cancelamento e a utilização dos fundos americanos para outros desenvolvimentos, mas o “Lavi” já não era só uma idéia. Três protótipos foram construídos e mais três estavam em produção. O Major-General já tinha voado um dos protótipos e todos os testes executados no projeto foram bem sucedidos. “O jato se mostrou muito bem. Ele tinha muitos aviônicos que hoje são considerados padrão, mas foram os primeiros do mundo naquela época.

Em 30 de Agosto de 1987 o governo votou pelo cancelamento ou pela continuidade do projeto. Onze dos 12 votos pediram pelo cancelamento do projeto. “Eu fui contra o cancelamento do projeto Um dos meus maiores desafios foram as conversas com o falecido Yitzhak Rabin, quando ele era ministro da Defesa. Eu disse a ele que talvez seria melhor para mim a renunciar do meu cargo de Diretor-Geral do Ministério da Defesa, porque, como eu era a favor do ‘Lavi’, eu teria de encerrá-lo“.

Lavi #4O cancelamento do projeto “Lavi” não foi o fim do jato. O enorme investimento financeiro no projeto resultou em dezenas de laboratórios profissionais e sistemas de desenvolvimento e de computação.


FONTE: Força Aérea de Israel

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9 COMENTÁRIOS

  1. Seria um caça formidável, os Israelenses se superaram neste projeto, realmente lamentável que um avião tão promissor fosse abandonado. Os americanos não viam o caça de Israel com bons olhos apesar de fornecerem o motor e prometeram mais F-16 para a IAF. Quanto ao J-10 chinês apesar de toda a conversa da venda do projeto por Israel, de Lavi não tem nada, a única coisa em que são parecidos é que os dois voam.

    • According to SibNIA, the J-10 is a melting pot of foreign technology and acquired design methods. “The aircraft is more or less a version of the [Israel Aircraft Industries] Lavi,” say those Russian designers who have worked with the Chinese on this program, “but there are a number of other pieces of other aircraft or technologies that are part of the configuration that they have acquired from different sources.”
      http://www.ainonline.com/aviation-news/2006-11-15

    • Não foi a primeira vez, nem a última, que os israelenses dão suporte técnico por baixo dos panos.

      Como recebem tecnologia americana…

      • Sim, sem contar que os mísseis PL-8 são os Python III. Não há como negar a transferência de tecnologia de Israel para a China, que só parou quando os EUA engrossaram com eles sobre o contrato do AWACS com radar da Elta montado em um Il-76. Esse foi cancelado e a cooperação cessou (ao menos oficialmente).

  2. Muito bonito este avião…e apesar de tanto tempo…seu projeto "design" parece atual…se formos comparar com o Gripen…

  3. Acredito que o fim do IAI Lavi, foi uma decisão mais de caráter econômica para Israel do que pressão política interna e externa, pelos EUA mais especificamente. E também, Israel tem como primazia a defesa de seu território escolher entre um caça como o F-16 pronto, qualidade insuperável de defesa para o tamanho do seu país, o Falcon já existia e poderia ser utilizado quase que imediatamente na década de 80 por Israel, logo o projeto IAI Lavi teve a sua descontinuidade. Israel teve a guerra com Egito, Libano no início dos anos 80 praticamente, sempre cercado de ameaças o F-16 seria a melhor escolha naquela época, em minha opinião é claro. Quanto ao fato da decisão do término do Lavi ser política interna de vantagens ou entraves de políticas externas, dos EUA mais especificamente, até pode ter sido, sempre existe isso, porém acredito que a decisão de deixar o projeto Lavi e terem adquirido o F-16 do para Israel ter uma defesa aérea quase que imediata do que arriscar o seu orçamento em um projeto diante das ameaças externas que o Estado de Israel passava naquela época. Contudo, eu acho que a escolha do F-16 foi bem acertada e sensata por Israel, sendo mais um caráter de defesa e orçamento do que política.
    Bela matéria.

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